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Governo entrega títulos definitivos da área onde fica o túmulo do Mestre Irineu Serra

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Fernando Santtos

O governo do Acre fez a entrega de três títulos definitivos para o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal – Alto Santo, no bairro Irineu Serra, em Rio Branco, na noite deste sábado, 14.

Foram beneficiados o espaço onde está o Túmulo do Mestre Raimundo Irineu Serra, local de peregrinação de pessoas do mundo inteiro, e o memorial Leôncio Gomes da Silva, tio da viúva do mestre Irineu. Após a morte do mestre Irineu, Leôncio ficou como presidente do centro. Faleceu em 17 de março de 1980, e foi sepultado à direita do túmulo do líder religioso.

Como a casa do Leôncio era ao lado do túmulo, e pertence à família, foi regularizada para preservar a história. 

Foto: José Caminha/Secom

A área, que fica na parte alta da cidade, é considerada o berço do Daime – patrimônio histórico, cultural e religioso do Acre, conhecido mundialmente pelo uso do chá da ayahuasca.

Dona Peregrina Gomes Serra, viúva do Mestre Irineu, ocupa o cargo de dignitária do Centro, onde aconteceu a entrega, recebeu das mãos da vice-governadora e também secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, o documento.

Esposa do Mestre Irineu, dona Peregrina recebe o título definitivo das mãos da vice-governadora do Acre. Foto: José Caminha/Secom

Os títulos entregues são frutos do Programa de Governo “Igreja Legal”, do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), que traz segurança jurídica, valorização dos bens, acesso a linhas de créditos e outros programas de governo.

O orador oficial do Centro, o historiador e jornalista Antônio Alves – o Toinho -, falou que esse é um sonho de décadas, hoje realizado.

“Momento muito aguardado que se tornou possível pelo compromisso da gestão do governador Gladson Cameli. E nos deu a documentação e a dona Peregrina a tranquilidade de estar de posse do que que patrimônio cultural do Acre, ponto turístico que recebe visitantes de vários países, com grande potencial econômico e espiritual. Essa sede, casa antiga do mestre Irineu, sonhamos há muito tempo regularizar. Hoje, está alcançado no dia do aniversário de 132 anos dele e nós estamos comemorando, presente muito significativo para nós”, celebrou.

Mailza destacou o compromisso com as instituições religiosas e falou da importância do Centro.

“Estamos garantindo segurança jurídica, o bem-estar dessa comunidade que tanto ajuda nossa sociedade, que carrega o legado do grande homem que foi Mestre Irineu. Estamos valorizando a fé, o trabalho social, espiritual que vocês fazem, e principalmente, dando a garantia que são legítimos proprietários desse espaço tão importante para o Acre e o mundo”.

Título foi entregue no dia que se celebra os 132 anos do Mestre Irineu. Na imagem, a vice-governadora com dona Peregrina, esposa do líder espiritual. Foto: José Caminha/Secom

A presidente do Iteracre, Gabriela Câmara,  informou que os títulos entregues hoje são resultado de ações contínuas dentro do programa “Minha Terra de Papel Passado” e “Igreja Legal”, com grande apoio do Governo do Estado na execução do programa de regularização fundiária, alcançando números expressivos de imóveis regularizados.

“Momento importante para a comunidade do Alto Santo, muito importante aqui no estado. Eles aguardavam anos por essa regularização fundiária, que foi burocrática, mas conseguimos vencer todos os desafios, e hoje estamos aqui para entregar os títulos definitivos. Resultados do investimentos e compromisso do governo do estado para alcançar o maior número de entidades religiosas”, disse.

Presidente do Iteracre disse que mais essa entrega mostra os resultados dos investimentos e compromisso do governo do estado para alcançar o maior número de entidades religiosas. Foto: José Caminha/Secom

Política de titulação

O Acre se destaca na Amazônia Legal como o único estado a utilizar recursos próprios para atuar em áreas municipais, auxiliando prefeituras na regularização de terras e reconhecendo os legítimos proprietários. 

Desde 2019, o Iteracre já garantiu a segurança jurídica de milhares de famílias, com a entrega de 9.330 títulos definitivos. Apenas em 2024, foram realizadas 1.220 entregas e o instituto pretende alcançar a quantia de 6.192 regularizações até o fim de dezembro. 

Minha Terra de Papel Passado é um programa de regularização fundiária do governo do Acre, e Igreja Legal, promove a regularização de imóveis e áreas pertencentes a entidades religiosas de todos os credos, assegurando que essas instituições se tornem proprietárias legítimas de seus bens.

A regularização do espaço onde o Mestre Irineu escolheu ser sepultado é um ponto turístico no Acre. No início de 2024, o Iteracre se instalou na região para atender moradores e iniciar o processo de regularização da região.

Outros 70 lotes, que estão sob responsabilidade do Estado, devem ser beneficiados também. O local contempla uma área de proteção ambiental (APA), sob a administração da Prefeitura de Rio Branco, com quem o governo tenta firmar um termo de cooperação.

Quem foi Mestre Irineu

Raimundo Irineu Serra experimentou o chá ayahuasca, bebida ancestral produzida a partir da junção do cipó mariri e da folha chacrona, pela primeira vez no início do século passado, quando era membro da Comissão de Limites do governo federal. A instituição era responsável por delimitar as fronteiras entre Acre, Bolívia e Peru.

A doutrina do Daime teve início em Rio Branco na década de 30, quando Irineu e a família moravam no bairro Manoel Julião. Em 15 de maio de 1945, Raimundo Irineu se mudou para o pequeno seringal onde hoje é o bairro Irineu Serra.

Depois da morte de Irineu, em 6 de julho de 1971, muitos dos seus discípulos que haviam aprendido a preparar o chá estabeleceram outras comunidades e religiões que também tomam a bebida. Hoje existem vários centros religiosos e terapêuticos que utilizam a ayahuasca no mundo todo.

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Leia Mais: Agência do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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