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Hamas diz que mulher prisioneira foi morta em ataque israelense no norte de Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Uma mulher cativo foi morto em um ataque israelense no norte de Gaza, de acordo com um comunicado do braço armado do Hamas, enquanto Israel continuava sua operação militar mortal e ordenava a evacuação forçada dos palestinos na Cidade de Gaza no domingo.
O porta-voz das Brigadas Qassam, Abu Obeida, disse na noite de sábado que o contato foi restabelecido com os captores da mulher depois de várias semanas, e foi determinado que ela foi morta em uma área do norte de Gaza, onde o exército israelense tem operado.
A declaração de Abu Obeida não forneceu mais detalhes sobre a identidade da mulher ou como e quando ela foi morta.
Abu Obeida destacou que havia perigo para a vida de outra mulher cativa, responsabilizando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os líderes do seu exército “totalmente responsáveis pelas vidas dos cativos israelitas”.
Os militares de Israel disseram que não poderiam “confirmar ou refutar” a afirmação.
Num comunicado, o exército israelita disse que estava a investigar a alegação depois de o Hamas “divulgar imagens que supostamente mostravam um refém que tinha sido morto”.
“Representantes (do Exército) estão em contato com sua família e os mantêm atualizados com todas as informações disponíveis”, disse o comunicado.
O Hamas fez cerca de 250 prisioneiros durante um ataque ao sul de Israel em 7 de outubro do ano passado, segundo as autoridades israelenses. Entre eles estavam 23 cidadãos tailandeses, um cidadão nepalês e um cidadão filipino que trabalhavam ou estudavam em Israel.
Pelo menos 97 dos cativos permanecem em Gaza, incluindo 34 que o exército afirma terem sido mortos.
O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, um grupo de campanha, disse não ter informações adicionais sobre a reivindicação de sábado.
Na noite de sábado, milhares de pessoas manifestaram-se novamente em Israel exigindo a libertação dos cativos.
“Aos nossos amados reféns, se vocês podem nos ouvir, todos aqui amam vocês. Aguente firme. Sobreviva”, disse Rachel Goldberg-Polin em Tel Aviv na noite de sábado.
Seu filho, Hersh Goldberg-Polin, 23 anos, foi sequestrado em um festival de música no sul de Israel em 7 de outubro de 2023.
Pressão pública
O governo israelita tem enfrentado intensa pressão pública para garantir um novo acordo que permita trazer vivos os restantes cativos para casa. Durante uma trégua de uma semana em Novembro do ano passado, 105 cativos foram libertados, incluindo 80 israelitas, em troca de 240 prisioneiros palestinianos.
Em Junho, as forças israelitas matou pelo menos 274 palestinos e feriu quase 700 outras pessoas para resgatar quatro cativos durante uma operação no campo de refugiados de Nuseirat, em Gaza.
O Hamas afirma que vários prisioneiros foram mortos em ataques aéreos israelenses e em tentativas de resgate fracassadas. Soldados israelenses mataram por engano três israelenses que escaparam do cativeiro em dezembro.
O Catar, os Estados Unidos e o Egito conduziram meses de negociações para um cessar-fogo na guerra de Gaza. No início deste mês, o Estado do Golfo suspendeu os seus esforços de mediação. Desde a pausa de uma semana nos combates no ano passado, mediada pelo Qatar, as sucessivas negociações não registaram progressos.
Israel anunciou repetidamente que não irá parar o bombardeamento de Gaza até atingir os seus objectivos de guerra de derrotar o Hamas e trazer os cativos para casa. Mas 13 meses depois, os combatentes do Hamas continuam a combater os soldados israelitas e dezenas de prisioneiros permanecem em Gaza.
O ataque do Hamas no ano passado resultou em pelo menos 1.139 mortes, a maioria civis.
Desde então, Israel matou mais de 44 mil palestinos no que os ativistas chamam de “uma guerra de vingança”, transformando grandes áreas de Gaza em escombros. As Nações Unidas e vários grupos de direitos humanos acusaram Israel de visar deliberadamente civis e áreas residenciais – ações que, segundo eles, equivalem a crimes de guerra.
Genocídio
Um comitê da ONU disse em 14 de Novembro que a guerra de Israel na Faixa de Gaza é consistente com as características do genocídio.
“Desde o início da guerra, as autoridades israelitas têm apoiado publicamente políticas que privam os palestinianos das necessidades necessárias para sustentar a vida – comida, água e combustível”, afirmou o Comité Especial da ONU para Investigar as Práticas Israelitas.
“Estas declarações, juntamente com a interferência sistemática e ilegal da ajuda humanitária, deixam clara a intenção de Israel de instrumentalizar suprimentos vitais para ganhos políticos e militares.”
O Tribunal Internacional de Justiça (TPI) disse em janeiro que é “plausível” que Israel está cometendo genocídio em Gaza.
Na quinta-feira, o TPI emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e para o seu antigo ministro da Defesa, Yoav Gallant, sob a acusação de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Um mandado também foi emitido contra um líder do Hamas.
A medida marca a primeira vez que um líder em exercício de um importante aliado ocidental enfrenta tais acusações no tribunal global.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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