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Geração Z mostra sinais de cansaço de tantas tendências – 16/03/2025 – Estilo
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2 anos atrásem
Callie Holtermann
The New York Times
Nos últimos anos, novas garrafas d’água “da moda” são consagradas quase trimestralmente. Influenciadores incentivam seus seguidores a se vestirem como avós litorâneas, bailarinas, indie sleazers e coquetes —visuais que pouco têm em comum além do consumo que exigem.
Modas duvidosas como a “estética de esposa da máfia”, reconhecidas por publicações como o New York Times, levaram a coluna de humor da New Yorker a prever o que poderia vir a seguir: que tal “Suprema Corte casual” ou “mosca-lanterna-pintada gótica”?
Acompanhar tudo isso deixaria a maioria das pessoas sem dinheiro, sem mencionar desorientadas. E embora a maioria dessas loucuras sejam rotuladas como “tendências da Geração Z“, os membros dessa geração podem ser os mais cansados pela constante mudança.
Não é que eles não entendam o que está acontecendo: os jovens adultos de hoje podem discutir confortavelmente como as redes sociais e a moda rápida mantêm muitos membros de sua geração comprando, compartilhando e descartando itens. Eles estão cientes, às vezes dolorosamente, de que suas inseguranças estão sendo exploradas para o lucro de outros.
Mas consciência não é sinônimo de libertação. Entender os mecanismos em jogo nem sempre significa que eles podem escapar deles —embora muitos estejam tentando.
Neena Atkins, 16 anos, estudante do ensino médio em Dobbs Ferry, Nova York, disse que se sente “constantemente bombardeada” por recomendações de produtos. Estampa de leopardo estava em alta há menos de dois meses, ela disse. “E, agora, quando entro no TikTok, vejo pessoas dizendo que estampa de leopardo está ficando muito ultrapassada.”
Lina, 15 anos, caloura do ensino médio perto de Fort Wayne, Indiana, viu colegas comprarem copos Stanley de US$ 35 (mais de R$ 200) apenas para cobiçar outra marca de garrafas d’água em tons pastéis logo depois. “É um desperdício”, ela disse. “Você está apenas desperdiçando recursos; está desperdiçando dinheiro.”
James Oakley, 19 anos, estudante universitário no Oregon, acha que seu grupo etário atingiu a saturação: “A prevalência e a quantidade pura de microtendências tornaram impossível entender ou participar.”
‘ISSO É NOJENTO’
Tendemos a pensar em tendências como um meio de demonstrar que sabemos o que é legal e novo, ou como uma forma de participar de um “momento” coletivo maior. Durante décadas, críticos apontaram corretamente que seguir tendências facilita uma cultura capitalista de consumo —acordem, ovelhas!—, mas também pode ser experimental, lúdico, até divertido.
Ultimamente, no entanto, as tendências parecem mais avassaladoras. Recentemente, me propus a entender quais tendências eram realmente relevantes para a vida dos Gen Z. Mas depois de ouvir dezenas de jovens, um padrão emergiu: muitos queriam falar não sobre uma tendência específica que achavam importante, mas também sobre suas lutas com a enxurrada incessante de tendências e o choque que sentiam ao tentar processá-las tão rapidamente.
Os jovens com quem conversei descreveram um ecossistema de tendências online que se assemelha a uma planície alagada de modas —tendências que são ao mesmo tempo frágeis e uma fonte genuína de estresse para jovens ansiosos por se encaixar. A insegurança que os jovens sentem quando não têm o item “da moda” é amplificada quando há um novo item “da moda” toda semana.
Para ser claro, nem todos os membros da Geração Z foram sugados pelo redemoinho que os espera em seus telefones: muitos não se importam —ou simplesmente não podem se dar ao luxo— de prestar atenção. “Muitas pessoas não compram da Shein, não têm tempo ou dinheiro para investir em cada microtendência que simplesmente passa”, disse Oakley.
Acompanhar tudo é um trabalho em tempo integral para Casey Lewis, autora do boletim de tendências da Geração Z “After School”. Como adolescente no interior do Missouri no final dos anos 1990, Lewis, 37 anos, aprendeu sobre os estilos populares do momento —saias slip de cintura baixa, baby tees adornadas— em revistas adolescentes que chegavam mensalmente. As tendências de moda, no sentido macro, giravam em ciclos de 20 anos: o nível de efêmera digital mais leve de hoje ainda não existia.
Seu boletim, um guia diário para millennials e seus mais velhos que querem saber o que os jovens estão fazendo, está repleto de uma pesquisa de tudo o que os usuários de redes sociais e publicações de moda estão simultaneamente declarando ser do momento. Algumas de suas manchetes irônicas mal dão para entender: “Quietcations e Tweecore”; “Revival Rococó e Softcore de Canela”.
Um senso de fadiga de consumo se instalou, ela disse. “Eventualmente, você fica meio que, ‘Isso é nojento. Por que estou participando dessa cultura?'”, ela disse. “Acho que criadores e marcas estão cada vez mais tendo que responder a esse entendimento dos jovens.”
Aceleradores para o ciclo de tendências abundam. O TikTok requer novidade para manter nossa atenção e tem um algoritmo potente o suficiente para elevar o desconhecido à ubiquidade em questão de dias. Mercados de moda rápida são capazes de produzir poliéster para atender a qualquer demanda sem fundo gerada online. E as plataformas estão lançando funções de clique-para-comprar como o TikTok Shop para praticamente eliminar o atrito entre ver algo online e tê-lo entregue na porta de casa.
EXPERIÊNCIA INSATISFATÓRIA
Isso pode tornar estar online uma experiência insatisfatória: as redes sociais foram vendidas como um playground, mas acabaram parecendo mais um shopping. “Toda vez que entro no Instagram, é como se algo estivesse sendo vendido para mim”, disse Sequoya, uma jovem de 22 anos que vive em Salt Lake City.
Garantir que a roda continue girando é o elemento de busca de status da própria natureza humana, argumenta W. David Marx em seu livro “Status and Culture”. Queremos o que outras pessoas têm para nos encaixar, mas eventualmente abandonamos essas mesmas coisas uma vez que as vemos como muito acessíveis às massas.
Ou, como Lewis colocou: “Uma vez que uma criança de 12 anos está chorando por não conseguir um Stanley, um jovem de 17 anos não vai querer um”.
Na moda, o resultado é um excesso de itens de vestuário de baixa qualidade que não são usáveis por muito tempo. O número médio de vezes que uma única peça de roupa é usada diminuiu 36% em comparação com as taxas de 15 anos antes, de acordo com um relatório de 2019 da Ellen MacArthur Foundation e McKinsey & Co. Para cada cinco peças produzidas, o relatório acrescentou, três acabam em um aterro sanitário ou incineradas.
Mas não são apenas roupas. David Peraza, 21 anos, estudante universitário em Yucatán, México, vê novos títulos subirem ao topo do mercado de jogos online Steam mais rapidamente do que ele pode comprar. No início do ano passado, parecia que todos estavam jogando “Helldivers 2”, ele disse, apenas para mudar alguns meses depois para um lançamento atualizado de “The Legend of Zelda.”
“É avassalador”, ele disse. Os jogos tendem tão rapidamente que seu FOMO —medo de perder— cresceu “exponencialmente.”
‘MODA DO SUBCONSUMO’
É possível que a enxurrada de tendências esteja começando a secar? A Business of Fashion previu em janeiro que os microtendências virais estavam em declínio, em parte devido ao destino incerto do TikTok, que estava prestes a enfrentar uma proibição federal em janeiro. O aplicativo ficou fora do ar e depois voltou à vida, após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que adiou a aplicação da proibição por 75 dias.
Hana Tilksew, 19 anos, uma estudante universitária perto de Fresno, Califórnia, se livrou do aplicativo de qualquer forma. Foi um alívio, disse ela: “Acho que uma proibição permanente do TikTok definitivamente ajudaria a mitigar a pressão incessante que sentimos para acompanhar.”
Outros usuários do TikTok já vêm manifestando seu cansaço há algum tempo. Em uma enxurrada de vídeos no ano passado, alguns expressaram frustração com o ethos de compra-compra-compra no aplicativo. Outros promoveram a “moda do subconsumo“, que incentiva os usuários a exibirem suas roupas fora de tendência, mas ainda assim totalmente usáveis. Ainda mais documentaram suas tentativas de um “ano de baixo consumo”, no qual prometeram reduzir as compras.
Essas rejeições bem embaladas da tendência chamam a atenção de Abner Gordan, um estudante universitário de 21 anos na cidade de Nova York, como irônicas. “De uma maneira estranha, acho que ser anti-tendência é muito tendência”, disse ele.
Enquanto muitos de seus amigos ainda compram roupas ou móveis de segunda mão, ele viu o rótulo “moda do subconsumo” perder força online, assim como todas as anteriores. Foi desanimador, disse ele, testemunhar o que a princípio parecia um afastamento do ciclo de tendências ser absorvido por ele.
“É como se você não pudesse escapar”, disse ele.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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