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Governo do Acre se prepara para mudança no processo de pagamento por serviços ambientais da cadeia da borracha, chegando mais próximo dos beneficiários e fortalecendo a parceria com as cooperativas

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Thaysa Azevedo

Baseando-se em iniciativas exitosas que já vêm sendo implementadas em pagamentos diretos a beneficiários, o governo do Acre dá mais um passo rumo a esta atuação. Desta vez, a inovação nesta modalidade de pagamento se dará para os serviços ambientais. A intenção é criar condições para facilitar a atuação e a colaboração das cooperativas e das organizações associativas nesse processo, dando maior segurança e agilidade para o pagamento do subsídio da borracha.

Esta ação vem sendo considerada um avanço importante para a manutenção de cadeias produtivas sustentáveis, como é o caso da borracha. Além de ser um produto que faz parte da história do nosso estado, a continuidade deste e de outros mercados extrativistas sustentáveis como, por exemplo, a castanha, o murmuru e os óleos vegetais, é reconhecidamente importante para a manutenção da vida dessas populações e para o desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo que mantém a floresta em pé.

“O poder público precisa cada vez mais reforçar a sua presença nos territórios para garantir a manutenção e preservação das florestas. A coleta do látex é uma ação que fortalece essa política de preservação e isso aumenta a importância de fortalecermos essa parceria”, afirma o secretário de Planejamento, coronel Ricardo Brandão.

O estado do Acre vem ganhando cada vez mais notoriedade nacional e internacional a respeito do pioneirismo em ações, projetos, programas e formatos de governança que visam o combate às crises climáticas, a preservação do meio ambiente, da biodiversidade e a manutenção das florestas.

O governo do Acre, apoiado pelos objetivos do Programa REM Acre, tem atuado neste pioneirismo dentro das políticas públicas ambientais de forma alinhada às questões dos direitos humanos. Por isso, as secretarias de Planejamento (Seplan) e Agricultura (Seagri) decidiram replicar este formato exitoso de atuação de pagamento direto aos beneficiários no pagamento pelos serviços ambientais, visando se aproximar dos produtores extrativistas que recebem os subsídios da borracha. A intenção é facilitar o processo e agregar maior agilidade, transparência e segurança tanto para os produtores que estão na ponta, entregando a matéria prima, quanto para as cooperativas que são parceiros importantes dentro desta cadeia produtiva.

“É fundamental a parceria com as cooperativas. Eu não tenho dúvidas de que elas vão nos ajudar a acelerar esse processo, porque é interesse delas também que o produtor seringueiro receba o subsídio. É interesse nosso que o produtor receba o quanto antes e é interesse do REM que a gente consiga fazer essa prestação de contas, até para que possamos buscar mais recursos para fazermos os investimentos que precisam ser feitos”, explica o titular da Secretaria de Agricultura (Seagri), José Luis Tchê.

Secretário de Estado da Agricultura do Acre, José Luis Tchê. Foto: Pedro Devani

O secretário de Planejamento, coronel Ricardo Brandão, complementa: “A preocupação é dar segurança tanto para a cooperativa quanto para o produtor que está entregando a matéria prima. Facilitar e dar agilidade. A intenção é fortalecer a parceria entre todos e instituir instrumentos de controle onde o cidadão seja parte ativa do processo. Esta ação direta com os produtores das cadeias sustentáveis, como a da borracha, reforça uma preocupação e um compromisso do governo de olhar a preservação da floresta, olhar a preservação do meio ambiente como um dos pilares essenciais para o futuro da sociedade, especialmente para o futuro do estado do Acre”.

Esta mudança na modalidade de pagamento para o subsídio da borracha foi oficializada desde a publicação do Decreto n° 11.564, no dia 11 de outubro de 2024. Com base nesse decreto, os pagamentos serão realizados diretamente aos beneficiários quatro vezes ao ano, conforme calendário estabelecido na lei.

“Por meio deste formato de atuação, o governo do Acre e o Programa REM esperam chegar mais próximo dos seus beneficiários, agregando mais transparência e credibilidade aos mecanismos de REDD+”, diz a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo.

Marta Azevedo, coordenadora-geral do Programa REM ao lado do secretário de Planejamento, coronel Ricardo Brandão. Foto: José Caminha

O pioneirismo do Acre, no que tange às diversas práticas e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, como é o caso do Programa REM, só é possível porque em 2010 o governo criou uma política pública que visa o crescimento econômico aliado aos cuidados e à proteção do meio ambiente e dos direitos humanos: o Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa).

Como o Programa REM está auxiliando na manutenção de cadeias produtivas sustentáveis, como é o caso da borracha, e porque esta mudança na modalidade de pagamento direto é um avanço para esse programa?

O governo do Acre, por meio do Programa REM Acre, incentiva o fortalecimento desta cadeia, premiando os extrativistas seringueiros com pagamento pelos serviços ambientais, por preservar as florestas. Este pagamento entra para o produtor como um incremento no pagamento pela venda da borracha, visando apoiar o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades que vivem na floresta.

Os pagamentos pelos serviços ambientais prestados tem como base o Decreto n° 11.564, que estabelece os seguintes valores: R$ 4,20 para o Látex Cultivo Vale do Acre; R$ 4,40 para o Látex Nativo do Vale do Acre; R$ 3,50 para a Folha Defumada Líquida (FDL); R$ 2,30 para o Coágulo Virgem Prensado (CVP Nativo) e R$ 1,30 para o Coágulo Virgem Prensado (CVP Cultivo).

Com a mudança na modalidade de pagamento, este subsídio da borracha, que está respaldado pela política pública do Sisa, poderá chegar de uma forma direta e individualizada ao beneficiário, agregando mais transparência e credibilidade aos mecanismos de REDD+, que é um dos objetivos do Programa REM a serem cumpridos perante os seus investidores.

“Ao cumprirmos um dos requisitos do Programa REM, que é o de fazer o investimento chegar na ponta, ampliamos a possibilidade de recebermos mais investimentos para o nosso estado e para os nossos beneficiários”, explica a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo.

Quem serão os beneficiados por esta mudança na modalidade de pagamento?

Os beneficiários são os produtores agroextrativistas que exercem atividades familiares, utilizando sua força de trabalho e a de suas famílias, sem a contratação permanente de mão de obra externa. Esses produtores devem residir na área de produção e ter como principal fonte de renda a exploração extrativista, agroextrativista ou agropecuária. Além disso, é necessário que estejam ligados a organizações da sociedade civil, como associações, cooperativas ou sindicatos, devidamente cadastrados na Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).

Como serão realizados os pagamentos e quais são os próximos passos?

Os pagamentos serão realizados aos beneficiários quatro vezes ao ano, conforme calendário estabelecido na lei. O primeiro bloco de pagamento, por exemplo, será referente às notas fiscais entregues de dezembro do ano anterior a março.

A Seagri será responsável pela gestão da cadeia produtiva, com a realização de cadastramento dos produtores, pela gestão do pagamento das subvenções e pelo desenvolvimento de um plano de monitoramento. Esse plano inclui ações de fiscalização para garantir que o pagamento seja realizado de forma adequada e transparente. O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável (CDRFS) será o órgão colegiado encarregado da governança dessa política.

“A gente tem um compromisso, a pedido do nosso governador Gladson, de olhar para quem está na ponta, de ele ser realmente atendido. Com certeza, nessa parceria com o Programa REM e a  Secretaria de Agricultura, nós vamos chegar lá na ponta e quem vai ganhar com isso é quem mais precisa”, afirma o secretário de Agricultura, José Luis Tchê.

Dentre os próximos passos estão a realização de audiências públicas para reforçar a parceria do governo do Estado com esses produtores e cooperativas.

“Antes da implementação desse novo modelo serão realizadas audiências públicas para a abertura de diálogos com as comunidades produtoras, no sentido de esclarecer como se dará o processo, de reforçar a parceria do governo do Estado com esses produtores, com essas cooperativas. A ideia é construir um novo arranjo, um novo fluxo, um novo formato de pagamento; dialogar com os produtores acerca da implementação desse modelo, dos ganhos que eles terão, dos ganhos que a gestão pública vai ter enquanto segurança, como forma da gente avançar e produzir cada vez mais resultados positivos nessa área”, ressalta o secretário de Planejamento, Ricardo Brandão.

Experiências prévias que vêm dando certo

O governo do Estado já havia realizado uma primeira experiência que deu certo: o Cartão do Bem, em parceria com a Caixa Econômica, onde o governo passava os dados do beneficiário e a Caixa Econômica se encarregava de fazer os pagamentos.

Além desta prática, atualmente a Seagri já opera neste modelo de pagamento direto ao beneficiário, por meio do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, cujo pagamento é realizado diretamente na conta do agricultor. Neste caso, o convênio foi feito entre o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o Banco do Brasil. O funcionamento se dá por meio de um sistema no qual são validadas as aquisições.

“Inserimos as notas fiscais correspondentes, e os agricultores recebem os recursos em conta específica por meio de cartão próprio. Este processo vem funcionando muito bem”, explica Igor Honorato, coordenador do PAA da Secretaria de Agricultura (Seagri).

Baseado nestas práticas exitosas, o secretário de Planejamento, Ricardo Brandão, sugeriu que o pagamento para o subsídio da borracha fosse realizado também diretamente aos beneficiários, por intermédio de um órgão privado.

“A inovação está em replicar esse modelo de pagamento, que já funciona para os pagamentos dos subsídios. Estamos pegando fluxos que são eficientes, que deram certo. Nosso objetivo é chegar num modelo que agilize o processo de pagamento e dê segurança para todos”, pontua o secretário de Planejamento.

Secretário de Planejamento do Estado, coronel Ricardo Brandão. Foto: Mayara Montenegro

Visão de futuro

Na visão da Secretaria de Planejamento do Estado do Acre, o pagamento de subsídios deve se estender para outras cadeias produtivas, proposta esta que já vem sendo discutida na Assembleia Legislativa, com a equipe de governo do Estado.

“Essa tem sido uma provocação que o governo do Estado tem feito ao governo federal e a instituições financeiras nacionais e internacionais, no sentido de que a preservação da Amazônia passa iminentemente pela permanência do homem do campo, dentro de sua propriedade, preservando a floresta. Para que isso ocorra, tem o chamado ‘custo da Amazônia’. Esse é, na verdade, o custo de preservação”, finaliza Ricardo Brandão.

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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Entega bandeira Jubs (3).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.

“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

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Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

Sua opinião é fundamental para construirmos juntos o futuro do nosso curso!

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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Reunião Cepex (2).jpg

A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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