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IA faz pesquisadores encontrarem mais 300 novos geoglifos em Nazca, no Peru
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1 ano atrásem
A inteligência artificial (IA) ajudou os pesquisadores mapeando as imagens dos geoglifos em Nazca, no Peru, que estavam escondidos há séculos. – Foto: NYT
Com a ajuda de drones e inteligência artificial (IA), pesquisadores avançam para solucionar um dos maiores enigmas arqueológicos da humanidade: eles acharam mais de 300 geoglifos escondidos em Nazca, no deserto do Peru.
Entre eles estão figuras de animais, plantas e até mesmo cenas humanas que podem oferecer pistas sobre a cultura Nazca. Os geoglifos foram criados entre 200 a.C. e 700 d.C, antes mesmo da civilização inca.
“Levou quase um século para se descobrir um total de 430 geoglifos figurativos”, disse Masato Sakai, principal autor do estudo, em entrevista ao The New York Times.
IA na arqueologia
O uso da inteligência artificial foi essencial para a descoberta dos novos geoglifos.
A IA analisou várias imagens aéreas e apontou locais de interesse que antes passavam despercebidos pelo grupo de arqueologia da Universidade de Yamagata, Japão.
Aproximadamente 360 quilômetros quadrados foram analisdados. Depois, todas essas imagens foram processadas para identificar contornos invisíveis ao olhar humano.
Os 2% apontados pela IA totalizaram 47.410 possíveis locais no deserto. Depois, o grupo de Masato analisou as fotos em alta resolução e reduziu o número para 1.309.
“Esses foram então classificados em três grupos com base no potencial, permitindo prever a probabilidade de serem geoglifos antes de visitar os locais”, explicou.
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Espaços sagrados
Os geoglifos foram localizados próximos a antigas trilhas de peregrinações. Segundo Samato, isso pode indicar que esses locais eram espaços sagrados ou serviam como símbolos de comunicação durante rituais.
Há diversas teorias que rondam as Linhas de Nazca. Muitos acreditam que elas estão ligadas a homenagens religiosas, guias para astronomia e até mesmo “alienígenas.”
Dificuldade em preservar
Um grande desafio que os pesquisadores enfrentam é como preservar o achado.
Apesar do local ser protegido, é constantemente alvo de vandalismo e danos ambientais.
Enchentes e deslizamentos de terra, por exemplo, acabam por apagar partes significativas das figuras.
E Samato disse que há muito mais escondido. “Acredito que mais fatos surpreendentes irão surgir.”
O que são os geoglifos
As linhas de Nazca foram esculpidas em um solo pedregoso do deserto peruanos.
Alguns formam desenhos geométricos, figuras de animais, plantas e formas humanóides, que só podem ser vistas do alto.
Apesar de serem conhecidas desde 1920, as linhas ainda permanecem envoltas em mistérios.
Não há registros escritos sobre o povo Nazca e isso acaba tornando tudo um pouco mais complicado.

As Linhas de Nazca são ainda um grande mistério para a humanidade. – Foto: NYT
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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