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Homem cego que vive de amolar facas pede ajuda para conseguir aposentadoria em Cruzeiro do Sul

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O autônomo José Maik dos Santos Araújo, 25 anos, tem problema congênito de visão e parou de enxergar totalmente há 8 anos, mas vive de amolar facas na sua residência, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, em Cruzeiro do Sul.

Apesar da atividade de risco e sem poder enxergar, ele manipula as facas com uma maestria impressionante e ele conta que nunca teve um acidente grave de trabalho mesmo sendo deficiente visual.

“Só levei uns arranhões, mas nada grave. Enquanto eu enxergava limpava quintais e tinha muita habilidade para amolar os terçados”, contou, ele cobra R$ 1 por cada faca afiada.

O material que utiliza é simples: uma pedra, uma lima e é com esse dinheiro que ele e a mulher sobrevivem.

O casal pede ajuda com alimentos e roupas, mas o que José Maik necessita com maior urgência é de um advogado que consiga resolver questões junto ao INSS, para que consiga a aposentadoria. ”Eu e minha mãe de criação já tentamos no INSS e na justiça, mas não conseguimos nada. Preciso de um advogado de bom coração pra me ajudar a me aposentar e ter uma vida mais digna porque eu vivo das facas e da ajuda das pessoas”, relatou.

O drama de Maik começou antes mesmo de ele nascer. A mãe, que não teve o nome identificado, foi vítima de estupro e tomou remédio para interromper a gravidez, o que teria afetado o cérebro e por consequência a visão de Maik.

No entanto, Maik foi adotado e morava com a mãe de criação, Maria da Glória, até pouco tempo, antes de conhecer a esposa, Karla, 48 anos.

“Eu pedi muito a Deus que mandasse alguém pra me amar de verdade e não só ter pena de mim e ele me mandou a Karla, que é o amor da minha vida e me dá muita força”, descreveu.

Quem quiser ajudar Maik pode ligar no número (68) 99607-8304.

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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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