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Hobby consciente reduz tempo na tela e negatividade – 31/01/2025 – Equilíbrio

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É uma imagem familiar para muitos de nós: depois de um longo dia de trabalho, ficamos grudados no sofá com o telefone na mão. Talvez, por horas a fio. O que começa como uma maneira de relaxar a mente ou ficar por dentro das notícias, rapidamente se transforma em horas gastas compulsivamente em “doomscrolling” —ou seja, o ato de ficar rolando a tela por uma quantidade excessiva de tempo nas mídias sociais, consumindo conteúdo extremamente negativo. O medo de perder algo é o que leva muitos de nós a continuar fixados na tela.

Embora possa parecer que o doomscrolling —também chamado de ‘rolagem do desespero ou da desgraça’ devido ao material negativo que se absorve —ajuda você a se manter informado, pesquisas mostram que isso frequentemente resulta em considerável sofrimento psicológico. Em última análise, leva a um menor bem-estar mental, menor satisfação com a vida e menor engajamento no trabalho.

Mas, há muitas maneiras de acabar com esse mau hábito —e uma delas, em que as pessoas substituíram com sucesso o tempo gasto em seus telefones, é com um hobby.

Ao tomar a decisão consciente de mudar a nociva rotina —como pegar o telefone e ficar horas navegando na internet e lidando com desgraças —você pode substituí-la por algo mais gratificante.

Ter um hobby depois do trabalho está relacionado a um melhor bem-estar e pode contribuir para reduzir o estresse.

Atividades criativas, em particular, são conhecidas por encorajar um senso de realização pessoal por meio do desenvolvimento de novas habilidades. A realização pessoal é importante para a resiliência emocional.

Alguns dos passatempos mais benéficos para tentar para quebrar o doomscrolling são aqueles que incentivam a atenção plena. Isso significa, simplesmente, estar concentrado no que você está fazendo naquele momento– seja colorindo, tricotando ou costurando.

Mindfulness é a prática de focar a atenção no momento presente e vivenciar seus pensamentos e sentimentos sem julgamento. Não é, necessariamente, sobre limpar a mente, mas sobre se envolver em uma atividade com a atenção total, e não se distrair com outros pensamentos.

Aqui estão algumas maneiras pelas quais hobbies conscientes podem ajudar você a acabar com o hábito de rolar a tela.

1. Prendem a atenção de forma positiva

Quando você está concentrado em um trabalho manual, suas mãos estão ocupadas e, você, muito envolvido, esquece de pegar o telefone. Hobbies criativos que exigem atenção, como tricô ou colorir, também podem atuar como uma “atividade de fluxo”, quando você perde a noção do tempo e se sente totalmente imerso no que está realizando. Isso pode ser um ótimo antídoto para perder horas passando por mídias sociais e absorvendo toxicidade.

2. São calmantes

Muitas pessoas que têm um hobby criativo dizem que as ações físicas repetitivas são meditativas e calmantes. Os artesanatos também podem apoiar a regulação saudável das emoções –nossa capacidade de gerenciar e responder a experiências emocionais. Acalmar seu sistema nervoso pode neutralizar a tensão desencadeada pelo doomscrolling.

3. Proporcionam uma sensação de realização

O doomscrolling pode fazer com que as pessoas sintam perda de controle, enquanto hobbies conscientes proporcionam o contrário, uma sensação de controle junto com resultados tangíveis —seja um desenho colorido, um cachecol de tricô ou talvez uma bugiganga bordada.

A realização é considerada um dos principais ingredientes do bem-estar psicológico –e é um remédio essencial para a angústia.

4. Reduzem o estresse e a ansiedade

A arte oferece uma pausa na ruminação. Apenas dez minutos de coloração consciente regular —pelo menos três vezes por semana durante duas semanas— pode reduzir a ansiedade e os sentimentos de mau humor, além de melhorar a qualidade de vida.

Hobbies criativos também podem reduzir significativamente os níveis do nosso hormônio do estresse, o cortisol, o que promove uma sensação de relaxamento.

5. Oferecem um sentimento de pertencimento

Ao se envolver em um novo hobby, você também se junta a uma comunidade de pessoas com interesses semelhantes. Isso abre espaço para interações sociais mais positivas, e o senso de pertencimento está ligado a um melhor bem-estar.

Escolhendo o hobby certo

Atividades como colorir, tricotar, costurar e fazer crochê são um bom lugar para começar, pois envolvem movimentos repetitivos e relaxantes, juntamente com uma sensação de realização. Claro, você deve escolher um hobby que acha que vai gostar, pois não criará novos hábitos fazendo atividades que não quer fazer.

Aqui estão algumas outras coisas que você pode fazer para ter a melhor chance de sucesso

Comece com pequenas metas. Definir ativamente uma pequena e possível mudança de comportamento pode aumentar seu sucesso na construção de novos hábitos positivos.

Então, para começar, escolha um projeto simples que não seja muito difícil de concluir —como colorir uma única página ou tricotar um pequeno quadrado. Ou defina uma meta de passar de 10 a 20 minutos por dia em seu hobby depois do trabalho antes de pegar o telefone. Vitórias iniciais e alcançáveis levam a uma sensação de realização e mantém você motivado.

Defina limites em torno do uso do telefone. Crie uma “zona livre sem telefone” e reserve um tempo para seu hobby. Isso ajudará a remover a tentação de rolar a tela e oferecerá um ambiente mais calmo para a criação.

Esteja presente. Observe as cores, texturas e movimentos envolvidos no que você está fazendo. Se sua mente começar a divagar, gentilmente traga seu foco de volta para a atividade que está praticando.

Participe de uma comunidade. Seja online ou pessoalmente, conectar-se com outras pessoas que têm o mesmo hobby pode aumentar seu senso de pertencimento e torná-lo ainda mais agradável. Isso também pode promover interações online mais positivas.

Quebrar seu hábito de rolar a tela não significa que você tem que abandonar completamente as mídias sociais. Mas trocar a rolagem por hobbies conscientes em seu tempo livre permite que estabeleça limites significativos e crie hábitos positivos. Ao priorizar seu bem-estar e se envolver com informações de forma equilibrada, seu cérebro obtém uma “pausa mental” de todo o conteúdo negativo.



Leia Mais: Folha

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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