ACRE
Governo do Acre debate implantação de cozinhas solidárias e hortas comunitárias no estado
PUBLICADO
1 ano atrásem
Fernando Santtos
A governadora em exercício e também secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Mailza Assis, mediou reunião com secretários de Estado sobre a implantação de cozinhas solidárias, hortas comunitárias e pedagógicas para garantir segurança alimentar e nutricional da população acreana em vulnerabilidade social.
O encontro, que aconteceu nesta quarta-feira, 8, no Palácio Rio Branco, debateu estratégias de execução do projeto que deverá ser desenvolvido em parceria com as prefeituras, instituições sociais, igrejas e a comunidade em geral.

Participaram os titulares das secretarias de Estado de Planejamento (Seplan), Ricardo Brandão; de Obras Públicas (Seop), Italo Lopes; de Educação e Cultura (SEE), Aberson Carvalho; os adjuntos da Agricultura, Edvan Azevedo; da SEASDH, Amanda Vasconcelos e o diretor de Gestão e Planejamento do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), Atnilson Santos.
Já existem áreas mapeadas para a implantação do projeto em Rio Branco (a princípio, na Cidade do Povo), Assis Brasil, Manoel Urbano, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Jordão, Santa Rosa do Purus, Tarauacá e Feijó.

“No final do ano passado, fizemos uma visita ao Jordão e Santa Rosa do Purus, os municípios de difícil acesso com maior necessidade. Visitamos locais, conversamos, com os prefeitos e com a comunidade. Eles nos disponibilizaram espaços para fazer um projeto piloto da cozinha solidária e as hortas, com a participação das igrejas, sociedade civil e também dos órgãos de governo e com a parceria da prefeitura. Hoje, ajustamos com as secretarias, dentre elas a de Agricultura que faz a aquisição através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que vai comprar a produção. A secretaria de Planejamento está dando orientação sobre os custos e orçamento disponível”, enfatizou Mailza.

O titular da Seplan, Ricardo Brandão, destacou que para potencializar o projeto, está a proposta de criação dos Fóruns Municipais de Desenvolvimento Econômico e de Desenvolvimento Social. “Vamos promover debates com a comunidade, trazer deputados federais, estaduais, senadores, que podem ajudar com emendas, prefeitos, vereadores, para unir forças e garantir a oferta de alimentos e geração de renda para à população”, pontuou.
Brandão reforçou ainda que já existe um conjunto de ações sendo realizadas pelo secretariado, como o mapeamento de ações e viabilidade de recursos, para em seguida, a implementação da proposta.

A chefe do departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da SEASDH, Nilce Vilaço, ressaltou que a proposta, de início, é atender famílias cadastradas no CadÚnico e Bolsa Família. “O Ieptec entra com a assistência técnica e a parte formativa para trabalhar a agricultura nesses locais. A intenção é ampliar para outros espaços”, finalizou.
As hortas e cozinhas comunitárias são uma fonte importante de alimento para inúmeras famílias, além de melhorar a qualidade dos hábitos alimentares, na promoção da saúde e bem-estar social.

Projeto de Cozinhas Solidárias
O objetivo deste projeto é implementar cozinhas solidárias conforme as diretrizes estabelecidas pela Lei n° 14.628/2023 e regulamentado pelo Decreto n° 11.937/2024, visando fornecer até 1.000 refeições diárias para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A iniciativa busca combater a insegurança alimentar, promover a inclusão social e garantir o direito à alimentação adequada e saudável.
Projeto Hortas Comunitárias
Visa introduzir o cultivo de hortaliças, promovendo a cultura de sustentabilidade por meio da educação ambiental e nutricional, além de fomentar economicamente as famílias envolvidas na produção por meio da comercialização dos produtos.
Projeto Hortas Pedagógicas
O projeto Hortas Pedagógicas, do Ministério da Cidadania, coordenado pela Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva (SEISP), promove a união entre ciência, conhecimento agrícola e preservação ambiental, no intuito de melhorar a alimentação e nutrição dos estudantes e da comunidade, por meio de ações multidisciplinares e distribuição de alimentos cultivados.
Visualizações: 11
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
Relacionado
ACRE
A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
PUBLICADO
1 semana atrásem
10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
Relacionado
ACRE
Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login