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Governador Gladson Camelí recebe embaixador da Suíça para discutir parcerias estratégicas

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Samuel Bryan

O governador do Acre, Gladson Camelí, recebeu na tarde desta terça-feira, 1º, em Rio Branco, o embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri. O encontro reforçou as relações históricas entre os dois países e explorou novas possibilidades de investimentos e cooperação econômica no estado.

Embaixador destacou a importância da prática e objetividade do povo suíço na busca por oportunidades de negócios. Foto: José Caminha/Secom

Acompanhado de representantes do setor de pesquisa e inovação, o embaixador destacou a importância da prática e objetividade do povo suíço na busca por oportunidades de negócios. “O Acre tem uma posição estratégica na fronteira e muito perto do Pacífico, o que representa um grande potencial para a nossa cooperação”, afirmou Lazzeri.

O governador Gladson Camelí agradeceu a visita e reiterou a disposição do Estado para firmar parcerias. Ele ressaltou que o Acre é um dos estados brasileiros mais próximos do Oceano Pacífico, via Peru, e que a inauguração do Porto de Chancay abre novas perspectivas para a exportação da produção acreana e brasileira.

“O Acre está de portas abertas para parcerias que impulsionem nosso desenvolvimento. Com nossa posição estratégica próxima ao Pacífico, potencial econômico e compromisso com a sustentabilidade, queremos fortalecer laços com a Suíça e atrair novos investimentos para o estado”, destacou o governador.

Gladson Camelí agradeceu a visita e reiterou a disposição do Estado para firmar parcerias. Foto: José Caminha/Secom

Potencial econômico e sustentabilidade

Durante o encontro, foram apresentados os principais setores produtivos do estado. A pecuária de corte foi destacada como uma das principais atividades econômicas do Acre, que é uma zona livre de febre aftosa sem vacinação e tem ampliado suas exportações de carne. O crescimento da produção de grãos, especialmente soja e milho, também foi ressaltado como um fator de desenvolvimento econômico.

Na pauta ambiental, o governo estadual reforçou que 85% da floresta acreana está preservada e que o estado foi pioneiro na negociação de créditos de carbono com governos europeus. O Acre possui um sistema consolidado de controle ambiental e está aberto a parcerias que incentivem a sustentabilidade.

Durante o encontro, foram apresentados os principais setores produtivos do estado. Foto: José Caminha/Secom

Interesses suíços no Brasil e no Acre

A Suíça é um dos principais investidores estrangeiros no Brasil, ocupando o quinto lugar no ranking de investimentos. Atualmente, mais de 550 empresas suíças atuam no país em diversos setores, como alimentos, farmacêutico, infraestrutura, tecnologia limpa e finanças. No Acre, Lazzeri apontou que áreas como infraestrutura, saneamento e agronegócio são potenciais alvos de investimentos.

O embaixador também destacou a diversidade cultural do estado e a sua conexão estratégica entre o Brasil e o Peru. “A Suíça é um país que liga mercados na Europa, assim como o Acre desempenha um papel importante nessa ligação entre o Brasil e o Pacífico”, pontuou.

Embaixador também destacou a diversidade cultural do estado e a sua conexão estratégica entre o Brasil e o Peru. Foto: José Caminha/Secom

O encontro contou com a presença de autoridades e representantes do setor econômico e empresarial, entre eles: Brendan Mackinnon Lacasa (conselheiro da Embaixada da Suíça); Rafael Candura Dela Libera (gerente comercial sênior do Swiss Business Hub); Alexandre Ozorio Kloppenburg (gerente de vendas no Brasil da empresa Sales Manager Brazil); Francisco Rosemberg e Claúdio Mendes (gerentes da empresa Ammann); Ricardo Brandão (secretário de Estado de Planejamento); Assurbanípal Mesquita (secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia); Sula Ximenes (presidente do Deracre); José Bestene (presidente do Saneacre); José Adriano (deputado federal e representante da Fieac); Assuero Doca Verones (presidente da Faeac).

O encontro reforça o compromisso do governo acreano em buscar novas parcerias e oportunidades para impulsionar o desenvolvimento do estado, fortalecendo laços econômicos e diplomáticos com a Suíça.




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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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