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Ganha Rodri, perde a Bola de Ouro – 28/10/2024 – Sandro Macedo

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O que é preciso para vencer a Bola de Ouro? O querido leitor e a querida leitora podem responder que basta se destacar individualmente em um time que também tenha força coletiva, de preferência em uma temporada regada a conquistas.

Mas nada é óbvio no maravilhoso universo paralelo das premiações, lamenta informar este humilde escriba —é só ver os Oscars de “Crash – No Limite” ou “Green Book”, em anos em que notadamente Cris Ronaldo foi melhor.

Em uma busca minuciosa no colega Google, apurei que, para vencer a Bola de Ouro, também é avaliada “a classe do jogador, baseada em fair play e talento”. Excelente, eles conseguem medir talento. Por último, há o tópico “carreira do atleta”. Ué, mas o prêmio não é para a temporada? Sim, e não. Daí entende-se por que Messi e CR7 levaram trocentos prêmios.

Portanto, não basta ser o melhor do ofício, não para o Bola de Ouro. Para vencer exige-se também um certo carisma, basicamente é um Miss Simpatia disfarçado de futebol.

O último vencedor brasileiro da Bola de Ouro foi Kaká, no longínquo 2007, um verdadeiro craque-simpatia, e gato. Não me lembro de Kaká ter dito um palavrão na carreira, talvez tenha dito em italiano no Brasil e em português na Itália, para não aborrecer ninguém.

Tudo isso para dizer que, se a Bola de Ouro não reconhece a temporada de Vinicius Junior, azar da Bola de Ouro. Todo mundo que assistiu a meia dúzia de jogos no período não tem a menor dúvida de que Vini foi o grande nome do ano futebolístico.

Mas Vini também ganharia o prêmio de jogador mais polêmico do ano. E não é só a luta antirracismo, que talvez incomode uma turma de votantes, há também o comportamento de Vini em campo, que, aparentemente, irrita rivais e técnicos. Já teve mais de um treinador ou ex-jogador (incluindo do Real) que veio a público para dizer que Vini deveria ser menos provocador.

Talvez esse seja o segredo: menos gols, menos assistências e mais sorrisos. Vini precisa driblar o rival e depois pedir desculpa. É o tipo de fair play que pode render prêmios.

Criada pela revista France Football, a premiação já foi associada à Fifa, agora está mais ligada à Uefa.

Nos anos Fifa, dizia-se que o resultado da Copa era fundamental para a premiação a cada quatro anos. Dane-se o resto da temporada. Ao premiar o espanhol Rodri e preterir Vini, a Uefa avisa que vai pelo mesmo caminho, trocando a Copa pela Euro.

Não que o resto do ano de Rodri tenha sido ruim. Além do título da Eurocopa, ele foi o líder em campo do avassalador Manchester City, campeão da Premier League e do Mundial de Clubes, mas foi eliminado da Champions antes da final. E por quem? Pelo Real, de Vini.

Vinicius não só levantou o caneco como já tem no currículo gols em duas finais de Champions (olha a carreira aí).

A desculpinha de que Vinicius foi mal na Copa América para tirar dele o prêmio é só isso mesmo, desculpinha.

Até outro dia, Messi pensava em abandonar a seleção pela coleção de fracassos com a camisa da Argentina. Nem por isso deixou de ganhar a premiação. Cris Ronaldo idem. Só tem uma Euro no currículo —cuja final ele praticamente não jogou, pois se contundiu no começo do duelo.

E se o resultado da seleção for o principal, o norueguês Haaland pode esquecer também. Vai ter que se contentar com essas chuteirinhas de ouro, ou com anos ímpares (sem Copas).

Na verdade, deveríamos dar menos pelota para a tal Bola de Ouro, cuja cerimônia, mesmo com Natalie Portman, consegue deixar a do Oscar excitante. Mas a vitória de “Crash” continua inexplicável.


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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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