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Idoso que se internou no mesmo leito que a mulher para tratar a Covid-19 morre vítima da doença

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A Covid-19 deixa mais uma família de luto e separa um casal apaixonado há 69 anos no Acre. A doença vitimou o idoso Antônio Oliveira da Cunha, de 94 anos, na noite dessa segunda-feira (7), após uma semana de internação. Dos sete dias em que esteve no hospital, o idoso passou quatro no mesmo leito da mulher, a idosa Josefa Felipe da Cunha, de 88 anos.

Os dois ficaram juntos no mesmo leito do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, para tratar o novo coronavírus. Esse foi um pedido especial dos familiares para manter os dois juntos no tratamento, já que não queriam se separar.

Josefa deu entrada na unidade hospitalar no último dia 6. No dia 10 de maio, Antônio da Cunha também foi internado e reencontrou a mulher no mesmo leito. Esse reencontro foi celebrado um emocionante beijo.

Na sexta (14), Cunha piorou e foi para semi-intensiva. Mesmo relutante, Josefa recebeu alta e foi para casa com a esperança de que logo o marido iria estar junto dela.

Enquanto estavam no hospital, Raíne Oliveira disse que os avós soltavam beijos um para o outro e diziam que se amavam. “Era até uma luta, porque minha avó queria ficar dando a comida do meu avô. Queria cuidar dele, eu explicava que os dois estavam ali para serem cuidados, que eu ia fazer isso por ela”, relembrou.

Casal chegou a trocar um emocionante beijo ao se reencontrar no hospital — Foto: Arquivo da família

Casal chegou a trocar um emocionante beijo ao se reencontrar no hospital — Foto: Arquivo da família

Ida para UTI

No sábado (15), o idoso foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Juruá. Após dois dias, Cunha não resistiu à doença e morreu. Em casa, Josefa foi avisada do falecimento do marido e chorou.

“Os dois iam ter alta juntos, mas, como foi preciso ele ir para a UTI, deram alta para minha avó e ele seguiu lá. Ela estava ciente de tudo a todo tempo, não escondemos dela. Ficou muito triste, mas Deus preparou tudo, a família é muito unida e tem sempre alguém com ela, os filhos estão presentes e isso ajudou muito esse vínculo. Escolhemos não esconder nada, ir preparando ela para tudo”, disse Raíne.

A neta explicou que a avó pergunta constantemente pelo companheiro. Antônio da Cunha foi soldado da borracha e também trabalhou muitos anos como carpinteiro em Cruzeiro do Sul. Ele só parou de trabalhar quando foi diagnosticado com doença de Parkinson.

Casal ficou inernado no mesmo leito do Hospital do Juruá  — Foto: Arquivo da família

Casal ficou inernado no mesmo leito do Hospital do Juruá — Foto: Arquivo da família

Josefa e Antônio da Cunha estavam juntos há 69 anos. O casal teve seis filhos, sendo cinco biológicos, 13 netos, 12 bisnetos e um tataraneto. Após a morte do marido, Josefa não quis mais voltar para casa onde morava com o marido.

“A família esperava outro desfecho. Meu avô fez muitas construções importantes aqui. O que impediu ele de trabalhar foi o Parkinson. Nossa família é bem grande, estamos todos juntos para cuidar dela, está na casa de outro filho, não quer mais voltar para a dela. Vamos respeitar a vontade dela, quando quiser voltar a gente leva”, relatou.

Raíne disse que a avó não ficou com grandes sequelas da doença. Ela ainda sente cansaço, mas segue com o tratamento em casa. “O cansaço é típico desse período, mas vamos levar para as consultas e seguir tudo direitinho”, concluiu.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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