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Favorito na Alemanha admite apoio da extrema direita para ofensiva anti-imigração – 24/01/2025 – Mundo

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José Henrique Mariante

Friedrich Merz, o nome que lidera as pesquisas de opinião na Alemanha, pode quebrar o isolamento da sigla de extrema direita no Parlamento em busca de dividendos eleitorais. Líder da CDU, o candidato defendeu nesta sexta-feira (24) a aprovação imediata de um pacote para endurecer as leis de imigração, ainda que tivesse que contar com votos da AfD, a legenda populista que tem integrantes investigados por discurso de ódio e neonazismo.

“Eu não olho para esquerda ou para direita. Olho apenas para nossas questões.”

Merz refutou o raciocínio, mas adversários e boa parte da imprensa alemã vislumbraram a quebra de um tabu na política do país: nunca, desde que se tornou partido, em 2013, a Alternativa para Alemanha foi recepcionada em qualquer tipo de negociação pelas outras legendas.

O isolamento tem até nome, “Brandmauer”, termo em alemão para porta anti-fogo, equivalente ao anglicismo firewall de computadores. Katja Mast, diretora parlamentar do SPD, partido do primeiro-ministro, Olaf Scholz, criticou a atitude do adversário. “Se Merz fizer isso, será como arrebentar a represa, o fim do firewall”, declarou. “É o salvo-conduto para a cooperação com a AfD.”

Merz afirmou que sua posição em relação à sigla extremista continua a mesma. “Não trabalhamos com esse partido. Não formaremos governo com eles.”

A segunda parte da resposta tenta dirimir outro fantasma da política alemã atual, que é o exemplo da Áustria. Teme-se uma espécie de efeito Orloff entre os vizinhos de língua alemã. Ainda que vitorioso nas últimas eleições, o Partido da Liberdade (FPO), a legenda extremista local, não tinha maioria para assumir o governo. Após fracassar uma tentativa dos outros partidos de formar uma coalizão, o FPO foi chamado pelos conservadores do Partido do Povo (ÖVP) para negociar um gabinete.

O FPO, do líder extremista Herbert Kickl, foi fundado nos anos 1950 por um ex-oficial da SS e um deputado nazista. Na versão atual, a sigla populista se inclina pela Rússia no conflito com a Ucrânia, fronteiras fechadas para imigrantes e até a saída da União Europeia.

O paralelo com a AfD é evidente. Nesta semana, um tribunal de segunda instância do estado da Saxônia recusou recurso do diretório regional do partido contra a designação que recebe dos serviços de segurança alemães, de que é uma sigla de extrema direita. A decisão judicial afirma que as “as políticas do partido vão contra a Constituição”.

Na quarta-feira (22), um afegão com histórico de transtornos mentais e atos de violência atacou pessoas a esmo com uma faca de cozinha em um parque público na Baviera. Duas pessoas morreram, incluindo um menino marroquino de dois anos, e outras três ficaram feridas. O episódio realimentou a discussão sobre a política alemã de imigração, um dos tópicos mais sensíveis da atual campanha eleitoral.

Alice Weidel, candidata da AfD a premiê, escreveu uma carta a Merz propondo uma união de esforços para endurecer a proteção legal de solicitantes de visto e refúgio, visto como um passivo da era Angela Merkel. Merz recusou o diálogo, um dia antes de admitir que o voto extremista pode ajudar a aprovar seu pacote legislativo.

Neste momento, contando com outros partidos de oposição, a CDU precisaria dos votos da AfD para aprovar uma moção. Ainda assim, a legislação, que ainda não foi detalhada, teria um longo caminho parlamentar antes de entrar em vigor. A constatação aumenta a percepção de que a urgência do conservador tem caráter eleitoreiro.

A retórica anti-imigração permeia o discurso de quase todos os candidatos, mas Merz, dizem os críticos, tenta atrair eleitores da AfD com palavras de ordem —sua propaganda eleitoral fala de “lei e ordem”, mote de muitos republicanos nos EUA. Parte da imprensa descreve o esforço do político conservador como uma tentativa de emular Donald Trump.

A CDU de Merz lidera as pesquisas de opinião, com 30% na média das pesquisas. A AfD vem em segundo lugar, com 20%, apesar de um levantamento recente mostrar a sigla já em empate numérico com o SPD, de Scholz.

As eleições na Alemanha ocorrem em 23 de fevereiro.



Leia Mais: Folha

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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