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Homem armado preso perto do comício de Trump na Califórnia planejava matá-lo, diz polícia | Eleições nos EUA 2024

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Edward Helmore

Um homem armado com armas, imprensa falsa e passes VIP foi detido pelas autoridades num comício de campanha na Califórnia, no sábado, por Donald Trump.

O suspeito, identificado como Vem Miller, foi interceptado pela polícia em um posto de controle a cerca de 800 metros da entrada do comício em Coachella Valley, Califórniapouco antes do início da manifestação, disse a polícia no domingo.

“Provavelmente impedimos outra tentativa de assassinato”, disse o xerife do condado de Riverside, Chad Bianco, acrescentando que Miller estava conspirando para matar Trump.

A polícia disse que Miller carregava uma espingarda carregada, uma pistola e um carregador de alta capacidade e acredita-se que ele seja membro de uma organização antigovernamental de direita.

Ele possui mestrado na UCLA e em 2022 concorreu Nevada assembleia estadual. Bianco disse que Miller se considera um cidadão soberano, um grupo de pessoas que não acreditam estar sujeitos a quaisquer estatutos governamentais, a menos que consintam com eles.

Bianco disse que a carteira de identidade de Miller foi suficiente para levantar suspeitas na segurança local do comício. “Eles eram diferentes o suficiente para causar alarme aos deputados”, disse ele, de acordo com o Riverside Press-Enterprise.

Miller foi autuado por possuir uma arma de fogo carregada e um carregador de alta capacidade – e foi libertado após pagar fiança de US$ 5.000, mostram os registros policiais.

O Serviço secreto divulgou um comunicado dizendo que foi informado da prisão: “O incidente não afetou as operações de proteção. O Serviço Secreto estende a sua gratidão aos deputados e parceiros locais que ajudaram na salvaguarda dos acontecimentos da noite passada.”

O xerife Bianco disse ao canal que não esperava um terceiro atentado contra a vida de Trump, ocorrido depois de um comício em Butler, Pensilvânia, em julho, quando Trump foi atingido de raspão por uma bala assassina, e a prisão de um homem com um rifle escondido nos arbustos perto da casa de Trump. Campo de golfe de Palm Beach em setembro.

“Achei que isso não iria acontecer no condado de Riverside”, disse Bianco. “Não temos os mesmos problemas doentios e protestos violentos como em Los Angeles. Somos melhores que isso. Vai entender.

Bianco disse que funcionários do Serviço Secreto dos EUA disseram que seu departamento foi “acima e além” em seus esforços para proteger Trump e outros que participaram do comício.

Bianco também disse que o FBI está interrogando outro homem depois que cães detectores de bombas o identificaram “repetidamente” como possivelmente perigoso. Esse homem não foi autorizado a participar do comício, disse Bianco.

Miller está programado para comparecer ao centro de justiça Indio Larson em 2 de janeiro de 2025, de acordo com o banco de dados de presidiários do departamento do xerife do condado de Riverside.





Leia Mais: The Guardian

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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