ACRE
Cientistas descobrem bactéria que pode conduzir energia elétrica, como se fosse um fio
PUBLICADO
12 meses atrásem
Sensacional. Cientistas dos Estados Unidos descobriram uma bactéria que pode conduzir energia elétrica, como se fosse um fio.
Batizada de Candidatus Electrothrix yaqonensis, ela é conhecida como bactéria-cabo. Trata-se de um micróbio em formato de bastonete, conectado a outros em ambas as extremidades, que formam juntos uma cadeia e compartilham uma membrana externa que dá origem a vários filamentos.
O estudo sobre a bactéria que conduz eletricidade foi publicado na revista científica “Applied and Environmental Microbiology“. Em comunicado, o microbiologista Cheng Li, da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade James Madison (EUA), disse que está confiante que a partir dessa nova espécie seja possível descobrir a origem das bactérias e como se comportam.
Como consegue?
Segundo a pesquisa, a transmissão de energia se deve ao seu metabolismo especial, que funciona mais ou menos assim: as bactérias estão enterradas em camadas onde não há oxigênio, por isso, elas geram energia ao metabolizar sulfeto (compostos à base de enxofre).
Depois, o organismo envia os elétrons resultantes desse processo por filamentos microscópicos até a superfície, onde outras células podem usá-los com oxigênio.
Esses “fios vivos” chegam a medir vários centímetros e têm uma estrutura interna à base de níquel, que conduz eletricidade com eficiência: em testes de laboratório, o desempenho foi comparável ao de metais condutores.
Leia mais notícia boa
- 60 milhões de brasileiros pobres deixarão de pagar conta de luz; como conseguir isenção na energia
- Cientistas descobrem segredo de longevidade de supercentenária de 117 anos; manteve células e bactérias jovens
- Ostras têm proteínas que matam bactérias da pneumonia, descobre estudo
Comportamento diferente do comum
Diferentemente de outras bactérias parecidas, essa espécie não usa as enzimas comuns para lidar com o sal, mas sim um conjunto de proteínas que trocam sódio e prótons, adaptando-se melhor a ambientes onde a salinidade varia, como estuários e zonas de água salobra.
Essa bactéria da nova espécie apresenta diferenças morfológicas e semelhanças genéticas com outros gêneros de bactérias.
Remover poluentes
Os autores afirmam que essas bactérias podem ser utilizadas na segurança alimentar e na limpeza ambiental porque transferem elétrons para remover poluentes.
Essas diferenças, segundo os pesquisadores, indicam que o grupo é mais variado e complexo do que se pensava — tanto em termos de como essas bactérias funcionam (diversidade funcional) quanto dos ambientes em que podem viver (diversidade ecológica)
Quem são essas bactérias
De acordo com a pesquisa, há 25 espécies de bactérias-cabo conhecidas, organizadas em dois grupos: Candidatus Electrothrix, que vive em água salgada, e Candidatus Electronema, que habita água doce e salobra.
A nova espécie descoberta possui os genes e as vias metabólicas de ambos os gêneros, informou a Super Interessante.
A bactéria batizada de Candidatus Electrothrix yaqonensis, é conhecida como bactéria-cabo: um micróbio em formato de bastonete. Foto: Universidade de Oregon
Leia Mais: Só Notícias Boas
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
ACRE
Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
Relacionado
ACRE
Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
Relacionado
ACRE
UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login