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Fisiculturista brasileira de 66 anos fica entre as melhores do mundo

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Fisiculturista brasileira de 66 anos fica entre as melhores do mundo

15 de novembro de 2024

– Vitor Guerras

A fisiculturista brasileira, Maria do Socorro, ficou entre as melhores do mundo no Campeonato Mundial de Fisiculturismo e Fitness, na Espanha. – Foto: Instagram/@clebersocorrinho

Maria do Socorro da Silva, fisiculturista brasileira de 66 anos, ficou entre as 4 melhores no Campeonato Mundial de Fisiculturismo e Fitness, na Espanha. Detalhe, ela foi a única competidora com mais de 50 anos na disputa. Que feito incrível!

Além da 4ª posição na categoria “Women’s Physique Open”, ela também competiu na “Women’ s Physique Master”, reservada para mulheres acima de 35 anos, e ficou com a 5° colocação. A trajetória de Socorrinho, como é conhecida em Brasília, onde mora, é de superação.

A atleta treina desde os 36, mas o foco no fisiculturismo começou aos 50. Ela achou no esporte uma forma de superar as perdas que teve na vida. “Na mesma proporção em que eu ia tendo essas perdas, eu fui acrescentando ao meu foco, a disciplina, a vontade de vencer todas essas dores”, disse em entrevista à Agência Brasília. Deu certo, não é Socorrinho?

Brilhou em campeonato

Antes de se classificar para o Mundial, ela foi bronze no Sul-Americano, realizado em Assunção, Paraguai, em setembro.

Desde então, queria era o Mundial. Chegar lá e fazer bonito era a única coisa que estava na cabeça da brasileira. E ela conseguiu.

Com o incentivo do programa “Compete Brasília”, que pagou as passagens aéreas, Socorrinho viajou, disputou e não decepcionou.

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O luto a fortaleceu

Natural de Brasília, Maria do Socorro se divide entre o esporte e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Ela é servidora pública há 48 anos e atua como chefe da Ouvidoria-Geral.

Em 2008, depois de perder o filho, Socorro viu no fisiculturismo uma forma de conseguir superar a dor e ter mais saúde e bem-estar.

O filho não foi a única perda. Socorrinho também lidou com o luto da mãe, dois irmãos e do companheiro, com quem morava há quatro anos.

E ela transformou tanta tristeza em força para seguir, mesmo em meio a tantas adversidades. Hoje, brilha nos torneios internacionais, sem nunca esquecer aquelas que a motivam.

Treinos e alimentação

Para manter o alto nível, Socorrinho segue uma rotina muito rigorosa.

A atleta treina duas vezes ao dia. Pela manhã, uma caminhada, às 5 horas.

Já na parte da noite, as musculação. Para ter um melhor resultado, alterna entre músculos superiores e inferiores. Além disso, também ensaia as poses para as competições.

A dieta é balanceada para garantir o máximo de performance. São de cinco a seis refeições diárias e uma atenção especial à quantidade de proteínas e carboidratos.

Quanto à quantidade de água, Socorrinho consome diariamente no mínimo quatro litros.

Antes de ir para Espanha, ela foi buscar títulos no Campeonato Sul-Americano, no Paraguai. - Foto: Divulgação/Novacap

Antes de ir para Espanha, ela foi buscar títulos no Campeonato Sul-Americano, no Paraguai. – Foto: Divulgação/Novacap

Ao longo da vida Socorrinho teve perdas. Ela usou o luto para se fortalecer ainda mais. - Foto: Divulgação/Novacap

Ao longo da vida Socorrinho teve perdas. Ela usou o luto para se fortalecer ainda mais. – Foto: Divulgação/Novacap



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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