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Geórgia vota em eleições de alto risco que afectam as ambições de adesão à UE | Notícias Eleitorais
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2 anos atrásem
A votação está em andamento na Geórgia eleições parlamentares que poderá moldar o futuro da jovem democracia do país e das suas ambições europeias.
A votação de sábado verá uma aliança sem precedentes de partidos de oposição pró-Ocidente desafiando o partido governante Georgian Dream, que tem enfrentado críticas por sufocar a democracia e se aproximar da Rússia.
A União Europeia alertou que as eleições determinarão as hipóteses do país aderir ao bloco de 27 nações. As pesquisas sugerem que a maioria dos georgianos favorecer a adesão à UEmas as negociações de adesão foram congeladas depois que o Georgian Dream aprovou uma lei que reprime a liberdade de expressão em junho.
As urnas foram abertas às 8h (4h GMT) e devem encerrar 12 horas depois, com cerca de 3,5 milhões de georgianos elegíveis para votar.
As pesquisas de opinião indicam que os partidos da oposição poderiam obter votos suficientes para formar uma coligação que suplantasse o Georgian Dream, controlado pelo bilionário Bidzina Ivanishvili, que criou o partido e fez fortuna na Rússia.
“Esta noite haverá vitória para toda a Geórgia”, disse a presidente pró-Ocidente, Salome Zourabichvili, que está em desacordo com o partido do governo, depois de votar.
A reclusa fundadora e ex-primeira-ministra do Georgian Dream, Bidzina Ivanishvili, disse que a eleição foi “uma escolha muito simples”.
“Ou elegemos um governo que serve vocês, o povo georgiano… ou elegemos um agente de um país estrangeiro que apenas cumprirá as tarefas de um país estrangeiro”, disse ele ao votar na capital, Tbilisi, no sábado. .
O primeiro-ministro Irakli Kobakhidze disse estar confiante de que o Georgian Dream conquistará uma maioria dominante no parlamento de 150 assentos e apelou à “mobilização máxima” dos apoiantes.
A porta-voz da Comissão Eleitoral Central, Natia Ioseliani, disse que a participação foi de 9 por cento às 10h00 (06h00 GMT), duas horas após o início da votação.
Os georgianos elegerão 150 legisladores de 18 partidos. Se nenhum partido conquistar os 76 assentos necessários para formar um governo para um mandato de quatro anos, o presidente convidará o maior partido para formar uma coligação.
‘Nos arrastando de volta’
Muitos eleitores acreditam que a eleição poderá ser a votação mais crucial das suas vidas, determinando se a Geórgia volta ao caminho da adesão à UE ou abraça o autoritarismo e inclina-se para a Rússia.
“A maioria dos georgianos percebeu que o atual governo está a arrastar-nos de volta para o pântano russo e para longe da Europa, onde a Geórgia realmente pertence”, disse o músico Giorgi Kipshidze, de 48 anos, a um repórter da agência de notícias AFP numa assembleia de voto no centro de Tbilissi.
No poder desde 2012, o Georgian Dream perseguiu inicialmente uma agenda política liberal pró-Ocidente. Mas nos últimos dois anos, inverteu o curso.
A sua campanha centrou-se numa teoria da conspiração sobre um “partido de guerra global” que controla as instituições ocidentais e procura arrastar a Geórgia, ainda marcada pela invasão da Rússia em 2008, para uma guerra que só o Sonho Georgiano poderia evitar.
“Neste momento, algumas pessoas não entendem o perigo que poderão enfrentar se formos derrotados. Mas faremos o nosso melhor para vencer e mostrar ao povo o caminho correto”, disse o ativista do Georgian Dream, Sandro Dvalishvili, à agência de notícias Reuters.
A Geórgia, que perdeu áreas do seu território para separatistas apoiados pela Rússia na década de 1990 e foi derrotada numa breve invasão russa em 2008, foi durante décadas um dos Estados mais pró-Ocidente a emergir da União Soviética. Mas desde que a Rússia invasão em grande escala da Ucrânia em 2022, o Georgian Dream fez o país regressar decisivamente à órbita de Moscovo, acusando o Ocidente de tentar atraí-lo para a guerra.
Os partidos da oposição e o Presidente Zourabichvili acusam o Georgian Dream de comprar votos e intimidar os eleitores, o que nega.
A adoção pelo Georgian Dream de um polêmico lei de “influência estrangeira” este ano, tendo como alvo a sociedade civil, provocou semanas de protestos em massa nas ruas e foi criticado como uma medida ao estilo do Kremlin para silenciar a dissidência.
A Rússia criticou na sexta-feira “tentativas sem precedentes de interferência ocidental” na votação, acusando-a de “tentar torcer a mão da Geórgia” e “ditar os termos”.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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10 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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