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Governo apresenta proposta do Plano Estadual de Logística e Transporte do Acre em audiência pública na Aleac
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Elynalia Lima
O governo do Acre, representado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), foi convidado a participar nesta quinta-feira, 13, da Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), requerida pelos deputados Pedro Longo, Tanísio de Sá e André Vale, que teve como objetivo discutir a situação de isolamento logístico dos municípios de Santa Rosa do Purus, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Jordão, além de debater alternativas e propostas de infraestrutura que viabilize a integração rodoviária dessas localidades.
A audiência contou com a presença dos prefeitos de Santa Rosa do Purus, Tamir Sá; de Jordão, Naudo Ribeiro; da procuradora Rita de Cassia, do Ministério Público do Acre (MPAC); da secretária extraordinária dos povos indígenas, Francisca Arara; da secretária adjunta do Meio Ambiente (Sema), Renata Silva e Souza; da superintendente regional do Ibama, Melissa Machado; representando a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Rodrigues Neves; da chefe de departamento no Deracre, Leidiane Silva; e, representando o governador Gladson Camelí, o secretário de Planejamento, Ricardo Brandão.
Segundo o secretário Ricardo Brandão, o governo procurou apresentar uma solução mais ampla e eficiente que corresponda aos anseios da comunidade e às necessidades de desenvolvimento do estado, “à nova política de desenvolvimento regional, e, dentro dela, à apresentação de um plano de logística de transporte que naturalmente vai convergir para a garantia de acesso rodoviário a esses municípios. Vale a pena frisar que essa é uma discussão que tem que ser tratada num contexto de Amazônia e de América Latina, e não somente no contexto de município que hoje está em uma situação de dificuldade de acesso rodoviário, aéreo e fluvial”, destacou.

A infraestrutura logística do estado do Acre enfrenta desafios estruturais significativos, que impactam diretamente sua capacidade de crescimento econômico e desenvolvimento social. Com um novo momento da economia global e nacional, onde corredores logísticos eficientes tornam-se essenciais para a competitividade dos estados, é fundamental que o Acre adote um planejamento estruturado para maximizar suas oportunidades.
O secretário explicou que o plano de ação do governo para solucionar o isolamento dos municípios acreanos se baseia em três dimensões fundamentais. A primeira envolve uma análise detalhada das cinco microrregiões do estado, considerando as particularidades de cada uma e suas necessidades específicas. O foco é no desenvolvimento sustentável, respeitando as comunidades tradicionais e indígenas, além de posicionar o Acre dentro do Brasil, da Amazônia e da América do Sul.
“Nós não temos mais tanto tempo pra apresentar a janela de oportunidades geopolítica que se apresenta para o Brasil, para a América Latina e para o mundo, motivo pelo qual o governo do Estado se organiza e pede já o apoio de todos os segmentos sociais, empresariais e dos poderes, para que juntos possamos superar as dificuldades e implementar uma política de desenvolvimento regional que produza resultados e efeitos que melhore a qualidade de vida da nossa população e dê mais segurança fiscal ao estado do Acre”, explica.
A nova política de desenvolvimento regional
A implementação de uma nova política de desenvolvimento regional tem como finalidade reduzir as desigualdades socioeconômicas no Acre, por meio da criação de oportunidades de desenvolvimento sustentável que resultem em crescimento econômico, geração de renda e melhoria da qualidade de vida da população, com a abordagem por regionais, com abrangência estadual e em múltiplas escalas geográficas de atuação (ZEE): Estado, regionais, municípios e um contexto mundial, fronteiriço, nacional e regional.

O objetivo dessa nova política de desenvolvimento regional visa promover a convergência dos níveis de desenvolvimento e de qualidade de vida inter e intrarregionais e a equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento em municípios que apresentem baixos indicadores socioeconômicos, consolidando uma rede policêntrica de cidades, em apoio à desconcentração e à interiorização do desenvolvimento regional, considerando as especificidades de cada regional.
Outro objetivo é estimular ganhos de produtividade e aumentos da competitividade regional, sobretudo em municípios que apresentem elevadas taxas de pobreza e dependência de recursos externos, e fomentar agregação de valor e diversificação econômica em cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento regional, observando critérios como geração de renda e sustentabilidade (baixas emissões, ODS, ESG), sobretudo em regiões com forte especialização em produtos da sociobiodiversidade e commodities agrícolas.
PELT-AC: construção colaborativa e parcerias estratégicas
O governo do Estado do Acre segue avançando na implementação de políticas públicas estratégicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do estado. Como parte desse compromisso, a Seplan coordena a elaboração do Plano Estadual de Logística e Transporte do Acre (PELT-AC), um instrumento fundamental para modernizar a infraestrutura de transporte, promover maior eficiência logística e garantir a conectividade regional, nacional e internacional.

Uma comissão técnica multidisciplinar foi composta por representantes do governo estadual, instituições acadêmicas, federações empresariais e setor privado, visando garantir que o Pelt seja elaborado com base em diagnósticos precisos e soluções adequadas à realidade do Acre.
Com a implementação do Pelt, o Acre reforça sua capacidade de atrair investimentos e impulsionar cadeias produtivas estratégicas. A melhoria das conexões logísticas proporcionará maior competitividade aos produtos regionais, reduzindo custos e ampliando mercados.
Ao investir na modernização da infraestrutura de transportes, o Estado promove avanços que impactam diretamente na qualidade de vida da população e fomentam o crescimento econômico.
O Pelt/AC representa um compromisso do governo estadual em transformar o Acre em um polo logístico eficiente, consolidando sua posição nas principais rotas de comércio e desenvolvimento do país.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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