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Ieptec leva saúde, arte e gastronomia para a décima edição da Mostra Viver Ciência
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Dayana Soares
A décima edição da Mostra Viver Ciência continua a todo vapor na Escola de Ensino Integral Armando Nogueira, em Rio Branco. Entre as instituições que têm se destacado, está o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) que este ano levou projetos desenvolvidos por alunos de suas diversas unidades, reforçando a integração entre tecnologia, saberes regionais e sustentabilidade.
Entre os trabalhos expostos, o projeto Arte do Sorriso Sustentável, realizado pelos alunos do curso técnico em saúde bucal da unidade da Escola Técnica em Saúde Maria Moreira de Porto Acre, chama a atenção pelo o uso de materiais recicláveis, como garrafas PET, papelão e EVA. Os estudantes criaram modelos educativos para ensinar sobre higiene bucal a crianças da educação infantil e fundamental.

“Esses materiais, que seriam descartados, foram transformados em ferramentas pedagógicas importantes, mostrando que é possível unir sustentabilidade e educação”, explicou a coordenadora do curso, Fabiana Moares.
O estudante Fagner Barbosa, participante do projeto, destaca que apresentar o trabalho na edição deste ano é uma oportunidade para enriquecer sua experiência profissional. Com planos de seguir na área da saúde, ele reflete: “Estamos aqui para compartilhar informações com as pessoas, porque conhecimento é uma riqueza que ninguém pode tirar de você.”

Outro destaque foi o curso de técnico em enfermagem da unidade Maria Moreira, de Rio Branco que trouxe um projeto sobre prevenção à obesidade e diabetes em crianças e adolescentes. Os estudantes realizaram testes de glicemia e compartilharam informações sobre hábitos saudáveis.
Para o estudante Cauã Moreira que está entre os alunos que apresentam o projeto, a Viver Ciência, além do acesso ao conhecimento, desperta o engajamento e a integração entre as escolas do estado. “É um evento que junta todas as escolas de Rio Branco e estado e nos proporciona aprender mais coisas sobre as outras instituições e projetos dos alunos que se empenham bastante”, afirma.

Na área da gastronomia, alunos da Escola de Gastronomia e Hospitalidade Miriam Assis Felicio da Cidade do Povo surpreenderam com pratos que uniram sabor e inovação. As três equipes da instituição que participam da mostra apresentaram um peixe moquecado feito na folha de bananeira com purê de banana da terra e molho de tucupi criado pelos estudantes, um bolo temático que incorporou robótica e um sorvete de nitrogênio feito com açaí.
“Em todos os pratos foram usados produtos regionais como o açaí, o cupuaçu, a castanha, o pirarucu e tucupi. Tudo preparado pelos nossos alunos dos cursos de gastronomia e confeitaria”, explicou a coordenadora-geral da instituição, Marineide Diogenes.

O estudante Jesus da Silva que participou da equipe do peixe moquecado conta que esta é a quinta vez em que apresenta projetos na Viver Ciência e dessa vez, participar com a gastronomia tem sido especial . “É incrível poder valorizar os recursos da nossa terra e, ao mesmo tempo, explorar novas tecnologias”, disse.
Já alunos do curso de design gráfico da Usina de Artes João Donato marcaram presença com um trabalho voltado para a identidade cultural acreana. Cartões postais e panfletos inspirados no Museu dos Povos Acreanos foram produzidos, destacando a importância da arte e do design na preservação da história e da cultura local. “É um trabalho muito bonito e marcante, uma foto fala muito e é uma muito forte e necessária”, destacou uma das estudantes que apresenta o projeto, Ana Victoria Silva.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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