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Governo promove encontro de avaliação da participação do Acre na COP-29

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Fernando Santtos

A delegação do governo do Acre, que participou da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima COP-29, realizada em Baku, no Azerbaijão, esteve reunida nesta segunda-feira, 25, na sala de situação da Casa Civil, para uma reunião de avaliação e balanço das ações levadas pelo Estado.

Encontro avaliou a participação do Acre em grandes eventos mundiais e criação de novas estratégias para a COP-30. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

Durante o encontro, conduzido pelo secretário-adjunto da Casa Civil, Ítalo Medeiros, ele destacou que essa é uma reunião importante, para começar alinhar o que pode ser levado para outros eventos, inclusive para a COP-30, a ser realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), no coração da Amazônia.  “Também vamos prestar conta do trabalho do governo do Acre, mostrar os nossos resultados alcançados e o que ficou encaminhado”, disse Medeiros.

Ítalo destacou que o alinhamento é necessário para manter o Acre referência em política ambiental. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

Novas parcerias do Acre com a Noruega, implantação do turismo regenerativo com a captação de  emendas parlamentares, fortalecimento das políticas ambientais já implantadas no Acre em parceria com Instituto do Patrimônio da Amazônia (Ipam), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a criação de um comitê no Ministério dos Povos Indígenas para a COP-30 e prestação de contas dos recursos já executados está entre os resultados apresentados.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou que o estado do Acre já é reconhecido como um dos estados que tem a melhor política pública de incentivo a serviços ambientais e isso se reforçou em Baku. “Buscamos novos recursos para o programa REM e também mostramos como temos enfrentado cheias recorrentes e secas. Passamos essa demanda para os países apoiadores e nossos projetos estão aptos a receber recursos. Fortalecemos contato com alguns investidores e em breve apresentaremos resultados na prática para a nossa população”, frisou.

Secretário de Meio Ambiente disse que a boa execução dos recursos ambientais credibiliza o Acre junto aos financiadores mundiais. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

Já a titular da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Francisca Arara, elencou que o lançamento da Câmara Setorial dos Povos Indígenas no Consórcio da Amazônia Legal (CAL) e as ações feitas do Programa REM, com destaque para a importância dos agentes agroflorestais e etnoturismo acreano, despertaram interesse dos países financiadores.

“O Acre se tornou uma referência mundial em meio ambiente. Hoje nós temos políticas afirmativas que não violam o direito dos povos indígenas, não violam os nossos territórios, que é um programa, que é política pública, que pode captar novos recursos de fundos climáticos. Levamos nossos modelos de  marcos, normas, princípios legais que nós temos, que são copiadas por outros países. Nós estamos aptos a receber qualquer recurso, qualquer fundo climático. Agora a gente está na fase de consulta com os povos indígenas para pensar futuramente a estratégia de repartição de benefícios”, disse.

Titular da Sepi disse que preparativos para a COP-30 já começaram e destacou que a política ambiental do Acre é exemplo para países como Reino Unido e Estados Unidos. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

Para a COP-30, Arara informou, ainda, que já estão sendo providenciadas as preparatórias com os povos indígenas, com as populações tradicionais e a equipe de servidores.

Estavam presentes o gestor da  Secretaria de Turismo e Empreendedorismo (Sete), Marcelo Messias; representantes do gabinete da vice-governadora Mailza Assis, que coordenou a comitiva; do Instituto de Mudanças Climáticas e da secretaria de Estado de Comunicação.

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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