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‘Haverá mudanças’: Marco Rubio confirmado como secretário de Estado dos EUA | Notícias de Donald Trump
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2 anos atrásem
O gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a tomar forma, com o seu primeiro nomeado confirmado para um cargo: o legislador da Florida, Marco Rubio.
Na terça-feira, Rubio, 53, foi empossado como secretário de Estado, o principal diplomata do país e o cargo de mais alto escalão no gabinete, perdendo apenas para o vice-presidente e o presidente.
A cerimônia ocorreu após uma rara votação unânime no Senado para elevá-lo ao cargo.
Todos os 99 membros votaram a favor: o único voto que faltou na câmara de 100 assentos foi o próprio Rubio, que teve de renunciar ao cargo de senador para assumir o seu novo cargo.
Falando na cerimónia de tomada de posse, o vice-presidente JD Vance descreveu Rubio como um “afastamento necessário de uma geração de política externa falhada”.
“Ele é um buscador bipartidário de soluções, um cara que pode realmente fazer as coisas, mas um conservador de grandes princípios e visão”, disse Vance. “E acho que mais do que qualquer pessoa que conheci em Washington nos últimos anos, creio que o senador Rubio entende as prioridades distintas do presidente Trump.”
Mas o que Rubio se comprometeu a fazer em sua nova função? E o que a cerimônia de terça-feira revelou sobre o diplomata recém-nomeado? Aqui estão três lições.
Rubio defende funcionários do Departamento de Estado
Nas suas primeiras observações como secretário de Estado, Rubio elogiou os funcionários federais que conduzem as operações diárias no Departamento de Estado dos EUA, a agência executiva que agora está encarregado de dirigir.
“É uma honra extraordinária e um privilégio servir nesta função, estar aqui – francamente, para supervisionar o maior, mais eficaz, mais talentoso e mais experiente corpo diplomático da história do mundo”, disse Rubio.
“Quero também agradecer ao pessoal contratado localmente, aos nacionais dos países que trabalham connosco”, acrescentou. “Sem a ajuda deles, sem o apoio deles, seria impossível para nós conduzirmos a nossa missão.”
As observações de Rubio ocorrem num momento delicado para os funcionários públicos federais, quando Trump assume o cargo com uma série de ações executivas destinadas a controlar a burocracia governamental.
Apenas um dia antes, no primeiro dia do seu segundo mandato, Trump ameaçou despedir os funcionários que considera leais ao seu antecessor, o democrata Joe Biden.
“Para obter o controle imediato da vasta burocracia federal fora de controle, implementarei um congelamento imediato da regulamentação, que impedirá os burocratas de Biden de continuarem a regular”, disse Trump aos apoiadores reunidos na Capitol One Arena, em Washington, DC.
“A maioria desses burocratas está sendo demitida. Eles se foram. Deveriam ser todos eles, mas alguns conseguem escapar.”
Por outro lado, Rubio assumiu sua nova função defendendo o trabalho do Departamento de Estado e elogiando seus funcionários.
“Não há outra agência no mundo, não há outra agência em nosso governo, que eu prefira liderar por causa do talento reunido aqui nesta sala e daqueles que assistem ao redor do mundo”, disse ele.

Rubio promete avançar ‘América Primeiro’
Ainda assim, Rubio reafirmou mais uma vez o seu firme compromisso com o avanço da plataforma política “América em Primeiro Lugar” de Trump e alertou que, como resultado, as mudanças chegariam ao Departamento de Estado.
“Haverá mudanças, mas as mudanças não pretendem ser destrutivas. Eles não foram feitos para serem punitivos”, disse ele ao público em sua posse, composto em grande parte por funcionários do Departamento de Estado.
Rubio delineou uma visão em que o Departamento de Estado assume um papel de liderança nos assuntos governamentais.
“Às vezes, o Departamento de Estado foi relegado a um papel secundário porque alguma outra agência pode agir mais rapidamente ou parece ser mais ousada ou mais criativa”, disse Rubio.
“Não é sua culpa. Mas vamos mudar isso. Queremos estar no centro. Queremos estar no centro da forma como formulamos a política externa.”
O antigo senador explicou que o papel do departamento no futuro seria mais voltado para dentro, procurando elaborar políticas que tornassem os EUA “mais fortes, mais seguros ou mais prósperos”.
Ele também aconselhou os funcionários a encararem a eleição de Trump para um segundo mandato em Novembro como um mandato para centrar as prioridades dos EUA.
“A nossa função, em todo o mundo, é garantir que temos uma política externa que promova o interesse nacional dos Estados Unidos”, disse ele, acrescentando: “Espero que todas as nações do mundo promovam os seus interesses nacionais”.

Equilibrando o falcão com a paz
Mas apesar de seu tom unificador na terça-feira, Rubio enfrentou manifestantes enquanto participava das audiências do Senado sobre sua nomeação na semana passada.
“Pequeno Marco, tire as mãos do nosso país!” gritou um manifestante, denunciando o envolvimento dos EUA em “guerras eternas”.
Outro, falando espanhol, criticou as políticas duras dos EUA no exterior: “As sanções de Marco Rubio estão matando crianças na Nicarágua, Cuba e Venezuela”.
Rubio evitou as interrupções com comentários alegres. “Eu entendo os manifestantes bilíngues”, brincou o legislador, filho de imigrantes cubanos. Ele será o primeiro latino a servir como secretário de Estado.
Mas os protestos lembraram a reputação de Rubio como um falcão da política externa, conhecido pela sua postura agressiva para com os adversários dos EUA no estrangeiro.
Um alvo específico durante as audiências de confirmação de Rubio foi a China, que sancionou o político da Florida pelo seu apoio à autonomia de Hong Kong. Ele disse aos senadores na semana passada que acreditava que a rivalidade entre EUA e China “definiria o século 21”.
“O Partido Comunista da China que lidera a RPC (República Popular da China) é o adversário mais potente e perigoso que esta nação já enfrentou”, disse Rubio.
Ele explicou que a ameaça da China superava a do rival dos EUA na Guerra Fria, a União Soviética.
“Eles têm elementos que a União Soviética nunca possuiu. Eles são o nosso adversário e concorrente tecnológico, um concorrente industrial, um concorrente económico, um concorrente geopolítico, um concorrente científico agora – em todos os domínios.”
Ainda assim, apesar da sua postura agressiva, Rubio disse aos funcionários do Departamento de Estado na terça-feira que planeava cumprir as promessas de Trump de proporcionar a paz mundial.
“É isso que nos esforçamos para fazer: promover a paz em todo o mundo porque isso é do nosso interesse nacional”, disse Rubio. “Sem paz, é difícil ser uma nação forte, uma nação próspera.”
Ele, no entanto, admitiu que “haverá conflito”. Ao explicar como via a política dos EUA no estrangeiro, fez eco da retórica popular entre a direita cristã: nomeadamente, que os EUA se baseiam num mandato religioso.
“No final das contas, somos uma nação fundada sobre um princípio poderoso. E esse princípio poderoso é que todos os homens são criados iguais porque os nossos direitos vêm de Deus, o nosso criador – não das nossas leis, não dos nossos governos”, disse Rubio.
“Esperamos que o mundo inteiro possa um dia viver sob isso. E seremos sempre, sempre fortes defensores desse princípio.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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