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Governo anuncia trajeto da 3ª pista da Imigrantes; veja – 09/01/2025 – Mercado
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Thiago Bethônico
O Governo de São Paulo vai divulgar nesta sexta-feira (10) o projeto da terceira pista da rodovia dos Imigrantes, principal ligação entre a capital e a Baixada Santista e cuja ampliação promete desafogar o acesso ao porto de Santos.
A Folha teve acesso ao traçado da nova rodovia, que terá 21 quilômetros de extensão e uma inclinação menor que a atual via de descida, possibilitando o tráfego de veículos pesados no sentido litoral paulista.
Em razão do aclive e dos longos túneis, os 20 mil caminhões que acessam diariamente o porto de Santos não podem usar a Imigrantes, apenas a Anchieta. Por isso, a terceira pista é considerada uma das principais soluções para resolver os gargalos de acessibilidade da principal porta de saída das exportações do país, que vive sob o risco de colapso.
Com o novo trecho, o governo paulista estima que a capacidade de tráfego de veículos pesados no sistema Anchieta-Imigrantes aumentará em 145%. Considerando todos os automóveis, a ampliação será de 25%.
De acordo com a SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos), o custo da construção ainda não foi definido, mas a estimativa é de algo entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões, com prazo de conclusão para 2031.
O projeto que será apresentado nesta sexta prevê uma nova pista no trecho de serra com 21,5 quilômetros de extensão, compostos principalmente por túneis, que somam 17 quilômetros, além de 4 quilômetros de viadutos. A estimativa é que um dos túneis tenha 6 quilômetros de extensão, o que faria dele o maior do Brasil.
Com duas faixas de rolamento e um acostamento com possibilidade de ser revertido em faixa de tráfego, a terceira pista terá início no quilômetro 43 da rodovia dos Imigrantes. Na Baixada Santista, a conexão será no quilômetro 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055), próximo ao Polo Industrial de Cubatão.
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O foco do projeto é permitir a descida de veículos pesados. Automóveis de passeio também poderão usar o trecho, mas o trajeto para Baixada Santista ficará um pouco mais longo em relação à via atual.
“Quem vai para o litoral sul, Santos, Praia Grande, São Vicente, Itanhaém, Mongaguá vai pegar a pista atual. Quem vai para o litoral norte, Guarujá, Bertioga, São Sebastião pegará a nova”, diz Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos.
O anúncio vem um ano após o governo estadual autorizar a Ecovias, concessionária responsável pelo sistema Ancheita-Imigrantes, a elaborar o projeto executivo, que deve ficar pronto em 2026. Esse documento terá todas as diretrizes da obra, indicação de técnicas de construção, prazo de execução e custo total do empreendimento.
Benini explica que a nova pista entrará no contrato da Ecovias, que será responsável pela execução da obra. Posteriormente, o governo fará um aditivo para reequilibrar os valores pagos pela concessionária.
Os caminhos possíveis para esse reajuste contratual são: aumento de tarifa, extensão do prazo de concessão, aporte de recursos públicos ou destinação da receita pelo aumento de tráfego para o governo.
Em nota, a Ecovias disse estar orgulhosa por fazer parte desse projeto, “que será de grande importância para o desenvolvimento do estado de São Paulo e do Brasil”.
Segundo a concessionária, as etapas do empreendimento ocorrem conforme o prazo previsto e, no momento, a empresa está dedicada ao desenvolvimento dos projetos funcional, básico e executivo, que trarão todos os detalhes da obra.
Atualmente, o sistema Anchieta-Imigrantes está no limite diante do alto fluxo de veículos. Só nesta operação verão, que vai de dezembro a fevereiro, a expectativa é que 3,6 milhões de veículos trafeguem pelas rodovias.
Por se tratar de um acesso importante para o litoral e para o porto de Santos, parlamentares defendiam a necessidade de uma terceira pista para ligar a Baixada Santista à capital.
“Tenho certeza que esse é o projeto mais importante para o desenvolvimento do porto de Santos e para diminuir os gargalos que a gente sofre na chegada e na saída dos caminhões na Baixada Santista”, diz a deputada estadual Solange Freitas (União Brasil), que preside a frente parlamentar da 3ª Pista da Imigrantes.
Segundo ela, a preocupação agora é com as obras complementares, pois não adianta fazer mais uma rodovia se, na Baixada Santista, não forem executados projetos adicionais, como o segundo viaduto da Alemoa, bairro onde está localizado o porto, e as avenidas perimetrais.
Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o anúncio é a notícia mais importante que o porto e o agro brasileiro poderiam ter. Segundo ele, os terminais devem fechar com uma movimentação de 180 milhões de toneladas.
“Ainda hoje, 60% do modal que utiliza o porto, o rodoviário, desce a Serra do Mar pela histórica Via Anchieta, já que a rodovia dos Imigrantes, por sua inclinação de 6%, não permite a descida de caminhões pesados. A solução da ligação Planalto-Baixada é também a principal solução para o gargalo rodoviário que afeta o mais importante porto do hemisfério sul”, afirma.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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