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POLÍTICA

Governo se assustou com a própria falta de credibi…

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Daniel Pereira

Na primeira reunião ministerial de 2025, o presidente Lula determinou que cada ação normativa do governo terá de passar pelo crivo de ministros do Palácio do Planalto, como Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), antes de ser divulgada e entrar em vigor. “Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer uma portaria que depois crie confusão para nós sem que passe pela Presidência através da Casa Civil. Muitas vezes a gente pensa que não é nada, faz uma portaria qualquer e depois arrebenta e cai na Presidência da República”, disse Lula.

 A inspiração para a determinação presidencial é o maior revés sofrido pelo governo em termos políticos e de imagem: o caso da norma da Receita Federal sobre o monitoramento de transações financeiras feitas por meio do Pix. Durante dias, a oposição difundiu nas redes sociais a tese de que, a partir da implantação da norma, haveria taxação do Pix e uma ofensiva do Leão sobre empreendedores e pequenos empresários. Como de costume, o governo ficou inerte inicialmente, permitindo que a narrativa dos adversários viralizasse de forma avassaladora. Só um vídeo do deputado bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o assunto superou a marca de 300 milhões de visualizações. 

Tamanho do estrago

Uma pesquisa da Quaest mostrou que 88% dos entrevistados souberam do debate sobre mudanças nas regras do Pix e que 87% ouviram falar que o governo planejava taxar o mecanismo. Só quando o estrago estava feito, os governistas resolveram reagir. Por orientação de Sidônio Palmeira, que estreou no cargo em meio a esse teste de fogo, Lula gravou um vídeo para negar que seria criado o novo tributo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seguiu a mesma recomendação. De nada adiantou.

Cada vez mais nas cordas, o Planalto anunciou uma medida provisória para formalizar que o Pix não será taxado. Mesmo assim, 67% dos entrevistados pela Quaest acham que o imposto ainda pode sair do papel, num sinal de que a palavra do governo perdeu valor. Na reunião ministerial, vários participantes se mostraram surpresos e até assustados com o fato de diferentes manifestações, como os vídeos de Lula e Haddad e os esclarecimentos oficiais da Receita, não terem detido a bola de neve. “É óbvio que a gente precisa recuperar a credibilidade. Estão tentando cunhar a imagem de que o governo só pensa em tachar, e estão conseguindo”, disse a VEJA um ministro.

Diretor da Quaest, o cientista política Felipe Nunes alega que as idas e vindas do governo na área de comunicação, como ocorreu nos casos da taxa das blusinhas e do pacote fiscal anunciado no fim do ano passado, contribuem para que a gestão Lula não passe confiança ao eleitorado. “Ambos sinalizam, de formas diferentes, que o governo não sabe o que está fazendo. É como se revelasse insegurança. E o resultado acaba sendo mais desconfiança. Ou seja, a crise do governo hoje é de credibilidade.”



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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