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Governo do Acre promove segundo mutirão de Saúde Auditiva, beneficiando a população com atendimento especializado

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Luana Lima

Cuidar da saúde auditiva é essencial para garantir bem-estar e qualidade de vida. A audição não apenas possibilita a comunicação e a interação social, mas também influencia diretamente a saúde mental e emocional. A perda auditiva pode gerar isolamento e dificuldades no dia a dia, tornando fundamental a realização de exames e tratamentos adequados.

Segundo Mutirão de Saúde Auditiva no Centro Especializado em Reabilitação III. Foto: Luan Martins/Sesacre

Com o compromisso de oferecer um atendimento ágil e eficiente, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), realizou neste sábado, 15, o segundo Mutirão de Saúde Auditiva no Centro Especializado em Reabilitação III (CER III).

Iniciativa tem como objetivo reduzir a fila de espera. Foto: Luan Martins/Sesacre

A iniciativa tem como objetivo reduzir a fila de espera e proporcionar reabilitação auditiva para quem precisa.

Nesta edição, foram atendidos 120 pacientes ao longo do dia. Foto: Luan Martins/Sesacre

Nesta edição, foram atendidos 120 pacientes ao longo do dia, divididos entre os períodos da manhã e da tarde. No total, 240 pessoas já passaram pelos dois mutirões realizados em 2024, enfrentando uma demanda reprimida de 1.332 exames de audiometria.

“Nosso objetivo é reduzir a fila de espera, proporcionar diagnósticos rápidos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, evidenciou Pedro Pascoal. Foto: Odair Leal/Sesacre

“A realização do segundo mutirão de Saúde Auditiva reforça nosso compromisso em garantir atendimento de qualidade e acessível para a população. Nosso objetivo é reduzir a fila de espera, proporcionar diagnósticos rápidos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Seguiremos investindo em iniciativas como essa para ampliar o acesso à saúde auditiva no estado”, evidenciou Pedro Pascoal, secretário de Saúde do Acre.

Cinthia Brasil é gerente-geral do CER III. Foto: Felipe Freire/Secom

Segundo Cinthia Brasil, gerente-geral do CER III, a estratégia busca dar mais rapidez ao diagnóstico e ao tratamento. “A intenção do mutirão é acelerar os atendimentos e garantir que os pacientes tenham um diagnóstico precoce, possibilitando um tratamento adequado e eficaz”, destacou.

Exames e profissionais envolvidos

Durante o mutirão, foram realizados três exames específicos: audiometria tonal e vocal, imitanciometria e emissões otoacústicas. Esses procedimentos são essenciais para avaliar a capacidade auditiva e identificar a necessidade de intervenção.

Foram realizados três exames específicos: audiometria tonal e vocal, imitanciometria e emissões otoacústicas. Foto: Luan Martins/Sesacre

Três profissionais da fonoaudiologia estiveram envolvidos na ação, garantindo que os pacientes recebessem um atendimento especializado.

“Nosso objetivo é agilizar a colocação dos aparelhos auditivos para os pacientes que precisam”, explicou Lydhia Torres. Foto: Luan Martins/Sesacre

A fonoaudióloga Lydhia Torres reforçou a importância da iniciativa. “Nosso objetivo é agilizar a colocação dos aparelhos auditivos para os pacientes que precisam, pois qualquer perda auditiva pode afetar significativamente a interação social e o bem-estar emocional”, explicou.

Histórias de superação e esperança

Para muitos dos atendidos, o mutirão representa a chance de recuperar a qualidade de vida.

Carmélia Brito, 50 anos, realiza acompanhamento desde a juventude. Foto: Luan Martins/Sesacre

Carmélia Brito, 50 anos, realiza acompanhamento desde a juventude e reforçou a importância do atendimento gratuito. “Aqui o serviço é muito bom. Eu faço meus exames, recebo o aparelho auditivo e a carteirinha para acompanhamento”, contou.

“Agora, finalmente, vou receber o aparelho e isso vai mudar minha vida e da minha esposa”, relatou Marcos Ballalai. Foto: Luan Martins/Sesacre

Outro paciente beneficiado foi Marcos Antônio Ballalai dos Santos, 64 anos, que aguardava há quatro anos pelo aparelho auditivo. “O acompanhamento é muito importante porque quase não escuto mais. Não tive condições de comprar antes e procurei o SUS. Agora, finalmente, vou receber o aparelho e isso vai mudar minha vida e da minha esposa. Ela tem deficiência visual, então eu enxergo por ela e ela escuta por mim”, relatou emocionado.

Maria Júlia Silva e sua mãe Antônia Silva. Foto: Luan Martins/Sesacre

O programa também atende crianças, como Maria Júlia Silva, de 9 anos, levada pela mãe, Antônia Samara da Silva. “Eu percebi que, às vezes, chamava minha filha e ela não respondia. Isso me preocupou e procurei ajuda. Agora, com os exames, vamos saber se há algum problema auditivo e se ela precisa de acompanhamento”, explicou Antônia.

Programa Saúde Auditiva

O Programa Saúde Auditiva é uma iniciativa da Sesacre em parceria com o governo federal, garantindo atendimento a pessoas com deficiência auditiva congênita ou adquirida. Em 2024, quase 10 mil pessoas já foram acompanhadas pelo programa.

“Estamos realizando exames audiológicos para detectar qualquer perda auditiva”, salientou Andressa Messias. Foto: Luan Martins/Sesacre

A fonoaudióloga Andressa Messias salientou a importância do acompanhamento. “Estamos realizando exames audiológicos para detectar qualquer perda auditiva. Se houver necessidade, o paciente entra para o programa de reabilitação auditiva e recebe o suporte adequado”.

O programa se destaca também pela entrega de aparelhos auditivos gratuitos. Entre 2021 e 2024, mais de sete mil pares foram distribuídos, garantindo melhor qualidade de vida para milhares de pessoas.

Compromisso com a inclusão

O mutirão de Saúde Auditiva reforça o compromisso do governo estadual com a inclusão social e o acesso universal à saúde. A ampliação dos atendimentos e a entrega de aparelhos auditivos permitem que mais pessoas possam ouvir melhor e, assim, viver com mais dignidade.

Previsão é de que novos mutirões sejam realizados ao longo do ano. Foto: Luan Martins/Sesacre.

A previsão é de que novos mutirões sejam realizados ao longo do ano, garantindo que todos os pacientes que necessitam de acompanhamento possam ser atendidos.

“Nosso objetivo é continuar acelerando esse processo, garantindo que ninguém fique sem atendimento”, concluiu Cinthia Brasil.

Nosso objetivo é continuar acelerando esse processo, garantindo que ninguém fique sem atendimento”, concluiu Cinthia Brasil. Foto: Luan Martins/Sesacre

Com ações como essa, o Acre avança na promoção da saúde auditiva e na construção de uma sociedade mais acessível e inclusiva.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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