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Genial/Quaest: Maioria é contra anistia até mesmo em redutos bolsonaristas

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Genial/Quaest: Maioria é contra anistia até mesmo em redutos bolsonaristas

Ricardo Chapola

A pesquisa mais recente divulgada pela Genial/Quaest revelou que a maioria dos brasileiros se opõe à ideia de conceder anistia a quem foi condenado pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Essa opinião foi detectada no levantamento realizado pela consultoria em todas as regiões do País, incluindo aquelas onde o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje réu por tentativa de golpe de Estado, obteve mais votos nas eleições de 2022 e tem mais apoio popular, como no Sul e no Centro-Oeste.

Para 51% dos que vivem na região Sul, quem participou da manifestação que resultou na depredação da Praça dos Três Poderes deve continuar preso por mais tempo e cumprir as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os sulistas que apoiam o perdão aos manifestantes, por outro lado, chegam a 40%. Segundo a Genial/Quaest, 24% deles defendem que eles sejam soltos por entenderem que nem deveriam ter sido presos, enquanto 16% opinaram em favor da liberdade dessas pessoas por considerarem que elas já estão tempo demais na cadeia.

No Centro-Oeste e no Norte, também redutos bolsonaristas, 54% declararam ser contrários à anistia aos presos e afirmam ser a favor de mantê-los atrás das graves para que cumpram suas penas. Nessas regiões, 32% defendem a ideia de soltar esses condenados – seja porque acreditam que eles nem deveriam ter sido presos (16%), seja porque acreditam que já estão atrás das grades por muito tempo.

No Sudeste, onde o ex-presidente obteve 54,27% dos votos em 2022, 55% se opõem ao projeto de conceder anistia aos presos do 8 de janeiro, enquanto 36% dos entrevistados pela Genial/Quaest se declararam a favor do perdão. De acordo com o levantamento, 19% apoiam a anulação dos processos por acreditarem que os réus não deveriam ter sido presos. Já para 17%, os condenados estão presos há muito tempo.

Estranhos no ninho?

A consultoria identificou também um número expressivo de brasileiros que se opõem ao projeto da anistia dentro do próprio eleitorado do ex-presidente, o principal entusiasta dessa proposta. Muito embora a maior parte dos apoiadores do capitão defenda o perdão a quem foi condenado (61%), a pesquisa apontou também que 32% dos que declararam voto em Bolsonaro nas eleições de 2022 afirmam ser a favor de que essas pessoas continuem presas.

A Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas entre os dias 27 e 31 de março. A pesquisa, cujo nível de confiança é de 95%, possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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