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Idosa brasileira que estudou até o 4º ano é finalista de prêmio nacional; autora de 4 livros

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Em maio, há dois concursos públicos com inscrições abertas: o do Exército e o da Polícia Federal. Os salários podem ultrapassar R$ 11 mil. - Foto: Agência Brasil

Vitor Guerras

16 / 05 / 2025 às 11 : 23

Aos 89 anos, a idosa Maria Toinha, que estudou até o 4º ano, é autora de quatro livros e finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2025 – Foto: Coletivo Encantarias

Exemplo de fé, resistência e sabedoria popular. Aos 89 anos, essa idosa brasileira, autora de quatro livros, é finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2025. O impressionante é que ela estou só até o 4º ano, tem o ensino fundamental incompleto e, mesmo assim, transformou as memórias em literatura viva.

A cearense Maria Moura dos Santos, mais conhecida como Maria Toinha, tem a ajuda do neto, Marcos Andrade, para escrever obras sobre igualdade racial e racismo religioso. A indicação ao prêmio foi para a categoria de Educação – Inspiração, uma das mais simbólicas da premiação promovida pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR).

Marcos, que é mestre em Sociologia, transcreveu as falas da vovó Toinha, depois que ela perdeu a memória e conseguiu melhorar. Para garantir fidelidade, ele respeita a voz, o saber e o tempo da idosa. “Ela conta, eu transcrevo, construo, e ela é a autora. A narrativa só existe porque a voz dela encaminhou isso”, contou o neto.

Como tudo começou

A trajetória como autora começou de forma despretensiosa: a pedido do neto, que queria ouvir as histórias da avó para um trabalho escolar.

E, o que era uma conversa de rotina, virou livro.

A indicação por si só já é um marco para a mulher que, por tanto tempo, viveu à margem. “Tô emocionada, porque na idade que eu tô nunca tinha passado por isso. Meu pai nunca deixou a gente sair de casa para trabalhar, mas depois de madura, já tô tomando conta das responsabilidades, saí, pé no mundo, pelejando. Tô satisfeita”, disse em entrevista ao Diário do Nordeste.

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Tinha perdido a memória

O primeiro livro, “A mística dos Encantados”, é um dos mais importantes.

Na época, a idosa havia perdido a memória após uma pancreatite aguda.

O jeito de conseguir retomar a própria vida foi narrando-a para o neto.

“Ela começou a contar e lembrar de quem ela era, quem conhecia, o que tinha vivenciado. Restituiu o sentido dela para esse mundo novo”, explicou Marcos.

Fé e resistência

Maria Toinha é mãe de santo desde os 14 anos, praticante da umbanda.

As coisas não foram fáceis. Ela enfrentou o racismo com muita coragem. Foi discriminada, rejeitada e acusada, mas jamais recuou.

“Quando eu era jovem, eu não tinha amor a ninguém. Não gostava, não tinha pena de ninguém. Depois que a umbanda tomou conta de mim, tudo mudou. Fiquei uma pessoa caridosa, quando via alguém sofrendo ajudava. E ainda sou do mesmo jeito. Aprendi a amar.”

Prêmio é conquista

Mesmo antes do resultado do prêmio, Maria já se sente vitoriosa. E é!

Ser finalista da premiação é o reconhecimento de uma vida que, durante muito tempo, foi invisibilizada.

Ela concorre com outras lideranças inspiradoras, como a cacica Maria Valdelice, do povo Tupinambá da Bahia.

A cerimônia, terá transmissão local pela TV Globo, vai ao ar no dia 25 de maio, após o Fantástico.

Marcos, neto de Maria, é responsável por transcrever as memórias da idosa. - Foto: Arquivo pessoal

Marcos, neto de Maria, é responsável por transcrever as memórias da idosa. – Foto: Arquivo pessoal



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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