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Idaf anuncia cadastro obrigatório das lavouras de soja no Acre
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2 anos atrásem
Fabiana Matos
O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), informa aos produtores de soja do estado sobre a obrigatoriedade de cadastrarem suas lavouras de soja, conforme a portaria Idaf nº 388, de 21 de outubro de 2024, que dispõe sobre as medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no estado, assegurando condições de sanidade e elevada produtividade para a cadeia produtiva.
O cadastro faz parte das ações estabelecidas pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), instituído pela portaria Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) nº 1.124, de 25 de junho de 2024, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece a obrigatoriedade dos proprietários, arrendatários ou ocupantes a qualquer título de propriedade produtora de soja, ou qualquer área plantada, de realizar o Cadastro Anual das Propriedades (CAP) e suas respectivas unidades de produção (UP), em sistema disponibilizado na páginas eletrônicas do Idaf.

“Com a identificação e reconhecimento das áreas plantadas com soja, o órgão pode planejar ações e executar atividades de defesa vegetal e educação sanitária, assegurando a função do governo do Estado de cumprir seu papel para o fortalecimento da cadeia produtiva e estabelecimento de políticas públicas. O cadastro será nossa base de dados para o monitoramento de pragas e a fiscalização do vazio sanitário. Com a análise das informações contidas no cadastro, o Idaf contribuirá com eficiência para a competitividade da soja produzida no Acre’’, ressalta Ligiane Amorim, coordenadora do Programa de Sanidade das Grandes Culturas do Idaf.
Podem fazer o cadastramento produtores rurais, empresas públicas e privadas que possuem áreas arrendadas ou parcerias estabelecidas com proprietários, arrendatários ou detentores a qualquer título de propriedades produtores de soja, assim como Responsável Técnico (RT) das propriedades produtoras de soja.

Segundo Marcelo Machado, analista de Negócio de Sistemas do Idaf, o cadastro visa melhorar e organizar os sistemas eletrônicos do órgão da área vegetal: “É uma ferramenta adotada para facilitar o monitoramento da cultura da soja, além de identificar áreas de produção, dimensionar a produtividade da cultura, a sustentabilidade na produção agrícola e o desenvolvimento de ações em emergências fitossanitárias’’.
O cadastro de propriedades e de unidades de produção de soja deverá ser realizado até 15 dias após a semeadura da safra 2024/2025.
Os sojicultores podem preencher o formulário de cadastramento nos sites do Idaf: https://sisdaf.ac.gov.br/login e https://idaf.ac.gov.br. Os dados contidos nos formulários de cadastro das áreas produtoras serão comprovados por técnicos do Idaf em visita às propriedades.
No cadastro devem constar:
– Informações da área plantada;
– Tipo de cultivo utilizado;
– Data do plantio e estimativa de produção;
– Identificação do responsável técnico.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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