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G20 terá recomendação de políticas econômicas volt…

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Pedro Pupulim

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Terá início na próxima quinta-feira, no Rio, a primeira Cúpula do G20 Social, evento criado pelo governo brasileiro com o objetivo de dar a oportunidade para que grupos sociais de todo o mundo gerem conteúdos e propostas consistentes que cheguem diretamente aos processos decisórios do G20, grupo das maiores economias do mundo.

Fruto de um seminário sobre o empoderamento econômico dos afrodescendentes, um documento será apresentado durante o evento. Assinado por diversas organizações, como  o Geledés – Instituto da  Mulher Negra, o Ipea, a Onu Mulheres Brasil, e alguns grupos de engajamento do G20, como o Civil 20 (C20), o Think 20 (T20) e o Women 20 (W20), o documento recomenda que instituições financeiras e bancos nacionais e multilaterais de desenvolvimento criem políticas de microcrédito para a parcela negra da população, além de incorporar indicadores de impacto social e racial nos critérios de financiamento.

As recomendações serão apresentadas durante o painel “Declaração Conjunta no G20 Social no Rio de Janeiro”, que terá participantes como Luciana Servo, presidente do Ipea, Henrique Frotas, representante do C20, Janaína Gama, do W20, Ana Carolina Querino, da ONU Mulheres Brasil, Carolina Almeida, do Geledés, Morgan Doyle, do BID, e Tereza Campello, do BNDES.



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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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