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Hospitais no norte de Gaza sob fogo israelense enquanto ataque em Jabalia mata 33 | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
As forças israelenses avançam para o centro de Jabalia enquanto tanques cercam três hospitais prendendo pacientes e civis.
Pelo menos três hospitais parcialmente funcionais, que tratam de pacientes gravemente feridos e abrigam milhares de civis palestinos deslocados no norte de Gaza, estão atualmente sob intenso fogo israelense, como o cerco a Jabalia entra na sua terceira semana, com pelo menos mais 33 pessoas mortas nos últimos ataques a várias casas.
Forças israelenses bombardearam o Hospital al-Awda em Jabalia na manhã de sábado, e também bombardearam Kamal Adwan e os hospitais indonésios em Beit Lahiya nas últimas horas, relataram correspondentes da Al Jazeera.
Pelo menos uma pessoa foi morta e várias outras ficaram feridas no ataque à entrada do laboratório do Hospital Kamal Adwan, disse o Ministério da Saúde de Gaza.
Em outro ataque israelense ao campo de refugiados de Maghazi, no centro de Gaza, pelo menos 11 pessoas foram mortas, informou a agência de notícias oficial palestina WAFA no sábado, acrescentando que ainda há pessoas desaparecidas sob os escombros. Ao todo, pelo menos 67 palestinos foram mortos em Ataques israelenses em Gaza nas últimas 24 horas, segundo autoridades do enclave.
Tarek Abu Azzoum, da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, disse que testemunhas no norte de Gaza lhe disseram que o terceiro e quarto andares do Hospital Indonésio, bem como o seu pátio, foram atingidos, resultando em “uma série de vítimas”. ”.
Pelo menos 40 pacientes estão presos dentro do hospital e tanques israelenses o cercaram, disse ele.
Entretanto, o ataque ao Hospital al-Awda cortou a energia das instalações médicas. Testemunhas também disseram a Abu Azzoum que a situação em outras partes de Jabalia “deteriorou-se gravemente” desde sexta-feira.
“Eles disseram que estão cercados por tanques israelenses e que a destruição está por toda parte. Disseram que o cheiro da morte está em todos os cantos do campo de refugiados de Jabalia”, acrescentou.
“Temos que lembrar que Jabalia já está sob um cerco paralisante, sem comida e água entrando na área pelo 15º dia”, disse Abu Azzoum.
As comunicações e os serviços de Internet foram cortados, interrompendo as operações de resgate, disse ele, acrescentando que as forças israelitas têm avançado ainda mais para o centro de Jabalia e lutado com as forças do Hamas.
Entretanto, as autoridades palestinianas alertaram que o número de mortos nos últimos ataques em Jabalia poderia aumentar, já que se acredita que algumas pessoas ainda estejam presas sob os escombros.
A agência de notícias oficial palestina, Wafa, disse que crianças estavam entre os 33 mortos confirmados. Pelo menos 85 outras pessoas ficaram feridas, algumas gravemente, aumentando o temor de mais mortes.
Os militares israelitas afirmaram que a sua operação em Jabalia visa impedir o reagrupamento dos combatentes do Hamas para mais ataques. Mas o Ministério da Saúde de Gaza disse que a maioria das pessoas mortas eram civis.
Na sexta-feira, as autoridades de saúde apelaram ao envio imediato de combustível, material médico e alimentos para os três hospitais do norte de Gaza, que estão sobrecarregados pelo número de pacientes e feridos.
A Organização Mundial da Saúde também acusou Israel de impedir que pelo menos 50 médicos especialistas pertencentes a oito grupos entrassem em Gaza, o primeiro caso de organizações inteiras sendo impedidas de participar em esforços humanitários no território sitiado.
O Norte de Gaza, outrora o lar de mais de metade dos 2,3 milhões de habitantes do território, foi bombardeado e reduzido a escombros na primeira fase do ataque de Israel há um ano. Mais de 42 mil palestinos foram mortos no genocídio de Israel em Gaza até agora, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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