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Gordon Brown diz que a morte da filha mostrou o valor da morte “boa” em vez da morte assistida | Morte assistida
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Harriet Sherwood
O ex-primeiro-ministro Gordon Brown declarou a sua oposição à legalização da morte assistida, dizendo que o morte de sua filha recém-nascida em Janeiro de 2002 convenceu-o do “valor e imperativo dos bons cuidados de fim de vida”.
Num raro e comovente vislumbre da tragédia, ele diz que o tempo que ele e a sua esposa, Sarah, passaram ao lado da cama da sua bebé Jennifer “enquanto a vida dela se esvaía” foi “um dos dias mais preciosos das (nossas) vidas”.
Em um artigo para o GuardianBrown diz que o debate sobre a morte assistida está a avançar demasiado rápido dadas as “profundas questões éticas e práticas”, e o estado do NHS significa que este não é o momento certo para uma decisão de longo alcance.
Em vez de um voto sim/não no parlamento, Brown escreve que deveria ser criada uma comissão para elaborar uma “estratégia de 10 anos totalmente financiada para cuidados paliativos melhorados e abrangentes”. Ele cita pesquisas não publicadas que mostram que metade da população não está confiante na capacidade do governo de financiar cuidados especializados em fim de vida, e que mais de dois terços apoiam uma comissão sobre a questão.
Os deputados devem votar na próxima semana um fatura de membro privado legalizar a morte assistida na Inglaterra e no País de Gales. Os deputados tiveram voto livre, o que significa que são os indivíduos, e não os partidos, que decidirão se apoiam ou rejeitam o projecto de lei.
Espera-se que os apoiantes e opositores do projecto de lei aumentem o seu lobby junto dos deputados indecisos nos próximos dias, à medida que a incerteza rodeia o resultado da votação histórica.
Brown diz que ele e Sarah sabiam a extensão da hemorragia cerebral de Jennifer quatro dias após seu nascimento, em dezembro de 2001, quando ele era o chanceler. Ela morreu com 11 dias de idade.
“Estávamos plenamente conscientes de que toda a esperança havia desaparecido e que ela não tinha chance de sobreviver. Só podíamos sentar com ela, segurar sua mãozinha e apoiá-la enquanto a vida diminuía. Ela morreu em nossos braços.
“Mas aqueles dias que passamos com ela permanecem entre os dias mais preciosos da minha vida e da de Sarah. A experiência de conviver com uma menina mortalmente doente não me convenceu da necessidade de morte assistida; convenceu-me do valor e do imperativo de bons cuidados no final da vida. Tivemos a certeza de que ela não estava com dor.”
Na sexta-feira, Yvette Cooper, a secretária do Interior, tornou-se a mais recente ministra a partilhar a sua opinião sobre a morte assistida quando disse que apoiava “o princípio da necessidade de mudança” na lei.
“Eu votei pela mudança no passado”, disse ela ao Good Morning Britain. “Estas são questões importantes e difíceis, e não mudei a minha visão sobre os princípios desta questão. Mas também reconheço que há um debate detalhado sobre os detalhes da legislação sobre os tipos de salvaguardas e coisas que precisam estar em vigor.”
Pressionada sobre como votaria, ela acrescentou: “Continuo a apoiar o princípio da necessidade de mudança, mas também a garantir que temos as salvaguardas e os sistemas adequados em funcionamento”.
Uma sondagem YouGov publicada na sexta-feira revelou que quase três quartos do público britânico acreditam, em princípio, que a morte assistida deveria ser legal, com 13% contra. Mais de metade – 55% – dos inquiridos gostaria de ir mais longe do que a proposta actual, afirmando que a morte assistida deveria ser legal para pessoas com doenças debilitantes e incuráveis que não são terminais.
Brown argumenta que uma decisão tão profunda deveria ser adiada para permitir mais escuta e aprendizagem.
Ele escreve: “A Grã-Bretanha geralmente avança muito lentamente nas questões em que deveria agir rapidamente. Mas por vezes, como agora, pode avançar demasiado rapidamente numa questão em que deveria ir mais devagar, ouvir e aprender.
“E com o NHS ainda no seu ponto mais baixo, este não é o momento certo para tomar uma decisão tão profunda. Em vez disso, precisamos de mostrar que podemos melhorar a vida assistida antes de decidir se devemos legislar sobre formas de morrer.”
No centro do debate sobre a morte assistida estava o desejo de prevenir o sofrimento, e ambos os lados partilhavam “compaixão genuína por todos aqueles que enfrentam mortes dolorosas”, escreve ele. “A melhor forma de conseguir isto divide o nosso país, levantando questões éticas e práticas profundas.”
após a promoção do boletim informativo
Ele diz que a sua opinião é que a morte assistida não é “a única opção nem mesmo uma boa opção” em comparação com bons cuidados paliativos.
“Mas também sei que, do jeito que as coisas estão, os cuidados e a assistência pessoal disponível ainda são escassos para pessoas com doenças terminais, e os cuidados em fim de vida são a maior loteria do código postal de todos.”
Os receios em torno da escassez de financiamento para cuidados de fim de vida são partilhados pelo público, diz ele.
“Quando se espera que apenas uma pequena fração da população escolha a morte assistida, não seria melhor concentrar todas as nossas energias na melhoria dos cuidados paliativos abrangentes para chegar a todos os que necessitam de apoio no fim da vida?”
Ele diz que os avanços médicos podem transformar os cuidados de fim de vida, acrescentando: “Esta geração tem em nosso poder garantir que ninguém tenha de enfrentar a morte sozinho, sem cuidados ou sujeito a dores evitáveis”.
Kim Leadbeater, o deputado cujo projecto de lei sobre a morte assistida será debatido na próxima semana, saudou o apelo de Brown para uma comissão sobre cuidados de fim de vida.
“É uma questão vital e que merece ser examinada em profundidade. Nós, na Grã-Bretanha, temos provavelmente os melhores cuidados paliativos do mundo, mas isso não significa que não possam ser melhorados e concordo com Gordon que deveriam ser”, disse ela.
Mas, acrescentou, “mesmo os melhores cuidados de fim de vida não funcionam para todos”.
Ela disse que ficou profundamente comovida com a descrição de Brown de “como ele e Sarah cercaram sua filha recém-nascida com amor enquanto sua vida se esvaía… Ele diz que a morte da bebê Jennifer o convenceu do valor de bons cuidados no final da vida e eu concordo com ele completamente.”
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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10 horas atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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