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Guia eleitoral nos EUA: como assistir como um especialista | Eleições dos EUA 2024
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2 anos atrásem
Joan E Greve
Pode ter parecido que isso nunca aconteceria, mas o dia chegou. Depois de meses de incerteza indutora de ansiedade e de uma série aparentemente interminável de acontecimentos históricos, a corrida presidencial dos EUA está (finalmente) a chegar ao fim.
Os americanos – juntamente com tantas pessoas ao redor do mundo – estão se reunindo em torno de suas televisões e telas de telefone para saber quem será o próximo presidente dos Estados Unidos: Kamala Harris ou Donald Trump.
Embora Harris e Trump tenham apresentado visões fundamentalmente diferentes para o futuro dos EUA e o seu papel no cenário global, a corrida manteve-se acirrada desde que Joe Biden chocou o país ao abandonar a sua candidatura à reeleição em julho.
Os resultados começam a ser divulgados na noite de terça-feira, dando à nação as primeiras pistas sobre qual partido controlará não apenas a Casa Branca, mas também o Congresso. Aqui está um guia hora a hora sobre como assistir à noite das eleições como um especialista:
18h ET (15h PT, 23h GMT, 10h AEDT): as urnas começam a fechar
As primeiras urnas serão encerradas no leste de Kentucky e em grande parte de Indiana às 18h, horário do leste dos EUA. As expectativas dos democratas são baixas nos dois estados de tendência republicana: é praticamente garantido que Trump vencerá ambos, e espera-se que os republicanos também detenham facilmente a maioria dos assentos na Câmara dos dois estados.
Último: Trump vence os estados vermelhos de Kentucky e Indiana
19h ET (16h PT, meia-noite GMT, 11h AEDT): votações totalmente encerradas em seis estados, incluindo a Geórgia
Os americanos terão as primeiras pistas sobre o resultado da corrida presidencial às 19h, horário do leste dos EUA, quando as urnas forem encerradas no estado decisivo da Geórgia. Biden venceu a Geórgia por apenas 0,2 pontos em 2020, depois de Trump ter vencido o estado por 5 pontos quatro anos antes. Este ano, Trump parece ter uma ligeira vantagem sobre Harris no estado de Peach, de acordo com o Guardian’s rastreador de votaçãomas uma noite forte para os democratas poderia colocar a Geórgia novamente na coluna das vitórias.
À medida que a Geórgia começa a contar os votos, as urnas também serão encerradas na Virgínia, onde ambos os partidos esperam conseguir uma cadeira na Câmara. Os republicanos procuram expandir a sua estreita maioria na Câmara e os resultados na segunda e segunda sétimo distritos eleitorais poderiam dar uma indicação antecipada do sucesso do partido.
E os primeiros resultados da Florida – onde a maioria das sondagens, mas não todas, encerram às 19h00 – também podem oferecer pistas reveladoras. A Flórida é particularmente eficiente na contagem de votos, por isso seus primeiros resultados serão um dos primeiros grandes testes da noite. Além das esperanças remotas de Harris de virar um estado que Trump venceu duas vezes, a democrata Debbie Mucarsel-Powell está tentando destituir o senador republicano Rick Scott, que manteve uma vantagem nas pesquisas na disputa. Uma vitória frustrante de Mucarsel-Powell na Flórida poderia permitir que os democratas mantivessem a maioria no Senado.
Últimas: Trump triunfa na Flórida
19h30 ET (16h30 PT, 12h30 GMT, 11h30 AEDT): eleições encerradas na Carolina do Norte, Ohio e Virgínia Ocidental
Trump venceu a Carolina do Norte por um ponto em 2020 e três pontos em 2016, e uma derrota neste estado decisivo pode condenar o ex-presidente. Os democratas também esperam uma vitória na corrida para governador da Carolina do Norte, dado o revelações recentes sobre a atividade perturbadora do republicano Mark Robinson na Internet.
Enquanto isso, os resultados em Ohio e na Virgínia Ocidental poderiam decidir o controle do Senado. Espera-se que os republicanos consigam um assento na Virgínia Ocidental, onde o senador independente Joe Manchin decidiu não tentar a reeleição; e o atual democrata, Sherrod Brown, enfrenta uma disputa difícil em Ohio. Se os republicanos vencerem ambas as disputas, isso apagaria a atual vantagem de 51-49 dos democratas no Senado.
Último: Trump vence Virgínia Ocidental
20h ET (17h PT, 1h GMT, 12h AEDT): as urnas foram totalmente encerradas em 16 estados, incluindo a Pensilvânia
Isto representará um momento crucial na corrida presidencial. Quem ganhar os 19 votos eleitorais da Pensilvânia é muito mais provável para ganhar a Casa Branca, um facto que ambos os nomeados reconheceram enquanto atacavam o estado de batalha nas últimas semanas.
A Pensilvânia também sediará algumas das disputas para o Congresso mais competitivas do país. Se for uma boa noite para os republicanos, eles poderão mudar a cadeira do atual senador democrata, Bob Casey, que está enfrentando contra o ex-CEO do fundo de hedge Dave McCormick.
Mas se os democratas tiverem uma noite especialmente forte, poderão voltar-se para a Florida, onde as eleições finais encerram às 20h00 hora do Leste. A maioria das urnas também será encerrada em Michigan às 20h, horário do leste dos EUA, mas a votação em alguns condados que observam o horário central manterá as urnas abertas por mais uma hora.
20h30 ET (17h30 PT, 1h30 GMT, 12h30 AEDT): votações encerradas em Arkansas
Não haverá muito suspense no Arkansas, já que se espera que Trump vença facilmente o estado solidamente republicano. Arkansas tem a distinção de ser o único estado onde as urnas serão encerradas às 20h30 horário do leste dos EUA, mas a atenção da maioria dos americanos estará nos resultados que chegarão dos estados decisivos a esta altura da noite.
após a promoção do boletim informativo
21h ET (18h PT, 2h GMT, 13h AEDT): as pesquisas foram totalmente encerradas em 15 estados, incluindo Michigan e Wisconsin
Este será o momento de vida ou morte para Harris. Em 2016, a capacidade de Trump de obter vitórias estreitas nos estados da “parede azul” de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin enviou-o para a Casa Branca, mas Biden venceu todos os três campos de batalha quatro anos depois.
O caminho mais provável de Harris para 270 votos eleitorais passa por Michigan, Pensilvânia e Wisconsin este ano, então Trump poderá garantir um segundo mandato se conseguir derrotar pelo menos um desses estados.
Michigan e Wisconsin também desempenharão um papel potencialmente decisivo na batalha pelo Congresso. Os democratas detêm atualmente duas cadeiras no Senado nos estados que estão em disputa este ano, e as vitórias republicanas em qualquer uma das disputas podem dar-lhes a maioria. O sétimo distrito congressional de Michigan, que se tornou uma vaga aberta depois que Elissa Slotkin decidiu concorrer ao Senado em vez de buscar a reeleição, foi descrito como “a vaga aberta mais competitiva do país”.
Em Nova York, onde as urnas também fecham às 21h, horário do leste dos EUA, os democratas têm a oportunidade de virar várias cadeiras na Câmara que os republicanos conquistaram em 2022. Se forem bem-sucedidos, isso poderá dar aos democratas uma maioria na Câmara. E depois de uma exibição muito melhor que o esperado no célebre Enquete Selzer fora de Iowa, os democratas esperam conquistar duas cadeiras na Câmara no estado de Hawkeye, onde as urnas também serão encerradas.
22h ET (19h PT, 3h GMT, 14h AEDT): urnas totalmente encerradas em Nevada, Montana e Utah
Harris espera manter Nevada em sua coluna, já que os candidatos presidenciais democratas venceram o estado em todas as disputas desde 2008. Trump já liderou as pesquisas em Nevada, mas Harris diminuiu essa lacuna nas últimas semanas da disputa.
Outras duas disputas para o Senado também chegarão ao fim neste momento da noite. Em Nevada, a atual democrata, Jacky Rosen, é a favorita para ocupar seu assento, mas as perspectivas de seu colega senador democrata Jon Tester parecem sombrias em Montana.
Se os republicanos ainda não tiverem conquistado a maioria no Senado quando as eleições em Montana terminarem, este poderá ser o momento em que assumirão oficialmente o controlo da câmara alta.
Último: Trump vence Montana, Utah
23h ET (20h PT, 4h GMT, 15h AEDT): as urnas foram totalmente encerradas em quatro estados, incluindo a Califórnia
Embora a vitória de Harris esteja praticamente garantida em seu estado natal, a Califórnia, as eleições estaduais para a Câmara trazem implicações importantes para o controle do Congresso. Cinco republicanos da Câmara enfrentam disputas acirradas na Califórnia, de acordo com o Cook Relatório Políticoportanto o estado representa a maior oportunidade para os democratas recuperarem a maioria na Câmara.
12h ET (21h PT, 5h GMT, 16h AEDT): as urnas fecham no Havaí e na maior parte do Alasca
Quando as eleições terminarem no Havai e na maior parte do Alasca, os americanos deverão ter uma noção muito melhor de quem se mudará para a Casa Branca em Janeiro. Mas se 2020 servir de indicação, a nação poderá ter de esperar um pouco mais para ouvir a decisão final sobre quem ganhou a corrida presidencial.
Em 2020, a AP não declarou Biden como vencedor das eleições presidenciais até 7 de novembro, às 11h26 ET – quatro dias após o encerramento das primeiras urnas. E em 2016, demorou até às 2h29 ET da manhã seguinte ao dia da eleição para declarar Trump como o vencedor.
Dado o quão acirrada se espera que seja a corrida pela Casa Branca, os americanos poderão ter de se preparar para uma longa noite – ou mesmo uma semana – para saber quem será o seu próximo presidente.
Leia mais sobre a cobertura eleitoral do Guardian nos EUA em 2024:
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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