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Governo realiza Seminário Estadual de Medidas Socioeducativas no Acre

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Carolina Torres

Promovendo a atuação conjunta dos órgãos públicos estaduais, federais e municipais em prol dos direitos das crianças e adolescentes, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou nesta segunda-feira, 18, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o 1º Seminário Estadual de Medidas Socioeducativas do Acre.

O evento foi realizado em parceria com o Poder Judiciário, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), a Escola do Poder Judiciário (Esjud), entre outros parceiros.

Primeiro Seminário Estadual foi realizado no TRE. Foto: Carolina Torres/Secom

O seminário visa o aprimoramento das ações voltadas à execução de medidas socioeducativas e se estende até a terça-feira, 19, sendo destinado aos profissionais da rede de proteção à criança e ao adolescente no estado do Acre.

A gestora em exercício da SEASDH, Amanda Vasconcelos, ressaltou que o seminário busca tratar da reintegração desses jovens à sociedade, por meio de um trabalho conjunto do governo estadual, do Poder Judiciário e do governo federal.

Titular da SEASDH (de preto), Amanda Vasconcelos, assinando termo de cooperação. Foto: Carolina Torres/Secom

“Capacitar os órgãos estaduais para atuarem dentro dos municípios, no estado e de forma integrada com o Poder Judiciário, essas medidas são muito mais eficazes quando trabalham de maneira conjunta, e os dados comprovam isso. Esse é o objetivo do evento: trazer informações e identificar as melhores maneiras de reintegração social, além de capacitar os profissionais envolvidos”, explicou.

A desembargadora Waldirene Cordeiro, também coordenadora da Infância e da Juventude do TJ e vice-presidente e corregedora do TRE-AC, destacou vários projetos do Poder Judiciário voltados à ressocialização de jovens.

“O Tribunal de Justiça tem desempenhado um papel fundamental na reintegração dos adolescentes, por meio de programas que vão além da teoria e geram impactos concretos na realidade. Um exemplo disso é o Programa Radioativo, uma iniciativa de excelência do Poder Judiciário, com o apoio fundamental da presidente do TJ, Regina Ferrari, que deu início a este projeto voltado à inclusão social e profissional de adolescentes em cumprimento ou retorno de medidas socioeducativas. Esta iniciativa conta com a parceria de instituições como o Senai, a Federação das Indústrias (Fieac), entre outras, mostrando que o trabalho colaborativo é essencial”, afirmou.

Evento foi direcionado para profissionais da área, tanto do Estado, municípios e governo federal. Foto: Carolina Torres/Secom

O 1º painel do evento abordou a interface entre o Conselho Nacional de Justiça, a Assistência Social e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) para a execução das Medidas Socioeducativas em meio aberto e fechado.

“Já realizamos o seminário de avaliação do plano de prevenção e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, o seminário sobre a primeira infância e, recentemente, em Cruzeiro do Sul, discutimos o SUS no contexto indígena com a equipe da assistência social, que conseguiu mobilizar um grande trabalho na região do Juruá, especialmente em Mâncio Lima. Também realizamos a avaliação do plano decenal da criança e do adolescente, e do plano estadual”, disse o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Hélio Cezar Koury Filho, se referindo à atuação do conselho.

Presidente do ISE assina termo. Foto: Carolina Torres/Secom

O presidente do ISE, Mário César Freitas, apresentou números sobre a evolução do instituto nos últimos 4 anos, destacando os cursos profissionalizantes, a gerência de saúde, a gerência psicossocial e a gerência de ações sócio-pedagógicas.

“Quanto aos nossos cursos profissionalizantes, em parceria com o Senai, o Ieptec e o próprio Tribunal de Justiça, com carga horária variando de 20 a 80 horas, este ano tivemos a entrega de 105 certificados. Hoje, temos 106 adolescentes em nossas unidades de internação e 53 em cumprimento de medidas socioeducativas”, explicou.

Egresso do sistema socioeducativo apresentou em vídeo como a educação profissional oferecida pelo Estado ajudou na sua inclusão no mercado de trabalho. Foto: Carolina Torres/Secom

Durante a solenidade, também foi assinado um termo de cooperação entre o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), a SEASDH, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e demais órgãos presentes, com o objetivo de promover cursos técnicos para os jovens em processo de ressocialização.

O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça, do TRE, da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Ministério Público do Acre (MPAC), do Instituto Socioeducativo do Acre, do Fórum de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente do Acre, da Escola de Conselhos do Acre, da Prefeitura Municipal de Rio Branco, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Rio Branco e da Associação dos Conselheiros Tutelares de Rio Branco.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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