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Homem fura falsa blitz, é preso e faz pedido de casamento algemado no AC: ‘fiquei paralisada’

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A última manhã de 2020 na cidade de Mâncio Lima, interior do Acre, foi marcada por perseguição policial, confusão, uma suposta prisão e um inesperado pedido de casamento em plena praça pública. Digno de cena de filme.

Foi assim que o autônomo Marcos Paulo, de 25 anos, pediu a namorada Mari Souza, de 37, em casamento no Centro da cidade. Ele combinou com uma equipe da Polícia Militar de ser preso, após furar uma blitz. Algemado, ele entrou na viatura, pegou as alianças e fez o pedido.

Tudo isso sob o olhar assustado de Mari, que estava com o namorado dentro do carro, e ficou sem entender nada, e da população que fazia as últimas compras para o Ano Novo. A cena foi filmada por moradores e uma equipe de filmagem contratada pelo autônomo.

Ainda sem acreditar no que aconteceu, Mari contou ao G1 que nem lembra o que respondeu no momento do pedido de tanto nervosismo.

“Não sei nem se disse sim na hora. Fiquei tão paralisada que quando o carro parou e vi a polícia, começou aquele negócio, todo mundo filmando, comecei a tremer e quase passei mal. Me deu vontade de pegar o buquê e bater nele”, falou entre risos.

Mari e Marcos Paulo estão juntos há dois anos e já moram na mesma casa, em Cruzeiro do Sul, cidade vizinha. Os dois são pais de uma menina de sete meses e naturais de Mâncio Lima. Segundo Mari, o pedido de casamento era o que faltava para oficializar a união.

“Não temos data ainda para o casamento, minha bebê tem sete meses e vamos esperar ela andar para entrar com as alianças”, frisou.

Suposta prisão

O plano para pedir a namorada em casamento começou a ser organizado há três dias. Marcos Paulo explicou que sempre quis fazer algo especial e que chamasse atenção de Mari e também da população.

Mas, para isso, precisava da ajuda da PM-AC. Foi aí que ele falou com o sargento Tutimés Rodrigues, que também é primo dele, e contou o plano. O sargento, então, passou a situação para o comandante da PM na cidade, que autorizou, e colocou a ideia em ação.

“Ele falou para mim, falei com o comandante e ele disse que sim, que podia fazer. Foi tudo feito com segurança e sem problemas”, destacou.

Tudo começou quando o casal foi para Mâncio Lima para passar o revéillon com os familiares. Na manhã desta quinta, Marcos chamou Mari para ir até às margens do rio para fazer umas fotos.

Marcos Paulo chegou a ser algemado e quase não consegue mais tirar o equipamento, que estava sem chave — Foto: Reprodução

Pedido e algemas sem chaves

A PM-AC tinha montado uma blitz em umas das ruas que o casal ia passar. Ao avistar a equipe, que deu ordem de parada, Marcos acelerou o carro e não parou.

“Chamei ela para fazer uma sessão de fotos para a virada de ano. Marquei com meu primo e combinamos dele fazer uma blitz em frente de um posto de gasolina, eu furava, fazia a perseguição até o centro comercial e lá eu fazia o pedido”, relembrou.

A desculpa dada por Marcos Paulo à noiva para não parar o veículo era que tinha esquecido a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ao chegar no local combinado, ele desceu do veículo, fingiu desobedecer os policiais e foi algemado.

“Descemos do carro, tivemos uma discussão, me revistaram e fiquei alterado. Me deram voz de prisão e me levaram para o carro. Lá estava o buquê de flores e as alianças”, revelou.

O Centro da cidade parou para assistir ao pedido de Marcos Paulo. Como bom romântico, ele se ajoelhou ao lado do carro da PM e perguntou se Mari queria casar com ele. Segundo ele, a resposta foi sim.

“Foi tudo filmado. Ela disse sim, certeza. A ideia foi toda minha. As pessoas sempre perguntavam se tinha pedido em casamento e eu já vinha planejando em algo diferente”, disse.

Feito o pedido e aliança no dedo, era hora de Marcos Paulo tirar as algemas e acabar com a encenação. Mas, a chave que a equipe tinha não abria o equipamento e o autônomo teve que ficar alguns minutos algemado até a outra chave chegar.

“Pior que foi. Essa algema que colocaram em mim a chave estava no quartel e tiveram que ir buscar. Mas, não que atrapalhasse. Deu tudo certo, graças a Deus”, finalizou.

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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