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Governo do Acre promove oficina para elaboração de documentos técnicos e atualização das salvaguardas socioambientais do Sisa

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Ângela Rodrigues

As equipes técnicas do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), Secretaria de Povos Indígenas (Sepi), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Companhia de Desenvolvimento e Serviços Ambientais (CDSA) e Secretaria de Planejamento (Seplan), por meio da Unidade de Coordenação do Programa REM, participaram de uma série de reuniões com as especialistas Milena Terra, consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud); Mônica de Los Rios  e Luiza Muccillo, consultoras do Earth Innovation Institute (EII), para elaboração do documento técnico e atualização das salvaguardas socioambientais do Sisa. 

Governo do Acre promove oficina para atualização das salvaguardas socioambientais do Sisa. Foto: Ana Thaís Cordeiro/ IMC

A oficina se iniciou na última sexta-feira, 25, e foi encerrada nesta quarta, 30, de forma participativa, com objetivo de coletar evidências e dados para o preenchimento da seção de salvaguardas do documento de registro.

A presidente do IMC, Jaksilande Araújo, reforça o compromisso do governo do Acre no cumprimento de mais uma etapa na busca pelo padrão de certificação Art Trees, para geração de créditos de carbono de alta integridade. 

Presidente do IMC, Jaksilande Araújo, reforça compromisso do governo do Acre na busca pelo padrão de excelência ambiental. Foto: Ana Thaís Cordeiro/IMC

“Essa oficina nos proporcionou construir um documento que reflete nossa realidade e compromisso em alcançar padrões internacionais de excelência. Essa construção colaborativa, reunindo técnicos, gestores e sociedade civil, foi essencial para garantir a integridade do nosso sistema REDD+ jurisdicional. Nesses cinco dias, a troca de conhecimento entre diferentes áreas do meio ambiente foi fundamental para validar os esforços na busca pelo padrão de excelência ambiental”.

Em setembro, o governo do Acre, por meio do IMC, realizou a submissão da Nota Conceitual, contendo uma série de aprimoramentos necessários para alinhar o Sistema Estadual de Incentivos aos Serviços Ambientais (Sisa) às exigências internacionais de sustentabilidade e integridade ambiental.

A consultora do Pnud, Milena Terra, explica processo para obtenção do padrão de excelência ambiental. Foto: Ana Thaís Cordeiro/IMC

 “Após a submissão da nota de registro e relatório de monitoramento, as evidências coletadas serão analisadas pelos auditores. Nosso intuito é demonstrar como cumprimos as salvaguardas na formulação das políticas, na implementação, no monitoramento e todo esse processo de construção. Uma vez que o documento esteja pronto, será submetido às instâncias de governança do Sisa, para ampla discussão e contribuições da sociedade civil para envio à certificadora”, explicou a especialista.

A consultora do Earth Innovation Institute (EII), Luiza Muccillo, explica que as sete salvaguardas analisadas são divididas por tema e cada uma tem os indicadores de estrutura, processo e resultado. 

Consultora do EII, Luiza Muccillo, afirma que construção participativa é pilar fundamental na construção do documento de registro. Foto: Ana Thaís Cordeiro/IMC

“Esse processo precisa ser realizado de forma participativa desde o momento da coleta de dados. Por isso estamos trabalhando com a participação de vários gestores e técnicos, para que possamos avançar no preenchimento das salvaguardas, que são divididas em temas específicos que abordam diversas políticas públicas”, destacou Luiza.

A consultora do Eart Innovation Institute (EII), Mônica de Los Rios, falou da importância do documento de registro de salvaguardas do Sisa para a continuidade das políticas públicas ambientais.

Consultora do EII, Mônica de Los Rios explica que certificação vai habilitar Estado no acesso a fundos climáticos. Foto Ana Thaís Cordeiro/IMC

“O financiamento climático se torna importante porque, como é um recurso que vem em escala de Estado, possibilita financiar a transição a um desenvolvimento sustentável. Então, esse recurso pode vir a apoiar o Estado, melhorar sua estrutura para combate ao desmatamento ilegal. Pode ser investido no fortalecimento de cadeias produtivas de baixas emissões, com valor agregado no mercado nacional e global”, explicou.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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