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Governo do Acre debate implantação de cozinhas solidárias e hortas comunitárias no estado

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Fernando Santtos

A governadora em exercício e também secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Mailza Assis, mediou reunião com secretários de Estado sobre a implantação de cozinhas solidárias, hortas comunitárias e pedagógicas para garantir segurança alimentar e nutricional da população acreana em vulnerabilidade social.

O encontro, que aconteceu nesta quarta-feira, 8, no Palácio Rio Branco, debateu estratégias de execução do projeto que deverá ser desenvolvido em parceria com as prefeituras, instituições sociais, igrejas e a comunidade em geral.

Projeto piloto será implantado em Rio Branco (na Cidade do Povo), Santa Rosa do Purus e Jordão. Foto: Felipe Freire/Secom

Participaram os titulares das secretarias de Estado de Planejamento (Seplan), Ricardo Brandão; de Obras Públicas (Seop), Italo Lopes; de Educação e Cultura (SEE), Aberson Carvalho; os adjuntos da Agricultura, Edvan Azevedo; da SEASDH, Amanda Vasconcelos e o diretor de Gestão e Planejamento do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), Atnilson Santos.

Já existem áreas mapeadas para a implantação do projeto em Rio Branco (a princípio, na Cidade do Povo), Assis Brasil, Manoel Urbano, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Jordão, Santa Rosa do Purus, Tarauacá e Feijó.

Secretarias de governo trabalham integradas para combater a insegurança alimentar no Acre. Foto: Felipe Freire/Secom

“No final do ano passado, fizemos uma visita ao Jordão e Santa Rosa do Purus, os municípios de difícil acesso com maior necessidade. Visitamos locais, conversamos, com os prefeitos e com a comunidade. Eles nos disponibilizaram espaços para fazer um projeto piloto da cozinha solidária e as hortas, com a participação das igrejas, sociedade civil e também dos órgãos de governo e com a parceria da prefeitura. Hoje, ajustamos com as secretarias, dentre elas a de Agricultura que faz a aquisição através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que vai comprar a produção. A secretaria de Planejamento está dando orientação sobre os custos e orçamento disponível”, enfatizou Mailza.

Governadora em exercício disse que a união entre as secretarias, prefeituras e a sociedade civil é o caminho para criação das hortas comunitárias e cozinhas solidárias para combater a insegurança alimentar. Foto: Felipe Freire/Secom

O titular da Seplan, Ricardo Brandão, destacou que para potencializar o projeto, está a proposta de criação dos Fóruns Municipais de Desenvolvimento Econômico e de Desenvolvimento Social. “Vamos promover debates com a comunidade, trazer deputados federais, estaduais, senadores, que podem ajudar com emendas, prefeitos, vereadores, para unir forças e garantir a oferta de alimentos e geração de renda para à população”, pontuou.

Brandão reforçou ainda que já existe um conjunto de ações sendo realizadas pelo secretariado, como o mapeamento de ações e viabilidade de recursos, para em seguida, a implementação da proposta.

Reunião aconteceu no Palácio Rio Branco. Foto: Felipe Freire/Secom

A chefe do departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da SEASDH, Nilce Vilaço, ressaltou que a proposta, de início, é atender famílias cadastradas no CadÚnico e Bolsa Família. “O Ieptec entra com a assistência técnica e a parte formativa para trabalhar a agricultura nesses locais. A intenção é ampliar para outros espaços”, finalizou.

As hortas e cozinhas comunitárias são uma fonte importante de alimento para inúmeras famílias, além de melhorar a qualidade dos hábitos alimentares, na promoção da saúde e bem-estar social.

Gestores debateram a implantação do projeto. Foto: Felipe Freire/Secom

Projeto de Cozinhas Solidárias

O objetivo deste projeto é implementar cozinhas solidárias conforme as diretrizes estabelecidas pela Lei n° 14.628/2023 e regulamentado pelo Decreto n° 11.937/2024, visando fornecer até 1.000 refeições diárias para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa busca combater a insegurança alimentar, promover a inclusão social e garantir o direito à alimentação adequada e saudável.

Projeto Hortas Comunitárias

Visa introduzir o cultivo de hortaliças, promovendo a cultura de sustentabilidade por meio da educação ambiental e nutricional, além de fomentar economicamente as famílias envolvidas na produção por meio da comercialização dos produtos.

Projeto Hortas Pedagógicas

O projeto Hortas Pedagógicas, do Ministério da Cidadania, coordenado pela Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva (SEISP), promove a união entre ciência, conhecimento agrícola e preservação ambiental, no intuito de melhorar a alimentação e nutrição dos estudantes e da comunidade, por meio de ações multidisciplinares e distribuição de alimentos cultivados.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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