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Fux quer rever vigência de portarias reguladoras de bets – 12/11/2024 – Brasília Hoje

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Mariana Brasil

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta terça-feira (12) que será preciso rever o prazo de vigência das portarias que já regulam as chamadas bets no Brasil, mas que ainda não entraram em vigor.

A fala foi feita após o segundo dia da audiência pública convocada a partir de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, da qual Fux é o relator, em que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo pediu que a Lei das Bets (n°14.790/2023) fosse declarada inconstitucional pelo STF.

“Uma coisa se tornou uniforme em todas as explanações, que é a questão da falta de regulação. E por outro lado a afirmação de que já há uma regulação através de portarias do Ministério da Fazenda que ainda não entraram em vigor. Então vou avaliar exatamente esse prazo de vigência da portarias e a questão da avaliação material de tantos problemas que foram suscitados como problemas psíquicos e endividamento”, disse.

“A permanência ou não da atividade é uma questão que demanda profunda aferição de mais de 50 argumentos que foram utilizados aqui. Mas um argumento foi persistente: a falta de regulação e paradoxalmente a existência da regulação que ainda não entrou em vigor”, afirmou.

O ministro disse que sessão foi “riquíssima” e que comentou a ação aberta pela PGR (Procuradoria-Geral da República) que pede a suspensão das leis que regulam às bets.

“A ADI da PGR se tornou mais uma ação conexa ao que eu já recebi, com uns argumentos adicionais. Mas o ponto central agora num exame mais profundo é essa questão da regulação”.

O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Carlos Manuel Baigorri, foi um dos nomes que falaram da questão neste segundo dia, e tratou da necessidade de que haja um órgão voltado para o controle dessa modalidade especificamente, já que a Anatel tem limitações para fazer bloqueios efetivos de plataformas

“Se não houver um agente administrativo com esse poder e mantido o mercado como está, toda obrigação cairá no judiciário. Porque hoje a gente só consegue consegue bloquear um site com decisão judicial”, disse.

“No caso das bets, a lei previu que o Ministério da Fazenda, por meio da secretaria de prêmios e apostas, pode emanar essas ordens e nós bloqueamos. Não existindo esse poder da SPA, caberá t~]ao somente ao judiciário fiscalizar e acompanhar mais de 3 mil bets irregulares”

Nesta segunda etapa da audiência pública, o ministro ouviu representantes de instituições voltadas ao direito do consumidor, saúde, além dos representantes de SAFs (Sociedade Anônima de Futebol) e times, entre eles, Botagofo, Fluminense e Cruzeiro.

Ione Amorim, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) expôs dados de plataformas que avaliam a qualidade de empresas, como o Reclame Aqui, e explicou o impacto da falta de regulamentação ao longo de cinco anos da existência das bets no país.

Enquanto estavam irregulares, as empresas, por consequência, não possuíam cadastro em plataformas governamentais impedem que reclamações e problemas sejam registrados e que seus serviços sejam devidamente avaliados.

“Apesar da regulamentação aprovada em 2023 e do bloqueio de mais de 2 mil plataformas de jogos de apostas, os apostadores continuam expostos aos ambientes de jogos de azar 24 horas por dia. Enquanto se discutiu os supostos benefícios tributários provenientes dos jogos, muito pouco se discutiu sobre as consequências na saúde mental e financeira dos consumidores”, afirmou.

No primeiro dia, a primeira turma recebeu a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, além de representantes do Ministério da Fazenda, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Banco Central, Febraban (Federação Brasileira de Bandos), além de parlamentares.


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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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