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POLÍTICA

Governo de SC quer retorno maior na renegociação d…

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Nicholas Shores

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O governo de Santa Catarina trabalha nos bastidores para garantir uma fatia maior no rateio de recursos entre os estados que aderirem à renegociação da dívida pública com a União. 

Chefe do Executivo catarinense, Jorginho Mello (PL) acredita que o Estado seria prejudicado pela atual proposta, recebendo pouco mais de 90 milhões de reais por ano dos 6 bilhões de reais de arrecadação projetados com a criação do Fundo de Equalização Federativa (FEF).

A instituição do fundo está prevista no projeto que regulamenta o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). 

O objetivo do governo de Santa Catarina é que a diferença do valor repassado aos Estados seja limitada a três vezes, garantindo que nenhum estado receba do FEF mais do que o triplo do outro. 

A proposta que está no Congresso Nacional define que esse rateio seja baseado no Fundo de Participação dos Estados (FPE). Na prática, sem a mudança, os cálculos mostram que Santa Catarina receberia apenas 1,5% do FEF – praticamente a mesma lógica adotada para o FPE.

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Os critérios usados pela União na divisão dos recursos são alvo de questionamento de Jorginho Mello há mais tempo. O governador aponta que Santa Catarina é o quinto estado que mais arrecada impostos para o governo federal, mas só o 24º na hora de receber os repasses federais. 

A mudança nos critérios de rateio do fundo do projeto do Propag é apenas uma na lista de oito emendas que estão sendo preparadas pelos deputados federais catarinenses em articulação direta com Jorginho.

As alterações no Propag também estão sendo discutidas no âmbito do Cosud, que é o Consórcio de Integração Sul e Sudeste e reúne os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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