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Gestão para a equidade: o que a cidade de São Paulo pode fazer – 20/11/2024 – Opinião

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Passadas as eleições, fica a pergunta: o que esperar das novas gestões? O início dos governos é quando a máquina pública estabelece seus compromissos em um novo ciclo de planejamento, orientando prioridades e equipes para o que vai ser importante nos próximos quatro anos. Uma oportunidade para reforçar que a tarefa primordial é o combate às desigualdades e que todo o planejamento deve estar focado em como promover cidades mais justas.

No caso de São Paulo, cidade reconhecida por suas profundas desigualdades regionais, esse debate não é novo. Em 2020, a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Tide Setubal lançaram um conjunto de publicações, reunidas na série “(Re)age SP – Virando o Jogo das Desigualdades na Cidade”, oferecendo recomendações concretas para que o ciclo de planejamento e orçamento da cidade tivesse como tema central o combate às desigualdades econômicas e sociais.

Uma das propostas apresentadas foi a criação de um índice de distribuição do orçamento que privilegiasse as subprefeituras com mais vulnerabilidades sociais, ou seja, uma regra orçamentária que garantisse mais recursos para os bairros que mais precisam.

A prefeitura incorporou essa ideia na Lei do Plano Plurianual, aprovada em 2021, e determinou que, nos quatro anos seguintes, o montante total de R$ 5 bilhões deveria ser distribuído seguindo o Índice de Distribuição Regional do Gasto Público (IDRGP), direcionando proporcionalmente mais recursos para as regiões da cidade até agora menos favorecidas.

A iniciativa foi louvável e permitiu que a gestão municipal começasse a desenvolver estratégias para que diferentes secretarias setoriais passassem a olhar para o endereço de suas ações de maneira mais sistemática e intencional. Mas é preciso e possível fazer mais.

Durante o último período, a Prefeitura de São Paulo ampliou significativamente sua capacidade de investimento, que ultrapassou a marca de R$ 24 bilhões entre 2021 e 2024. Mas, se por um lado essa ampliação foi uma grande oportunidade, por outro acabou diluindo os R$ 5 bilhões dirigidos à regra do IDRGP. Isso porque a maior parte dos recursos continuou sendo distribuída sem intencionalidade para a redução das desigualdades. Sem intencionalidade contrária, as desigualdades crescem.

O novo ciclo de planejamento traz novamente a oportunidade de firmar um compromisso público da gestão com a distribuição justa dos recursos. Nos próximos meses, será elaborado um importante instrumento legal do ciclo de gestão municipal, o Programa de Metas, ferramenta que orienta os esforços das secretarias e estabelece o padrão de acompanhamento que será realizado pela sociedade sobre a gestão pública.

Uma medida fundamental seria a incorporação do IDRGP a esse instrumento, inserindo de maneira definitiva, na lógica de gestão, as regras de direcionamento de recursos para as regiões que mais precisam.

Outras inovações na preparação do próximo ciclo também devem passar por uma melhor articulação dos planejamentos setoriais em torno da regionalização, com maior rigor de análises de custos e maior protagonismo das populações locais nos processos de decisão e priorização de projetos.

Para colaborar com esse debate, a Fundação Tide Setubal realizou um balanço das estratégias de redução das desigualdades no último ciclo, 2021/2024, e lançou o “(Re)age SP – Quatro Anos Depois“, publicação que traz propostas detalhadas de como aprimorar o ciclo de planejamento e orçamento no município para que o gasto público tenha um salto de qualidade. E, para isso, é preciso ser enfático no direcionamento dos recursos e investir com intencionalidade.

Grandes desafios como as desigualdades regionais não são superados com uma única estratégia bem concebida. Afinal, as diferenças que observamos hoje no nível de desenvolvimento das várias regiões da cidade são produto de décadas de acúmulo de investimentos em determinadas regiões e abandono de outras.

É preciso novas formas de ação nas periferias, com mais intersetorialidade, engajamento da comunidade local e compromisso explícito com a promoção da equidade.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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