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Governo do Acre dialoga com municípios sobre estratégias e ações para o desenvolvimento econômico regional
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2 anos atrásem
Jairo Carioca
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e da Agência de Negócios (Anac), vai definir com os municípios do estado por onde deverá passar a Rota Quadrante Rondon, via que terá como destino o Oceano Pacífico, debatendo estratégias direcionadas ao desenvolvimento econômico.
Abrigando a Zona de Processamento e Exportação (ZPE-AC), Senador Guiomard será o primeiro a receber a consulta.

Para formar um grupo de trabalho (GT) e dar início a estudos destinados a formular propostas efetivas de políticas públicas cujo principal objetivo esteja relacionado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e à geração de emprego e renda, foi realizada uma reunião na manhã desta segunda-feira, 25, no município.
“Juntos, o Estado, por meio da Seict e da Anac, e com apoio da Assembleia Legislativa, pretende preparar as cidades para os impactos positivos gerados a partir do impulsionamento da Rota Quadrante Rondon. A inauguração do Porto de Chancay [em Lima, no Peru] gera ganhos significativos para as exportações nacionais que vão passar por aqui”, analisou o titular da Seict, Assurbanipal Mesquita.
O gestor explicou ainda que, com o Marco Legal das ZPEs, o regime foi modernizado e adequado ao contexto mundial, tornando mais atrativos os negócios. Mesquita falou também da importância de incentivos fiscais no oferecimento de benefícios e condições especiais para atração de novos negócios.

A prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, colocou-se à disposição do GT. Entre as ações de curto prazo, foi apresentada a proposta de abrigar, na estrutura da ZPE, o polo moveleiro do município e fábricas de café instaladas no perímetro urbano da cidade.
“É uma maneira de regularizarmos o setor moveleiro e também de abrigarmos, em uma estrutura alfandegaria, nossas fábricas e indústrias. A ZPE é um sonho antigo que agora, certamente, tem tudo para se tornar realidade, com geração de emprego e renda para nossa população”, disse Rosana.
Para o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre, deputado Luiz Gonzaga, o governo acerta quando abre diálogo com os municípios que serão beneficiados com o ambiente de negócios gerados pela rota.
“Precisamos trabalhar para que o estado não seja simplesmente um corredor de exportação e importação de produtos. As cidades precisam produzir. Temos o potencial do milho, do frango, a soja, estamos liberando a exportação de ovos, ampliando a oferta de suínos. Unidos podemos melhorar nossas riquezas”, acrescentou.

Parceira nas ações e com objetivo de dar suporte ao setor produtivo, a Anac vai realizar cursos pelo Centro de Inovação e Qualificação para Negócios (CIQN). A presidente da instituição, Waleska Bezerra, enfatizou que a iniciativa vai ao encontro dos objetivos da gestão Gladson Cameli, com foco no fortalecimento de negócios, geração de emprego e renda.
“Senador Guiomard é porta de entrada da rota de acesso ao Pacífico, vamos colaborar com a preparação das indústrias e empresas aqui instaladas, visando esse novo momento em que o Acre é rota principal de acesso ao Pacífico, o governador Gladson Cameli quer geração de emprego e renda para fomentar a economia do edtado”, afirmou Waleska.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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