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Homem condenado por estuprar e assassinar médico de Calcutá condenado à prisão perpétua

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Manifestantes reúnem-se em frente ao tribunal de Calcutá em 18 de janeiro de 2025, durante o julgamento de um homem condenado por violar e matar um médico em agosto.

Enquanto o crime chocou a Índiaonde a violência sexual contra as mulheres é comum, um tribunal indiano condenou na segunda-feira, 20 de janeiro, à prisão perpétua um homem condenado pela violação e homicídio de um médico em Calcutá. Os pais da vítima, que haviam pedido a condenação do assassino à morte por enforcamento, declararam, aos prantos, que seriam “chocado” pela pena imposta.

O juiz, Anirban Das, decidiu que este crime não merecia a pena de morte porque não era o “o mais raro dos casos raros”. Ele ordenou que Sanjoy Roy, 33 anos, voluntário que trabalha no hospital de Calcutá onde o corpo ensanguentado do praticante de 31 anos foi descoberto, passasse a vida atrás das grades. Preso em agosto, um dia após o crime, e considerado culpado no sábado pelo mesmo tribunalele proclamou sua inocência durante todo o julgamento, alegando ter sido ” armadilha “.

O seu advogado, Kabita Sarkar, disse que pretendia recorrer, acreditando que o seu cliente não estava “mentalmente equilibrado”. O pai da vítima que, tal como a sua esposa, queria que Sanjoy Roy fosse executado por enforcamento, declarou que queria ” continuar (o) combate ». “Não vamos deixar as investigações pararem (…) aconteça o que acontecer, lutaremos por justiça. » A identidade de nenhum dos familiares não foi revelada, de acordo com a lei indiana sobre violência sexual.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Estupro e assassinato de médico chocam Índia

Esta tragédia provocou indignação em todo o país e parte da equipe de enfermagem entrou em greve e havia se manifestado, exigindo medidas de segurança mais rígidas nos hospitais públicos. No final deste movimento, o Supremo Tribunal ordenou a criação de um grupo de trabalho composto por médicos, encarregado de preparar um plano para prevenir a violência nos hospitais, onde as condições de trabalho são muitas vezes deploráveis.

“A justiça não foi feita”

O julgamento foi acelerado porque o sistema de justiça indiano costuma ser lento. Nas semanas que se seguiram a este crime, a atitude das autoridades locais e a condução da investigação também foram alvo de fortes críticas. O chefe da polícia de Calcutá e vários funcionários regionais de saúde foram demitidos.

Esta tragédia recordou a sofrida por uma jovem num autocarro na capital Nova Deli em 2012, que pôs em evidência o pesado silêncio em torno da violência sexual no país mais populoso do planeta, as deficiências do seu sistema judicial na luta contra a violação e , além disso, o tratamento dispensado às mulheres na sociedade indiana. Sob pressão da opinião pública, o governo endureceu a legislação sobre violência sexual, promulgando mesmo a pena de morte para reincidentes. Os quatro homens considerados culpados pelo estupro coletivo da estudante foram executadospor enforcamento, em março de 2020.

Na segunda-feira, milhares de pessoas reuniram-se perto do tribunal cantando “Enforque-o!” enforque-o! ». Rimjhim Sinha, 34 anos, que ajudou a organizar inúmeras manifestações para exigir justiça e melhor proteção para as mulheres antes do julgamento, disse “profundamente decepcionado” pela pena imposta. “Este é um crime diabólico, um caso extremo de perversão”segundo ela, considerando que“já é hora de a Índia conter a onda de estupros e assassinatos que continua a aumentar”. Aniket Mahato, médica e porta-voz dos jovens médicos que observou semanas de greve no ano passado, sente que “a justiça não foi feita.”

O mundo com AFP

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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