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Governo do Acre assina ordem de serviço de R$ 3,3 milhões para reforma e investimentos em laboratórios de pesquisa da Funtac

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Fernando Santtos

A governadora em exercício do Acre e também titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Mailza Assis, e a presidente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), Iuçara Souza, assinaram nesta quarta-feira, 16, duas ordens de serviço no valor de R$ 3,3 milhões para a instituição.

R$ 2,1 milhões são para manutenção e reparação predial nos laboratórios de pesquisa da instituição, fruto de articulação entre a Funtac, Acreprevidência e Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Recursos são do Estado e envolvem trabalho conjunto entre as secretarias. Foto: Diego Gurgel/Secom

A outra, no valor de R$ 1,1 de milhão, é para reforma e ampliação do Espaço Funtac Multiuso das cadeias produtivas da sociobiodiversidade acreana por meio do Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (PSA). Espaço terá um auditório temático  com salas de treinamento para trabalho e capacitação.

Mais de R$ 3 milhões serão investidos na Funtac. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Este investimento é essencial para desenvolvimento do nosso Acre. Primeiro, porque estamos investindo na ciência, pesquisa, em tecnologia, novos laboratórios. A Funtac é esse berço, que transforma, faz as pesquisas e entrega o que a gente tem de melhor em forma de produto para a nossa sociedade, fortalecendo a nossa bioeconomia, ao mesmo tempo em que preserva e cuida da biodiversidade”, disse Mailza.

Vice-governadora ressaltou compromisso do governo do Acre com investimentos que melhoram o espaço para os servidores e potencializa a pesquisa e geração de renda por meio da biodiversidade da região. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Agradecemos a todos os envolvidos por esse sonho que começa a se realizar, bancada federal que tem sido parceira, são várias mãos preservando o meio ambiente, ao mesmo tempo que dialogamos com a proposta do nosso governador Gladson Cameli, que é trabalho e geração de renda para a população acreana. E também na pesquisa. Recebemos alunos das universidades que desenvolvem novos produtos e apoiamos. Quando a gente trabalha por meio da bioeconomia, geramos renda para a comunidade geral, uma forma de ganho, mostrando para eles como gerar recursos financeiros”, disse Iuçara.

Presidente da Funtac disse que novos investimentos potencializam a pesquisa no estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

Na ocasião, ela destacou ainda o trabalho de pesquisa da Funtac no combate a moniliase, que está sendo um grande gargalo em nível Brasil, gerando uma instabilidade muito grande para quem planta o cacau e o Seminário de Sementes, que será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro , em Rio Branco. “Projeto estadual com um grupo de trabalho plural, várias secretarias envolvidas, onde vamos estar discutindo como fazer com que o negócio das sementes rentabilize para os produtores, para os coletores, para a comunidade geral”, informou.

A diretora de Planejamento e coordenadora do Fórum de Bioeconomia, Mirla Miranda, enfatizou que essa renovação dos espaços para receber novos equipamentos é uma transformação e avanços para servidores e estudantes e universitários que vão fazer pesquisa na instituição, e com isso ajudar a população do Acre.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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