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Governo divulga Calendário de Eventos para o ano de 2025

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Maria Fernanda Arival

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), divulgou nesta segunda-feira, 27, o Calendário de Eventos do Acre de 2025. São mais de 70 festividades registradas no documento, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), que auxilia na transparência de ações da administração pública e visa à divulgação, promoção e desenvolvimento das atividades que fomentam a economia local dos municípios.

“O calendário de eventos, lançado pelo governo do Acre, aponta diversas festividades que trazem impactos positivos para as cidades acreanas, diferentes comunidades e etnias e fortalecem as tradições e culturas do nosso estado. Foram incluídos mais de 20 festivais indígenas, que fortalecem o etnoturismo do estado, além do turismo religioso. Esses eventos geram renda, impulsionam a economia e contribuem para o desenvolvimento das cidades”, diz o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias.

Marcelo Messias é secretário de Turismo e Empreendedorismo. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Além da promoção dos eventos, o Calendário também auxilia no planejamento do Poder Executivo estadual, prefeituras e empresários prestadores de serviços no ramo do turismo, além das comunidades locais.

O documento anexou eventos do etnoturismo e turismo religioso, além do Carnaval, Jogos Escolares e edições da Expoacre na capital Rio Branco e no Juruá, que são tradicionais no estado. As festividades fomentam o turismo por meio de atividades culturais, desportivas, religiosas, tecnológicas e ecológicas.

Festivais indígenas

Os festivais indígenas são eventos que movimentam diversos setores da economia e, principalmente, o turismo. No Calendário de Eventos do Estado do Acre de 2025, foram incluídos 23 festivais indígenas e a Conferência Indígena da Ayahuasca.

Já no primeiro mês do ano, é realizado o primeiro festival, em Porto Walter, o Kãda Shawã Kaya, do Povo Arara. Entre os dias 25 e 29 de janeiro, será efetuada a Conferência Indígena de Ayahuasca. Em junho, ganha espaço o festival indígena Huwã Karu Yushibu, do Povo Huni Kuin, em Rio Branco.

Festivais indígenas fortalecem cultura e chamam atenção do mundo. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O mês de julho é marcado por oito festivais indígenas: Nuke Feya Sharahu, do Povo Shanenawa, em Feijó; Atsá Puyanawa, do Povo Puyanawa, em Mâncio Lima;  Nuke May Vari Nukushu Munuti, do Povo Shanenawa, em Feijó; Matxo Noke Noi, do Povo Noke Koi, em Cruzeiro do Sul; e Copa das Árvores Corredor Pano, do Povo Kuntanawa, em Marechal Thaumaturgo.

O município de Tarauacá recebe os festivais Mariri, do Povo Yawanawá; o Festival Indígena Cultural e Espiritual do Povo Huni Kui e Nukun Beya, do Povo Huni Kui.

Em agosto é a vez de sete festivais indígenas: Mawa Isã Keneya, do Povo Huni Kui, em Trauacá; Inu Vakevu, do Povo Nukini, em Mâncio Lima; Katxanawa Hô Hô Ika, do Povo Huni Kui, em Feijó; Xina Bena, do Povo Huni Kui, no Jordão; e Tarauacá recebe três: Nukû Manã Ibubu, do Povo Huni Kui; Festival Indígena do Povo Noke Koi; e Iskuvakehuhu, do Povo Yawanawá.

Festivais indígenas recebem investimentos do governo e integram calendário oficial de eventos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em setembro, são realizados os festivais Yikaklu, do Povo Manchineri, em Assis Brasil, e o Festival Indígena Mani Mutsa, do Povo Huni Kui, em Feijó. No mês de outubro, o Festival Yawa, do Povo Yawanawá, é realizado em Tarauacá.

Dezembro encerra a programação de festivais indígenas com Shiate, do Povo Apolima Arara, em Marechal Thaumaturgo; Batismo Nixpu Pima, do Povo Huni Kui, em Santa Rosa do Purus, e Ikamuru Shuku Shukuwe, do Povo Huni Kui, no Jordão.

Turismo religioso

A ida de pessoas a outros municípios ou estados com intenção de participar de eventos religiosos, como peregrinações, cultos e outras festividades é uma das características do turismo religioso, muito presente no Acre.

No calendário, quatro grandes eventos foram colocados, visto que já fazem parte da tradição das cidades que abrigam as festividades.

Todos os anos, milhares de pessoas se reúnem no Novenário em honra a Nossa Senhora da Glória, em Cruzeiro do Sul. Foto: Marcos Santos/Secom

Em Xapuri, o Novenário de São Sebastião atrai milhares de fiéis, no dia 20 de janeiro. O governador Gladson Cameli, e a vice-governadora, Mailza Assis, participaram, este ano, da romaria em homenagem a São Sebastião.

Em Cruzeiro do Sul, o Novenário de Nossa Senhora da Glória, conhecido como uma das maiores manifestações de fé e devoção da Região Norte do Brasil, também reúne milhares de fiéis. Neste ano, a programação será realizada de 5 a 15 de agosto.

Ainda em agosto, no dia 15, está agendada a Caminhada Religiosa Ecológica Santa Raimunda da Alma do Bonsucesso, em Assis Brasil. Em setembro, é a vez da Marcha para Jesus, um dos maiores eventos da comunidade evangélica em Rio Branco.

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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