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Governador militar da província de Kivu do Norte, na RDC, morto em ataque rebelde do M23 | Notícias sobre conflitos

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O governador militar de A província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), morreu devido aos ferimentos sofridos durante os combates na linha da frente, afirmam as autoridades locais. Combatentes rebeldes M23 perto da capital da província, Goma.

As circunstâncias em torno da morte do major-general Peter Cirimwami não eram claras, mas Cirimwami, que liderou operações militares no agitado Kivu do Norte, no leste da RDC, visitou tropas na linha de frente em Kasengezi, a cerca de 13 km (8 milhas) de Goma, na quinta-feira. o dia de sua morte.

A sua morte foi confirmada por uma fonte governamental, uma fonte militar e uma fonte das Nações Unidas na sexta-feira, todas as quais falaram aos meios de comunicação sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a falar publicamente sobre o assunto.

O M23 obteve ganhos territoriais significativos nas últimas semanas, circundando Goma, que tem uma população de cerca de 2 milhões de pessoas e é um centro regional para esforços humanitários e de segurança.

Na quinta-feira, o pânico espalhou-se em Goma quando os rebeldes tomaram o controlo de Sake, uma cidade 27 quilómetros (16 milhas) a noroeste da capital provincial e numa estrada que é uma das últimas rotas principais para a cidade ainda sob controlo do governo, segundo o secretário da ONU. -General António Guterres.

A ONU alertou que o conflito violento no Kivu do Norte deslocou mais de 400 mil pessoas este ano e poderá desencadear uma guerra regional.

“O número de deslocamentos é agora superior a 400 mil pessoas só neste ano, quase o dobro do número relatado na semana passada”, disse Matthew Saltmarsh, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em uma coletiva de imprensa em Genebra sobre Sexta-feira.

Saltmarsh disse que o ACNUR está “gravemente preocupado com a segurança dos civis e das pessoas deslocadas internamente” no leste do país.

“Pesados ​​bombardeios fizeram com que famílias de pelo menos nove locais de deslocamento na periferia de Goma fugissem para a cidade em busca de segurança e abrigo”, disse ele, acrescentando que muitos viviam em condições difíceis.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França apelaram na sexta-feira aos seus cidadãos para saírem de Goma enquanto os aeroportos e fronteiras ainda estão abertos, emitindo o conselho em declarações online ou em mensagens enviadas diretamente por email ou SMS.

M23 foi acusado de atrocidades generalizadas, incluindo violação. Mais de dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas desde que o conflito recomeçou, há três anos.

“Fugimos por precaução porque sabemos que quando o inimigo chegar à nossa aldeia, irá recrutar à força muitos jovens”, disse Mumulirwa Baguma Destin, um residente deslocado de Mukwija, à Al Jazeera.

O M23 é um dos cerca de 100 grupos armados que têm disputado uma posição no leste da RDC, rico em minerais, ao longo da fronteira com o Ruanda, num conflito de décadas que criou uma das maiores crises humanitárias do mundo.

Este mês, o M23 capturou as cidades de Minova, Katale e Masisi, a oeste de Goma. O M23 capturou Goma em 2012 e controlou-a durante mais de uma semana.

A RDC, a ONU e peritos da ONU acusam o Ruanda de apoiar o M23, que é composto principalmente pela etnia tutsis que se separou do exército congolês há mais de uma década.

O governo do Ruanda nega as alegações, mas no ano passado admitiu que tem tropas e sistemas de mísseis no leste da RDC para salvaguardar a sua segurança, apontando para um aumento das forças congolesas perto da fronteira.

Malcolm Webb, da Al Jazeera, reportando de Nairóbi, no Quênia, disse que muitas pessoas que fugiram dos combates sobreviveram à ofensiva do M23 em 2012 e estão aterrorizadas com o grupo.

“Conhecemos pessoas nos campos que dizem que não querem viver sob o que consideram uma ocupação estrangeira”, disse ele.

Mas ele disse que os campos de refugiados também são “notórios pelas más condições sanitárias e pela violência sexual generalizada”.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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