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Governador empossa nova defensora-geral do Estado e destaca importância da instituição como instrumento da democracia

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Tácita Muniz

“Um momento solene que simboliza a união e o fortalecimento de uma das instituições primordiais para a cidadania do povo acreano.” Foi assim que o governador Gladson Cameli definiu a solenidade que empossou Juliana Marques Cordeiro como a nova defensora pública-geral do Acre para o biênio 2025-2027.

Juliana é a quinta mulher a assumir a Defensoria Geral do Acre desde sua criação. Foto: José Caminha/Secom

Durante a posse, que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 30, no auditório do Sebrae, em Rio Branco, o governador destacou a importância da defensória pública, que  vem garantindo a defesa e a igualdade das pessoas no âmbito dos direitos humanos em todas as esferas da sociedade.

Eleita por meio de votação interna no dia 25 de novembro do ano passado, Juliana sucede a defensora Simone Santiago. Com ampla experiência na Defensoria Pública, Juliana já ocupava o cargo de subdefensora pública-geral e preside o Conselho Gestor do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM ACRE/CONGEST), além de ter atuado no atendimento especializado em saúde.

Durante sua fala, o governador destacou que vê a defensoria como um dos principais pilares para auxiliar aqueles que recorrem ao cumprimento da lei.

“Vejo o cumprimento dessa missão por parte dos defensores públicos com muita nobreza, responsabilidade e coragem. Esse é um dos motivos que me orgulha em ser governador: saber que podemos confiar a vida de homens e mulheres à autoridades verdadeiramente comprometidas em trabalhar por justiça social e pelo bem comum”, disse.

Juliana é a quinta mulher a assumir a Defensoria do Estado. Para o governador, o ato é simbólico não apenas pela equidade de gênero dentro das instituições, mas reconhece a dedicação de quem serve ao Estado há quase duas décadas.

“Sabemos, não somente da sua excelente qualificação profissional, mas também da sensibilidade humana e da responsabilidade social que tornam sua trajetória ainda mais admirável e respeitada”, completou.

Nova defensora diz que o foco é ampliar sempre, cada vez mais, o alcance da Defensoria Pública no Acre. Foto: José Caminha/Secom

A nova defensora-geral falou que deve dar continuidade ao trabalho que está sendo desenvolvido pela gestão que compõe, e que tem como garantia o acesso à cidadania por todos.

“Meu biênio será para defender a criança e o adolescente, atuando de forma conjunta com as outras instituições para a gente livrar as crianças do mal, ou seja, protegê-las, defender todos os direitos garantidos. Também tenho o foco na capacitação, inclusive participamos essa semana do curso de formação dos novos defensores públicos, passando para eles as nossas diretrizes”, pontua.

Reforçou também que pretende continuar expandindo o que já foi conquistado.

Na mesma ocasião, foram empossadas as subdefensoras públicas-gerais. Simone Santiago, ex-defensora pública-geral, assumirá a Subdefensoria Pública-Geral de Gestão Administrativa, cuja função é auxiliar na promoção e controle das atividades administrativas da instituição, abrangendo planejamento, orçamento, recursos humanos e patrimônio.

Já a defensora Thais Araújo, assume a Subdefensoria Pública-Geral Institucional, e tem a responsabilidade de coordenar e orientar os órgãos de atuação da Defensoria Pública, garantindo a eficácia das atividades-fim da instituição.

O governador também agradeceu a defensora Simone pelo seu trabalho desenvolvido em dois mandatos.

“É um legado de muito trabalho, respeito e amor por essa instituição durante os quatro anos em que esteve à frente da Defensoria Pública. Ela é um exemplo da força da mulher acreana, pois sua disposição e as inúmeras parcerias que firmamos trouxeram enormes avanços para a instituição”, relembrou.

Governador destaca que tem focado no fortalecimento das instituições para avançar no cuidado com a população. Foto: José Caminha/Secom

Simone Santiago diz que sua gestão teve como prioridade o fortalecimento de alianças, que impactaram diretamente na qualidade dos serviços da instituição.

“O governador Gladson Cameli teve um olhar diferenciado para a Defensoria Pública e deu ainda mais condição para a Defensoria Pública atender os mais vulneráveis. Hoje passo o bastão com o sentimento de dever cumprido, pois me dediquei intensamente nesses quatro anos. Quando recebi, tínhamos apenas quatro defensores no interior e hoje estamos entregando a Defensoria com 22 defensores públicos atuando no interior do estado, que era uma grande preocupação minha e um sonho, que a Defensoria Pública estivesse atendendo em todas as cidades”, avaliou.

Em resposta, Cameli diz que tem priorizado uma gestão plural, com o empenho e aliança das instituições públicas.

“Eu, como representante do Poder Executivo, tenho que construir pontes, dar condições de trabalho, melhorar as estruturas de todas as instituições, principalmente com respeito, porque o Poder Executivo não está acima de nenhuma instituição, de nenhum dos poderes, e a gente tem que realmente colocar o Estado de Democrático de Direito próximo das pessoas que mais precisam. Essa é a minha grande política”, complementa o governador.

Solenidade foi marcada com a presença de autoridades para celebrar a união das instituições para a melhoria dos serviços. Foto: José Caminha/Secom

Avanços e referência nacional

Cameli também frisou o apoio fundamental dos 24 deputados estaduais, que aprovaram a lei que permitiu a suplementação e nomeação de 15 novos defensores públicos e ainda de mais um concurso com 11 vagas. A posse dos novos membros ocorreu ainda este mês.

“Para investir na melhoria das condições de trabalho e na valorização foi preciso dar atenção a situação orçamentária da Defensoria Pública, aumentando de 0,9% para 1,5%. Por isso, a população pode contar atualmente com a presença da defensoria pública em todos os cantos do Acre, em todas as comarcas do estado.”

A aproximação da DPE da população também faz parte de um legado construído com as parcerias. O governador relembrou que a instituição tem conseguido chegar a todos os locais do estado, mesmo aqueles de difícil acesso. Ele relembrou as ações itinerantes por meio do ponto de inclusão digital, inclusive com a carreta da defensoria, fruto de emenda da então senadora, hoje vice-governadora Mailza Assis.

“O resultado que nos alegra é o fato de que no ano de 2024 mais de 100 mil pessoas receberam o auxílio da instituição. Isso sem citar os investimentos em tecnologia e os programas sociais reconhecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por fim, meus amigos, reafirmo meu compromisso com a Defensoria Pública do Estado como instrumento de democracia e cidadania para todos”.

Oleno Inácio de Matos, presidente do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), destacou que a relação entre o governo do Acre e a DPE é uma referência nacional, já que o estado é o maior em número de defensores per capita.

“Hoje é um dia extremamente importante não só para a Defensoria Pública do Acre, mas para a Defensoria Pública brasileira. Simone entrega o cargo, depois de quatro anos de muito trabalho, em parceria com o governador Gladson Cameli, que tem sido uma referência para todo o país, no sentido de mostrar que o fortalecimento da Defensoria Pública é necessário para que a gente possa produzir cada vez mais cidadania plena”, disse.

Juliana está na Defensoria Pública do Acre há 18 anos. Foto: José Caminha/Secom

Quem é a nova defensora-geral?

Juliana Marques Cordeiro é natural de Vilhena, interior de Rondônia, e assumiu como defensora pública no estado em 2007, no terceiro concurso da instituição. Iniciou sua carreira em Acrelândia e Plácido de Castro, onde atuou de 2007 a 2013. Depois disso, passou a atuar na capital, dedicando-se sete anos à expansão das atividades do Centro de Estudos Jurídicos (Cejur) participando ativamente na transformação deste em Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Acre (Esdpac).

Paralelamente, exerceu sua titularidade na 8ª Defensoria Cível da Capital, onde atua desde a criação do Subnúcleo de Tutela da Saúde Pública.

Em 2023, assumiu a Subdefensoria-Geral, onde implementou medidas relevantes. Entre suas primeiras ações, regulamentou e ampliou as atribuições dos membros em todo o estado e instituiu o plantão extraordinário, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento institucional. Seu principal objetivo foi promover uma atuação mais equitativa e abrangente para um atendimento melhor e mais amplo à população.

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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