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Grupos alimentares desenvolvem gosto por alternativas ao cacau – 26/12/2024 – Mercado

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Susannah Savage

Preços crescentes de commodities e pressões crescentes por sustentabilidade estão levando empresas de chocolate e confeitaria a investir em ingredientes alternativos para doces.

A Mondelez International, fabricante do Oreo, foi uma das investidoras que participou de uma rodada de financiamento inicial de US$ 4,5 milhões (R$ 27,8 milhões) para a startup de cacau cultivado em laboratório Celleste Bio no início deste mês, enquanto a empresa britânica de ingredientes alimentares Tate & Lyle também anunciou que fez parceria com a BioHarvest Sciences para desenvolver adoçantes a partir de moléculas sintéticas derivadas de plantas.

Os movimentos ocorreram enquanto os futuros do cacau negociados em Nova York subiram acima de US$ 10 mil (mais de R$ 60 mil) por tonelada, continuando uma alta vertiginosa que começou há um ano. No auge em abril, os preços do ingrediente chave do chocolate ultrapassaram US$ 12 mil (R$ 74 mil) por tonelada, um aumento quase três vezes maior desde janeiro.

Produtores na África Ocidental, que produzem mais de dois terços do cacau mundial, enfrentaram um duplo golpe de doenças e condições climáticas adversas, impulsionadas pelas mudanças climáticas, o que reduziu a produção e aprofundou a escassez global de grãos.

“Se não mudarmos a forma como obtemos cacau, não teremos chocolate em duas décadas”, disse Michal Beressi Golomb, CEO da Celleste Bio. Com o cacau cultivado em laboratório, a indústria “não precisará depender da natureza”, acrescentou.

Escassez global e preços recordes estão impulsionando um aumento do interesse de empresas de chocolate e confeitaria, bem como investimentos, de acordo com Golomb. “Eles estão realmente preocupados em ter um fornecimento sustentável e consistente de cacau de qualidade”, disse ela. “Todo mundo quer fazer parte da festa.”

A empresa israelense, que foi estabelecida em 2022, é uma de um grupo crescente de startups que usam tecnologia de cultura celular para evitar a necessidade de métodos agrícolas tradicionais que são vulneráveis às mudanças climáticas e à instabilidade do mercado.

Essas inovações também podem fornecer uma solução para desafios regulatórios, como o novo regulamento de desmatamento da UE, que exige prova de que commodities como o cacau não foram cultivadas em terras desmatadas, adicionando mais pressão às cadeias de suprimento e preços.

Outros grupos estão buscando como fazer doces com ingredientes crus alternativos e mais facilmente obtidos. No ano passado, a confeitaria finlandesa Fazer lançou uma edição limitada de “chocolate” sem cacau feita de centeio maltado local e óleo de coco. Desde 2022, a empresa com sede em Helsinque também está trabalhando com o VTT, centro de pesquisa estatal da Finlândia, para cultivar vagens de cacau cultivadas em laboratório.

“Quase quatro anos atrás, a pesquisa nos disse que as mudanças climáticas impactariam a disponibilidade e o preço do cacau”, disse Annika Porr do Forward Lab da Fazer Confectionery. “Este ano, isso se tornou uma realidade.”

Em outros lugares, a Cargill, a maior comerciante de commodities agrícolas do mundo, no ano passado fez parceria com a startup Voyage Foods, que produz alimentos sustentáveis como chocolate e pastas de nozes sem seus ingredientes tradicionais de cacau, amendoins e avelãs. Isso é feito usando sementes de uva, farinha de proteína de girassol, açúcar, gordura e sabores naturais.

“Os preços do cacau não estavam nas notícias quando começamos. A maioria das pessoas provavelmente nos EUA ou no Reino Unido não poderia apontar onde o cacau era cultivado. E agora, com os preços em alta, é muito mais fácil ver por que isso é necessário”, disse Adam Maxwell, CEO da Voyage Foods.

Os consumidores estavam procurando por “indulgências ainda mais sustentáveis, que tenham um ótimo sabor e sejam produzidas sem alérgenos de nozes ou laticínios usados na formulação da receita”, acrescentou a Cargill.

Enquanto o preço do açúcar —cuja produção não está incluída nas regras da UE— permaneceu relativamente estável, a indústria também enfrenta crescente pressão para abordar sua pegada ambiental e atender à demanda dos consumidores por opções mais saudáveis.

A Tate & Lyle, que antes era produtora de açúcar e agora tenta se tornar uma redutora de açúcar, está trabalhando com a startup BioHarvest Sciences para desenvolver adoçantes sintéticos derivados de células vegetais.

A BioHarvest Sciences investiu US$ 100 milhões (R$ 600 milhões) nos últimos 17 anos para desenvolver a tecnologia, que extrai e depois amplifica compostos vegetais críticos que impulsionam a doçura enquanto suprimem sabores amargos.

A parceria pode ajudar a Tate & Lyle a se distanciar de alimentos ultraprocessados, pelos quais tem sido alvo de escrutínio de investidores e cientistas.

“Nossos clientes e seus consumidores querem algo que seja eficaz em termos de custo e naturalmente obtido”, disse Abigail Storms, vice-presidente sênior da Tate & Lyle, que vende para empresas de alimentos embalados como a fabricante de biscoitos McVitie’s, Pladis.

Enquanto a volatilidade dos mercados de commodities pode estar impulsionando o investimento em alternativas, cultivar ingredientes em laboratório em vez de em uma árvore ou campo não é barato.

A Celleste Bio pretende alcançar a paridade de custos com os preços do cacau pré-2024 —cerca de US$ 7.000 (mais de R$ 43 mil) por tonelada para manteiga de cacau e US$ 3.000 (R$ 19 mil) para pó de cacau— até 2027, uma vez que estejam no mercado e tenham ampliado a produção, disse Golomb.

A Tate & Lyle também quer garantir que os produtos feitos com seus adoçantes não custem mais do que “a alternativa de calorias ou açúcar completo”, disse Storms. “É tudo sobre democratizar esses benefícios.”

Romper com os mercados tradicionais de commodities também é uma batalha contra a burocracia e as expectativas dos consumidores em mudança. A barra sem cacau do Grupo Fazer, por exemplo, não pode ser chamada de “chocolate”, em vez disso, leva o rótulo de “tablete de doce” devido às regras da UE que reservam o nome para produtos que contêm cacau.

O cacau cultivado em laboratório enfrenta um labirinto regulatório igualmente difícil, de acordo com Porr, com a aprovação de “novos alimentos” provavelmente sendo uma escalada mais íngreme na UE em comparação com os EUA.

Conquistar os consumidores pode ser igualmente desafiador. A pesquisa inicial do Grupo Fazer sugeriu que a transparência sobre como o cacau cultivado em laboratório foi feito poderia ajudar a influenciar a opinião pública, disse Porr, mas o sabor e a textura eram os testes finais. “Os consumidores realmente esperam que tenha um sabor e uma sensação semelhantes ao cacau tradicional”, disse ela. “Ainda há trabalho a ser feito.”



Leia Mais: Folha

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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