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Havaianas e IPÊ completam 20 anos de parceria – 11/10/2024 – Folha Social+

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Victória Pacheco

Animais da floresta amazônica ilustram a nova linha de chinelos criada pela Havaianas e pelo IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) para celebrar os 20 anos da parceria entre ambos. A coleção se soma a outros 60 modelos lançados em colaboração ao longo desse período, que retrataram 55 espécies ameaçadas de extinção.

Os protagonistas da linha de 2024 são o boto-cor-rosa, símbolo da Amazônia e um dos principais indicadores da saúde dos ecossistemas, e o papagaio maracanã-guaçu, ave fundamental para dispersão de sementes de árvores nativas.

Do total arrecadado com os mais de 16 milhões de pares vendidos ao longo dos 20 anos, R$ 10,6 milhões (7% das vendas líquidas) financiaram projetos de conservação da ONG na amazônia, na mata atlântica, no pantanal e no cerrado.

“A ideia desde o início era unir moda e responsabilidade socioambiental. Lançamos novas coleções todos os anos em parceria com o IPÊ porque entendemos que essa é uma forma de dar destaque à causa e conscientizar sobre a biodiversidade brasileira“, afirma Juliana Soncini, diretora de marca da Havaianas Brasil.

Andrea Peçanha, coordenadora da unidade de negócios da organização, conta que o principal desafio no início do projeto era promover um produto que desse holofotes à pauta ambiental quando o tema ainda era pouco debatido.

“Hoje, a pauta é considerada relevante e está presente nos noticiários todos os dias, mas 20 anos atrás não era assim. Tínhamos o dever de disseminar o valor da biodiversidade, que é o grande patrimônio do Brasil. Quando você coloca isso em chinelos, vendidos de Norte a Sul do país e no exterior, as pessoas começam a ter contato com espécies que elas nem sabiam que existiam.”

A parceria possibilitou que a ONG dedicada à proteção da biodiversidade por meio de pesquisa, educação e restauração florestal ampliasse sua escala de atuação.

“Há 20 anos, estávamos presentes na mata atlântica, mas não na amazônia, pantanal e cerrado, por exemplo. Hoje, nosso trabalho tem uma extensão muito maior. E o que nos deu essa tranquilidade para avançar foram os recursos sem restrição gerados a partir dessa parceria de marketing. Isso também deu projeção ao nome do IPÊ. Até então, pouco gente nos conhecia”, relata Peçanha.

Fundado em 1992 pelo casal Claudio e Suzana Padua, o IPÊ cria modelos de conservação de biodiversidade com benefícios socioeconômicos para a população das regiões atendidas. A organização foi vencedora do Prêmio Empreendedor Social, realizado por Folha e Fundação Schwab, em 2009.

“Já plantamos quase 8 milhões de árvores na mata atlântica e estamos avançando com projetos de restauração na amazônia também. Impactamos quase 20 mil pessoas por ano por meio de programas de educação ambiental e já beneficiamos centenas de famílias com projetos de geração de renda. Precisamos pensar em quem de fato vive nesses biomas”, afirma a coordenadora de negócios do IPÊ.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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