ACRE
Hungria pede à UE que retire imunidade parlamentar à eurodeputada italiana Ilaria Salis | Hungria
PUBLICADO
2 anos atrásem
Lorenzo Tondo
A Hungria apelou à UE para retirar a imunidade parlamentar à eurodeputada italiana Ilaria Salis, que foi detida durante 16 meses em Budapeste após um alegado ataque a neonazis.
O caso de Salis, 39 anos, professora de Monza, perto de Milão, provocou protestos diplomáticos e raiva na Itália depois que ela foi levado a tribunal em Janeiro passado na Hungria, acorrentadocom as mãos algemadas e os pés travados juntos.
Salis foi preso em Budapeste em fevereiro de 2023, após uma contramanifestação contra uma manifestação neonazista, e acusado de três acusações de tentativa de agressão e de filiação a uma organização de extrema esquerda. Ela negou as acusações, que acarretavam pena de prisão de até 11 anos.
Em um carta para seu advogado ela descreveu células infestadas com ratos e insetose disse que ela não tinha permissão para se lavar por dias seguidos, nem recebia cuidados médicos urgentes.
Em maio, Salis recebeu prisão domiciliar em Budapeste e, no mês seguinte, ganhou um assento no parlamento da UE como candidata pela Aliança dos Verdes e da Esquerda, garantindo-lhe imunidade de acusações. Ela foi libertada da prisão domiciliar e retornou à Itália em junho.
Na terça-feira, representantes do partido Fidesz do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disseram numa sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo que Budapeste tinha solicitado formalmente a retirada da imunidade parlamentar de Salis.
Salis escreveu numa nota: “Como já afirmei repetidamente, espero que o parlamento opte por defender o Estado de direito e os direitos humanos sem ceder à arrogância de uma ‘democracia iliberal’ com tendências autocráticas, que, através das palavras do seu próprios líderes, já me declarou culpado em diversas ocasiões antes de qualquer veredicto.”
Acrescentou: “Não é por acaso que a transmissão do pedido ao parlamento tenha ocorrido no dia 10 de outubro, um dia após a minha intervenção na sessão plenária da presidência húngara, onde critiquei fortemente as ações de Orbán. O que está em jogo não é só o meu futuro pessoal, mas também e sobretudo o futuro daquilo que queremos Europa ser.”
Reagindo via X a essa declaração, o porta-voz do governo húngaro, Zoltán Kovács, acusou Salis de “agir como se fosse uma espécie de vítima”, dizendo que era “não apenas desconcertante, mas também totalmente nojento”.
Ele acrescentou: “Deixe-me esclarecer novamente: você não foi preso por suas ‘opiniões políticas’, você foi preso e levado a julgamento por casos de agressão armada a cidadãos húngaros inocentes”.
O pedido dos parlamentares húngaros já foi comunicado à presidente do parlamento europeu, Roberta Metsola. O pedido será então anunciado no parlamento e encaminhado à comissão parlamentar competente.
O processo antes de chegar à votação final no parlamento pode levar até quatro meses.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
Relacionado
ACRE
Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login