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Governo dos EUA chega a acordo com veteranos dispensados por sexualidade – 07/01/2025 – Mundo
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos chegou a um amplo acordo com dezenas de milhares de pessoas que foram dispensadas do serviço militar devido à sua orientação sexual, abrindo caminho para que veteranos melhorem seu status de dispensa e recebam um leque de benefícios que lhes foram negados.
O acordo, concluído na semana passada e apresentado na segunda-feira (6) à Justiça, ainda precisa ser aprovado por um juiz. Ele se aplica a um grupo de mais de 30.000 veteranos que receberam dispensas não honrosas ou cujo status de dispensa lista sua sexualidade.
Grupos de direitos civis haviam apresentado uma ação coletiva em 2023, dizendo que o Pentágono não havia remediado a “discriminação contínua” após a revogação da política militar de “não pergunte, não conte”, que proibia pessoas abertamente LGBTQIA+ de servir nas Forças Armadas.
Aqueles que deixam o serviço militar com dispensas não honrosas geralmente não recebem todos os benefícios aos quais teriam direito, como assistência médica dos hospitais e clínicas voltadas para veteranos, benefícios educacionais e acesso a redes de emprego.
Embora o Departamento de Defesa tenha tomado medidas sob o governo Joe Biden para melhorar as dispensas e restaurar benefícios para veteranos LGBT+, espera-se que o acordo torne o processo mais simples. Também ajudaria ex-militares a remover referências à sexualidade acrescentadas contra a sua vontade aos documentos de dispensa.
Sherrill Farrell, 63, uma veterana da Marinha que é a principal autora da ação, disse em uma entrevista que a notícia do acordo foi “avassaladora”. Farrell, que é lésbica, alistou-se na Marinha em 1985. Ela foi denunciada por uma colega e expulsa do treinamento após apenas 10 meses como aprendiz de bombeiro. Seus sonhos de seguir os passos de seu pai e avô servindo nas forças armadas foram destruídos, e ela nunca solicitou benefícios.
“Não era sobre o dinheiro”, disse Farrell. “Era sobre decência e tratar as pessoas de forma justa, e as pessoas que estão dispostas a defender nosso país, independentemente de qual seja sua orientação sexual ou quem elas amam.”
Os militares LGBT+ que não escondiam sua orientação sexual eram barrados das Forças Armadas até 2011, quando o presidente Barack Obama revogou a política de “não pergunte, não conte”. Mas nada foi feito para abordar os efeitos causados em dezenas de milhares de militares dispensados por causa de sua sexualidade.
Após a ação coletiva ser inicialmente apresentada em agosto de 2023, o Departamento de Defesa iniciou o que chamou de revisão proativa dos militares que foram dispensados durante a era de “não pergunte, não conte”. Essa revisão foi concluída em outubro, e mais de 800 militares expulsos tiveram suas dispensas revisadas para honrosas. Foi a primeira vez que o Pentágono revisou sistematicamente dispensas relacionadas à identidade sexual.
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Mas o acordo ao qual o Pentágono concordou na sexta-feira iria ainda mais longe, criando um processo simplificado que se aplicaria a mais pessoas em um período de tempo maior.
Muitos veteranos não tinham ideia de que havia um caminho para corrigir sua papelada. Alguns, como Farrell, sentiram vergonha e não pediram benefícios aos quais teriam direito, se não fosse por uma dispensa não honrosa.
Farrell era abertamente lésbica quando se alistou, e disse que se sentiu culpada por responder “Não” à pergunta “Você é homossexual?”. É a única vez que ela se lembra de ter mentido sobre sua identidade sexual, disse ela, porque sabia que sua candidatura não teria sido considerada se tivesse dito a verdade.
“Eu queria muito servir ao meu país”, disse Farrell, emocionada. “Mas por causa da minha integridade e da maneira como vejo servir nas Forças Armadas, meio que senti que eles tinham o direito de fazer o que fizeram porque eu havia mentido.”
O acordo é um dos vários passos que o governo Biden tomou para remediar os efeitos das políticas direcionadas contra militares LGBT ao longo de décadas. Em junho, o presidente ofereceu clemência a cerca de 2.000 veteranos que foram condenados por se envolverem em sexo gay, que foi proibido pelas forças armadas por mais de 60 anos, a fim de corrigir o que ele chamou de “erro histórico”.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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