ACRE
IA chinesa DeepSeek passa ChatGPT em downloads – 27/01/2025 – Mercado
PUBLICADO
1 ano atrásem
Nelson de Sá
O aplicativo de inteligência artificial da chinesa DeepSeek saltou para o primeiro lugar na lista de downloads da loja da Apple nos Estados Unidos, nesta segunda.
O modelo lançado pela empresa chinesa na semana passada foi saudado pelo investidor e engenheiro americano Marc Andreessen, referência histórica do Vale do Silício, como “o momento Sputnik da inteligência artificial”. A expressão se refere ao lançamento do satélite soviético em 1957, que levou os EUA à corrida espacial.
Na verdade, a apresentação do modelo anterior de IA pelo DeepSeek, há perto de um mês, já vinha provocando reação por parte de empresas americanas –e também chinesas.
As ferramentas são disponibilizadas gratuitamente no site da DeepSeek, inclusive no Brasil e em português, e permitem ações como: tradução e geração de textos, análise de grandes volumes de dados e projeções, auxiliar na pesquisa e “até na redação de trabalhos acadêmicos”, escrever códigos em linguagens como Python, automatizar suporte para atendimento a clientes etc.
Mais importante, tanto o modelo anterior (V3) como o da semana passada (R1) têm desempenho semelhante ou, em cada vez mais áreas, superior àquele do ChatGPT, da OpenAI, e do Llama, da Meta. E com custo declaradamente muito menor.
O site The Information, hoje o principal veículo noticioso de tecnologia, informou que a Meta, de Mark Zuckerberg, criou grupos especializados de pesquisadores para entender como a DeepSeek cria seus modelos, para usar o conhecimento em sua própria produção.
O impacto da DeepSeek nas big techs americanas já se evidenciou na entrevista de Zuckerberg ao podcast de Joe Rogan, no último dia 11. Por iniciativa própria, o empresário falou que “tem esse ótimo modelo chinês que acabou de sair, dessa empresa, DeepSeek, eles estão fazendo um trabalho muito bom, é um modelo muito avançado”.
E partiu de imediato para o ataque: “Se você pedir alguma opinião negativa sobre Xi Jinping, ele não lhe dará nada”. Foi a primeira de uma série de tentativas de questionar a DeepSeek, seguida de respostas na própria comunidade americana de tecnologia.
No caso, o investidor americano de origem chinesa Kevin Xu, que foi da Casa Branca e do Departamento de Comércio no governo Barack Obama, testou e descobriu que, quando baixado no notebook, o modelo da DeepSeek responde ao ser questionado sobre o líder chinês:
“Em termos de direitos humanos, alguns críticos argumentam que Xi reprimiu de forma mais dura do que líderes chineses anteriores em várias áreas como liberdade de mídia”. Em suma, fora da China e da nuvem da empresa, os modelos da DeepSeek sabem e podem oferecer tanto quanto seus concorrentes, inclusive sobre Xi.
Na semana passada, o fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, foi a principal atração de um encontro de especialistas em tecnologia com o primeiro-ministro Li Qiang, que surgiu sorridente na conversa com o empresário, na transmissão da rede CCTV.
Paralelamente, a agência oficial Xinhua despachou um texto sobre a DeepSeek, destacando que “os avanços da inteligência artificial da China frustram a política de repressão dos EUA”.
É o que afirmam os próprios especialistas americanos. Paul Triolo, vice para China e tecnologia na consultoria estratégica ASG, de Washington, diz que “a DeepSeek aponta para as fraquezas na abordagem do governo Joe Biden, que partia do pressuposto de que os modelos avançados só podem ser produzidos” com grande quantidade de chips de ponta.
A empresa chinesa “demonstra o potencial de um pequeno grupo de engenheiros, muito capazes, para alavancar recursos limitados e desenvolver inteligência artificial avançada”. E seus modelos de código aberto podem agora ser adotados por desenvolvedores ao redor do mundo, tirando mercado dos concorrentes americanos.
Triolo enfatiza que a DeepSeek está nos primeiros passos e é preciso aguardar o teste do tempo, para saber se seu custo baixo será, de fato, viável. Ele mesmo acrescenta, porém, que o modelo V2, em meados do ano passado, já causou impacto ao se aproximar do desempenho do Llama 3, da Meta.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
Relacionado
ACRE
Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login