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Idoso que caiu em cratera no Calçadão deve passar por 2ª cirurgia e família quer acionar a justiça em Rio Branco
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O idoso Francisco Moreira da Silva, de 67 anos, que caiu na cratera do calçadão Raimundo Escócio, na última terça-feira (3), segue internado no Pronto-socorro de Rio Branco e tem quadro estável. Ele fez uma cirurgia após quebrar o osso na região do tornozelo e espera para receber alta.
De acordo com informações da família, ele deve ainda fazer uma segunda cirurgia para a retirada dos ferros que foram colocados durante o primeiro procedimento.
O idoso fazia compras na região, quando caiu. À família, ele disse que estava caminhando e não viu a cratera e acabou caindo e sofrendo o trauma.
“Ele foi comprar uma loção, é muito ativo e anda pra todo canto e disse que ia entrando de loja em loja e, quando chegou perto, não viu. Quando pisou, não tinha mais asfalto”, contou um familiar que preferiu não se identificar.
Ainda conforme a família, eles não receberam assistência por parte da prefeitura. Procurada, a assessoria de comunicação da gestão municipal disse que o local é de responsabilidade do governo, e que faz o trabalho paliativo para ajudar os comerciantes do local. O g1 também procurou o governo e aguarda resposta.
A família do idoso afirmou ainda que vai acionar a justiça e que a situação causou revolta entre os familiares.
Esta é a quarta vez, em menos de quatro anos, que o trecho cede e abre uma cratera na frente das lojas. O problema se arrasta há anos e cada vez que o nível do Rio Acre baixa se repete. Para conseguir acessar às lojas, os comerciantes do local colocam escadas.
Mesmo a prefeitura informando que a área não é de responsabilidade da gestão municipal, durante campanha eleitoral em 2020, acabar com a erosão do Calçadão foi uma das promessas de Bocalom. Durante campanha no Calçadão, o então candidato Bocalom, chegou a falar:
“Para que a gente não tenha prejuízo com esses comerciantes que estão aqui há décadas. Não é justo que o poder público não cuide da parte dele que é exatamente a contenção dessa encosta aqui”, disse no dia 21 de novembro enquanto fazia campanha na área.
No projeto Promessas dos Políticos do g1, que acompanha todas as promessas feitas durante período eleitoral, a prefeitura informou que fez alguns reparos paliativos na área e que passou a responsabilidade para o governo do estado e enviou todos os estudos para a gestão estadual.
O governo, por sua vez, disse que a responsabilidade cabe sim à prefeitura e que a Secretaria de Infraestrutura Urbana (Sedur) está responsável pelo futuro projeto de contenção de infraestrutura, que é a obra definitiva que deve ocorrer no local.
“Os reparos e manutenção são de responsabilidade do órgão municipal, ou seja, a prefeitura, assim como qualquer obra entregue pelo governo. A ajuda na intervenção do local é um projeto de contenção do Calçadão, que já está com uma maquete pronta, e esta é a ajuda do governo”.
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Idoso deve passar por segunda cirurgia — Foto: Arquivo pessoal
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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.
A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.
“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”
Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”
Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre
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24 de setembro de 2026X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC
A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano
Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026
Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026
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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre
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21 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.
Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.
As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.
“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”
A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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