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Reviravolta no caso Henry ‘Dr. Jairinho é inocente’ – Entrevista exclusiva com Coronel Jairo levanta dúvidas sobre acusação e mostra nulidades processuais
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1 ano atrásem
Coronel Jairo rompe o silêncio e expõe contradições e falhas na investigação do caso Henry
Caso Henry: Coronel Jairo apresenta contraditório e questiona investigação
Pai de Dr. Jairinho levanta dúvidas sobre condução do inquérito e validade das provas em entrevista exclusiva
Em uma entrevista exclusiva que promete abalar os alicerces do caso que chocou o Brasil, o Ex-deputado Coronel Jairo, pai do ex-vereador Dr. Jairinho, apresentou uma série de questionamentos sobre a investigação da morte do menino Henry Borel. Com uma narrativa detalhada e contundente, o Coronel levantou dúvidas sobre a condução do inquérito, a validade das provas e a imparcialidade dos envolvidos no processo.
O caso, que ganhou repercussão nacional em março de 2021, resultou na prisão do Dr. Jairinho e de Monique Medeiros, mãe de Henry. Ambos são acusados da morte do menino de 4 anos. No entanto, segundo o Coronel Jairo, há uma série de inconsistências e falhas processuais que precisam ser esclarecidas para provar a inocência do filho.
Erros nos laudos periciais
Um dos pontos mais polêmicos abordados na entrevista diz respeito aos laudos periciais. O Coronel questiona a validade e a precisão dos exames realizados, argumentando que as lesões encontradas no corpo de Henry poderiam ser resultado das intensivas manobras de reanimação realizadas no hospital.
Ele cita que, segundo relatos médicos, foram realizadas entre 10 e 12 mil compressões cardíacas, além de múltiplas injeções de adrenalina e duas intubações.
“Como é possível que um perito declare que jogou fora suas anotações pessoais sobre um caso de tamanha relevância?“, indaga o Coronel, referindo-se a declarações feitas em juízo. Ele também questiona a ausência de fotografias completas do corpo no Instituto Médico Legal e as contradições entre os laudos iniciais e os subsequentes.
A cronologia dos eventos na noite da morte de Henry também é posta em xeque. O Coronel Jairo apresenta uma série de questionamentos sobre o tempo que o menino passou com o pai biológico, Leniel Borel, antes de retornar para a casa da mãe e do padrasto. Ele sugere que há inconsistências nos depoimentos e que nem todas as hipóteses foram devidamente investigadas.
Outro aspecto abordado é a conduta da polícia e do Ministério Público. O Coronel alega que houve violação de prerrogativas da defesa, com a realização de diligências sem a presença dos advogados e possível quebra de sigilo das comunicações entre os acusados e seus defensores. Ele também critica a forma como as informações foram vazadas para a imprensa, argumentando que isso prejudicou a imparcialidade do processo.
A relação entre Dr. Jairinho e Henry é outro ponto de controvérsia. Segundo o Coronel, existem evidências de que o relacionamento entre o padrasto e o menino era harmonioso, contradizendo a tese da acusação sobre um histórico de maus-tratos. Ele menciona mensagens de texto, áudios e testemunhos que corroborariam essa versão.
O Coronel Jairo também aborda a trajetória política de seu filho, ressaltando seus cinco mandatos como vereador e sua atuação como líder do governo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ele questiona se há motivações políticas por trás da acusação e critica o que considera ser um julgamento precipitado pela opinião pública e pela mídia.
A entrevista traz à tona questões sobre o papel da imprensa na cobertura do caso. O Coronel critica o que ele considera ser uma narrativa unilateral, que teria ignorado o princípio do contraditório e da presunção de inocência. Ele menciona especificamente um livro publicado sobre o caso, questionando como a autora teve acesso a informações que nem mesmo a defesa possuía.
Ao longo da conversa, o Coronel Jairo ressalta seu papel como pai e sua convicção na inocência do filho. Ele expressa preocupação com o que considera ser uma erosão do estado democrático de direito e dos princípios constitucionais, como a presunção de inocência e o direito a um julgamento justo.
A defesa de Dr. Jairinho e Monique Medeiros já apresentou recursos questionando diversos aspectos e nulidades do processo. Há expectativa de que o Tribunal se manifeste sobre esses pontos nas próximas semanas. Enquanto isso, o caso continua a dividir opiniões e a levantar debates sobre a condução de investigações criminais de alta repercussão no Brasil.
O Coronel Jairo conclui a entrevista com um apelo por uma análise mais criteriosa das evidências e por um julgamento imparcial. “Não estou pedindo favores, estou pedindo justiça”, afirma ele, reiterando sua disposição em cooperar com as autoridades para o esclarecimento completo dos fatos.
Este caso, que já se arrasta por quase 4 anos e promete novos capítulos. A sociedade brasileira aguarda ansiosa por respostas que possam finalmente elucidar as circunstâncias da trágica morte do pequeno Henry Borel.
RESUMO DA ENTREVISTA
Trajetória política e familiar
O Coronel Jairo iniciou a entrevista traçando um panorama da trajetória política e pessoal de seu filho. Ele ressaltou que Dr. Jairinho foi eleito vereador por cinco mandatos consecutivos, sempre com expressiva votação. “Não é fácil alguém ter 10 mandatos seguidos, até porque o desgaste é natural. Isso não é nomeação, é escolha da população, eleito pelo voto popular”, enfatizou.
Ele detalhou a infância e juventude de Jairinho, destacando sua criação em Bangu, numa família humilde e evangélica. “Minha mãe era sábia. A gente tinha, faltava comida, faltava muitas coisas, mas não faltava livro”, relembrou o Coronel. Ele mencionou que Jairinho passou no vestibular para Português e Literatura, mas acabou optando pela carreira militar, ingressando na Polícia Militar.
O Coronel também destacou a formação médica de Jairinho e sua atuação como líder do governo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. “O Jairinho é fora da curva. Foi um dos melhores alunos do Pentágono, da turma especial, sempre passou em segundo lugar pra faculdade”, afirmou. Ele questionou se haveria motivações políticas por trás da acusação, considerando a proeminência de seu filho no cenário político carioca.
Questionamentos sobre a investigação
Um dos pontos mais polêmicos abordados na entrevista diz respeito aos laudos periciais. O Coronel questiona veementemente a validade e a precisão dos exames realizados, argumentando que as lesões encontradas no corpo de Henry poderiam ser resultado das intensivas manobras de reanimação realizadas no hospital.
“Foram realizadas entre 10 e 12 mil compressões cardíacas, além de múltiplas injeções de adrenalina e duas intubações. Como é possível que essas intervenções não tenham sido consideradas como possível causa das lesões?”, indagou o Coronel. Ele apontou que os primeiros laudos não indicavam sinais de violência, mas que laudos posteriores, realizados semanas após o falecimento, começaram a sugerir a presença de lesões.
“O perito fala assim: ‘Ó, examinei o corpo’. Não examinou nada. Ele não tava nem lá no dia 8, ele confessou. Em dia 8, ele não tava nem lá, e a gente sabe onde ele tava. No IML, ele não tava”, afirmou o Coronel, sugerindo irregularidades na condução da perícia.
O Coronel afirmou ainda que “O Delegado criminosamente esconde o vídeo que Jairinho socorre o menino, com visível má-fé, e ainda inquirido sobre tal fato na 1º audiência informa que não entendeu aquele tipo de socorro e que o atendimento não era profissional, numa demonstração de nenhum entedimento de mediciana, prejudicando Jairinho ao não colocar nos autos o atendimento pro ele procedido”
Ele também levantou dúvidas sobre a conduta do perito responsável pelos laudos. “Como é possível que um perito declare que jogou fora suas anotações pessoais sobre um caso de tamanha relevância?”, questionou, referindo-se a declarações feitas em juízo. O Coronel também apontou a ausência de fotografias completas do corpo no Instituto Médico Legal e as contradições entre os laudos iniciais e os subsequentes.
Ele citou estudos médicos que indicam que tais procedimentos podem causar danos significativos, especialmente em uma criança.O Perito Oficial Tauil dá como causa morte uma laceração hepática grau II, que é comprovado que não mata. Ainda assim, ao invés do mesmo descrever no laudo “pulmões contundidos”, mas na verdade há um pneumotórax (conforme raio-x), com pulmões colapsados, características antagônicas.

Importante ainda ressaltar que pneumotórax é uma causa morte, possui risco
iminente de vida.
Erros básicos nos laudos periciais
Um dos pontos mais surpreendentes levantados pelo Coronel Jairo diz respeito a erros elementares nos laudos periciais. Ele apontou discrepâncias significativas na descrição das roupas que Henry vestia no momento de sua morte.

“O perito escreveu que ele tava de fralda. É não, ele tava de pijama”, afirmou o Coronel. Esta informação é corroborada por fotos do menino no elevador do prédio, onde ele aparece vestindo pijama. Um erro tão básico na descrição de evidências cruciais levanta sérias questões sobre a atenção aos detalhes e a precisão geral dos laudos periciais.
Cor dos olhos e identidade da vítima
Outro erro alarmante apontado pelo Coronel Jairo foi a descrição incorreta da cor dos olhos de Henry. “O garoto tinha os olhos azuis assim muito forte, eles escrevem… mas é normal o perito errar assim materialmente de mudar o hospital, mudar… não é normal nem errar até pela qualidade do perito”, disse ele, destacando a gravidade desse tipo de erro em um laudo oficial.

A cor dos olhos é um detalhe importante na identificação de uma pessoa, e um erro nesse aspecto poderia levantar dúvidas sobre a precisão de outras observações feitas no laudo.
Gambá comendo corpos no IML

Segundo o Coronel o Instituto Médico Legal (IML) da cidade do Rio de Janeiro, está suacateado e foi registrado um gambá andando por cima do corpo de um homem morto.
Confusão sobre o hospital de atendimento
O Coronel Jairo também mencionou uma confusão nos registros oficiais sobre qual hospital atendeu Henry. “O garoto veio do Barra D’Or, tá nos autos que ele veio do Lourenço Jorge”, explicou. Esta discrepância não é apenas um erro administrativo, mas pode ter implicações sérias para a investigação, pois diferentes hospitais podem ter protocolos e recursos distintos, o que poderia afetar a interpretação dos eventos que levaram à morte de Henry.

Possibilidade de erro médico
Uma das questões mais delicadas levantadas pelo Coronel Jairo é a possibilidade de que as lesões encontradas no corpo de Henry possam ter sido causadas ou agravadas pelo atendimento médico de emergência.

“Tem aí nós vamos chegar lá, tem 10.000, 12.000 massagens né, num corpinho de 4 anos”, disse o Coronel, sugerindo que as intensivas manobras de reanimação poderiam ter causado danos significativos. Ele argumenta que essas intervenções, incluindo múltiplas injeções de adrenalina e intubações, poderiam explicar algumas das lesões atribuídas a maus-tratos.
Implicações para o caso

Essas revelações têm implicações potencialmente sérias para o caso. Erros básicos em laudos periciais podem minar a credibilidade de toda a investigação. A possibilidade de que as lesões tenham sido causadas ou agravadas por procedimentos médicos de emergência abre uma nova linha de questionamento que poderia alterar significativamente a interpretação dos eventos que levaram à morte de Henry.
O Coronel Jairo e a defesa de Dr. Jairinho e Monique Medeiros já apresentaram recursos questionando a validade dos laudos periciais e solicitando uma reavaliação completa das evidências médicas. Há expectativa de que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro se manifeste sobre esses pontos nas próximas semanas.
Cronologia dos eventos
A cronologia dos eventos na noite da morte de Henry também foi posta em xeque. O Coronel Jairo apresentou uma série de questionamentos sobre o tempo que o menino passou com o pai biológico, Leniel Borel, antes de retornar para a casa da mãe e do padrasto.
“O pai entrega o filho todo vomitado e não o leva para socorrer. Por que isso não foi investigado?”, indagou o Coronel. Ele detalhou que Henry ficou com o pai das 9h de sábado até 19h30 de domingo, questionando o que teria acontecido nesse período. “Ninguém sabe a dinâmica. Foi pra piscina, foi pro parquinho, andou num carro. Por onde? Ninguém sabe a dinâmica”, argumentou.
Ele sugeriu que há inconsistências nos depoimentos e que nem todas as hipóteses foram devidamente investigadas, incluindo a possibilidade de que algo tenha acontecido enquanto Henry estava sob os cuidados do pai biológico e apresenta provas do avô de Henry dizendo que Leniel não era um pai presente e que o pai de Monique afirmava
também que Leniel não queria o divórcio para poder manter suas aparências, preferindo até que Monique se encontrasse com pessoas fora do casamento, mas sem se separar da mesma no papel.

Prints de conversas do Sr. Fernando a respeito, principalmente, do comportamento de Leniel (genro), que conviveu com ele durante 11 anos.
Conduta da polícia e do Ministério Público
Outro aspecto fortemente criticado pelo Coronel Jairo foi a conduta da polícia e do Ministério Público. Ele alega que houve violação de prerrogativas da defesa, com a realização de diligências sem a presença dos advogados e possível quebra de sigilo das comunicações entre os acusados e seus defensores.
“O delegado não foi ao apartamento, não foi ao velório, não foi a lugar nenhum. Tudo isso que prescreve são as premissas do inquérito”, afirmou o Coronel. Ele também criticou a forma como as informações foram vazadas para a imprensa, argumentando que isso prejudicou a imparcialidade do processo e violou o princípio da presunção de inocência.
Delegacia de Homicídios não cuidou do Caso
O Coronel questionou a competência da delegacia que conduziu o caso, argumentando que, por se tratar de um crime contra a vida, deveria ter sido investigado pela Delegacia de Homicídios. “Eles botaram na 16ª DP porque eles queriam ser protagonista disso e se deram bem, foram promovidos, ganharam medalha”, alegou.
Relação entre Dr. Jairinho e Henry
A relação entre Dr. Jairinho e Henry é outro ponto de controvérsia abordado na entrevista. Segundo o Coronel, existem evidências de que o relacionamento entre o padrasto e o menino era harmonioso, contradizendo a tese da acusação sobre um histórico de maus-tratos.
‘Jairinho e Monique se conheceram, namoraram durante 4 meses, moraram juntos durante 50 dias. Após a tragédia, permaneceram juntos até o dia da prisão, no dia 08/04′.
Monique é convicta em sua narrativa: “Jairinho estava dormindo em sono profundo,
pois toma vários remédios todos os dias para dormir e, Monique afirma que acordou Jairinho sacudindo o seu braço”

“O Henry cantava o jingle do Jairinho, dormia com o bonequinho dele. Ele foi para nossa casa de praia e ficou lá brincando, pulando. É mentira que não se davam bem”, afirmou o Coronel. Ele mencionou mensagens de texto, áudios e testemunhos que corroborariam essa versão.
Papel da imprensa
A entrevista também trouxe à tona questões sobre o papel da imprensa na cobertura do caso. O Coronel criticou o que ele considera ser uma narrativa unilateral, que teria ignorado o princípio do contraditório e da presunção de inocência.
Ele mencionou especificamente um livro publicado sobre o caso, questionando como a autora teve acesso a informações que nem mesmo a defesa possuía. “A mídia acompanhou isso e transformou o Jairinho em monstro. Uma repórter da Globo, que foi a primeira a falar, era amicíssima do subsecretário”, alegou o Coronel.

O Coronel Jairo também criticou a cobertura sensacionalista do caso, argumentando que a mídia contribuiu para criar uma imagem negativa de seu filho antes mesmo de um julgamento justo. “A notícia ruim, ela comprovadamente ecoa 10 vezes mais que uma boa”, lamentou.
Inconsistências nos depoimentos
Outro ponto abordado pelo Coronel Jairo foram as supostas inconsistências nos depoimentos de testemunhas-chave. Ele mencionou especificamente o caso da babá de Henry, argumentando que o tempo que ela passou com a família foi muito curto para que pudesse fazer afirmações contundentes sobre a dinâmica familiar.
“A babá, por exemplo, que chegou também no dia 15 de janeiro… você sabe que a babá foi babá do Henry por quanto tempo nesses dois meses? 18 horas”, afirmou o Coronel, questionando a validade do testemunho da babá como prova contra seu filho.
Ele também apontou contradições nos depoimentos de Monique Medeiros, sugerindo que ela pode ter sido pressionada a mudar sua versão dos fatos. “Agora ela já quer até mudar, por orientação do advogado. Aí ela fala assim: ‘Não, mas é que tinha um advogado do Jairinho’. Mentira, ela falou isso pra médica lá de manhã”, disse o Coronel.
Questionamentos sobre a prisão preventiva
O Coronel Jairo expressou sua indignação com a manutenção da prisão preventiva de seu filho e de Monique por quase 3 anos. Ele argumenta que essa situação viola princípios constitucionais e prejudica o direito de defesa dos acusados.
“Como é que pode ter um casal preso há quase 4 anos, que eles estão presos preventivamente? Quase 4 anos preventivamente, que é um absurdo, um absurdo”, declarou o Coronel. Ele questionou os motivos para manter Jairinho preso, considerando seu histórico como vereador e a ausência de antecedentes criminais.
Questionamentos sobre outros envolvidos
O Coronel Jairo também levantou questionamentos sobre a conduta de outros envolvidos no caso, incluindo o pai biológico de Henry, Leniel Borel. Ele sugeriu que o comportamento de Leniel após a separação de Monique merece ser investigado mais a fundo.
“Ele começou a virar marido e pai do Henry a partir de quando soube que a Monique estava com Jairinho. Aí ele tentou atrapalhar”, afirmou o Coronel. Ele também estranhou o fato após a entrega de seu filho a mãe juntamente com um policial acompanhando, Leniel teria voltado e ficado nas proximidades do condomínio onde Henry morava com a mãe e o padrasto na noite da morte do menino, um fato que, segundo ele, não foi devidamente investigado.
“Ele voltou no condomínio e ficou nas redondezas às 9:30. Ó, ele ficou ali nas redondezas de 9:30 até 10:16 ou 10:20. Que que ele ficou fazendo no condomínio?”
Preocupação com o Estado de Direito
Ao longo da conversa, o Coronel Jairo expressou preocupação com o que considera ser uma erosão do estado democrático de direito e dos princípios constitucionais, como a presunção de inocência e o direito a um julgamento justo. “Não estou pedindo favores, estou pedindo justiça”, afirmou ele, reiterando sua disposição em cooperar com as autoridades para o esclarecimento completo dos fatos.
O Coronel também fez uma reflexão sobre o impacto do caso na sociedade e no sistema judiciário. “Dizem que quando a casa do vizinho tá pegando fogo, a nossa corre perigo. Não esqueçam disso”, alertou, sugerindo que as irregularidades que ele alega ter identificado no processo contra seu filho poderiam se repetir em outros casos, ameaçando o estado de direito.
Expectativas futuras e pedidos de nulidade
A defesa de Dr. Jairinho e Monique Medeiros já apresentou recursos questionando diversos aspectos do processo. Há expectativa de que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro se manifeste sobre esses pontos nas próximas semanas.
O Coronel Jairo mencionou que foram feitos pedidos de nulidade do processo, baseados nas supostas irregularidades na condução da investigação e na coleta de provas. “Nós temos que ter cuidado se está acontecendo com o filho de um deputado que é vereador, médico, imagine com os outros o que que não vão fazer”, argumentou.
Ele também expressou esperança de que as instâncias superiores do judiciário possam corrigir o que ele considera serem erros no processo. “Eu sei que toda vez que essas coisas sobem com essas irregularidades, elas são resolvidas pelas cortes superiores”, afirmou.
Conclusão e reflexões finais
O Coronel Jairo concluiu a entrevista fazendo um apelo por uma análise mais criteriosa das evidências e por um julgamento imparcial. “Espero em Deus, quero continuar acreditando na justiça do meu país, quero continuar acreditando que moramos num estado democrático de direito”, declarou.
Ele reiterou sua disposição em continuar lutando pela inocência de seu filho, mesmo diante das adversidades. “Eu vou falar tudo para onde eles mandarem. E me mandar, eu vou falar tudo, tudo isso que eu tô falando aqui”, afirmou, demonstrando sua determinação em buscar o que considera ser a verdade sobre o caso.
Este caso, que já se arrasta por mais de 3 anos, promete novos capítulos. A entrevista do Coronel Jairo levanta questões importantes sobre a condução de investigações criminais de alta repercussão no país, o papel da mídia na formação da opinião pública e os limites entre a busca por justiça e o respeito aos direitos dos acusados.
A sociedade brasileira aguarda ansiosa por respostas que possam finalmente elucidar as circunstâncias da trágica morte do pequeno Henry Borel. Enquanto isso, o debate sobre o caso continua a dividir opiniões e a levantar questões cruciais sobre o funcionamento do sistema de justiça criminal no Brasil.

#CasoHenry #JustiçaParaHenry #DrJairinho #MoniqueMedeiros #CoronelJairo #InvestigaçãoCriminal #ContraditórioEAmplaDefesa #PresunçãoDeInocência #DireitoPenal #MídiaEJustiça
Por Ultima Hora em 23/11/2024
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
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