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Jeremy Clarkson: apresentador, fazendeiro incendiário… político? | Jeremy Clarkson
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Daniel Boffey Chief reporter
Steve Berry, apresentador do programa Top Gear da BBC há seis anos, lembra-se do momento em que se deparou pela primeira vez com o ego e a ambição de Jeremy Clarkson. Era meados da década de 1990 e Berry tinha um novo agente que sugeriu que ele deveria se esforçar para ser o apresentador principal do programa.
“E eu pensei: ‘Sim, ok, por que não?’ relembrou Berry, 60. “Eu estava constantemente bombardeando-os com ideias e fui levado para o lado por um dos diretores, e ele disse: ‘Você sabe que Jeremy fica sentado lá e calcula quanto tempo ele tem no programa’. Eu disse: ‘Você o quê?’ ‘Ele fica lá com um cronômetro’. Não tenho ideia se isso é verdade, mas ele diz: ‘Ele percebeu que nesta temporada você teve tanto tempo na tela e se fosse uma corrida pelo título você estaria apenas alguns pontos atrás de onde ele está’. Aí o cara fala: ‘Então cuidado’. A próxima coisa que sei é que fui arrastado para o escritório do (produtor executivo) Jon Bentley. Ele disse: ‘Sente-se. Você nunca será o próximo Jeremy Clarkson, você sabe’. Eu estava basicamente sendo avisado.
As relações pouco melhoraram quando Berry deu uma entrevista ao agora extinto News of the World, na qual sugeriu, brincando, que lhe convinha se Clarkson “caísse num buraco no chão para que eu pudesse ter o seu emprego”. O papel espirrou.
“Então, naquela manhã, sua ex-esposa Francie – que era o poder por trás do trono, foi ela quem fez dele o que ele é hoje – me ligou e me criticou: ‘O que é isso no News of the World? Como você pode dizer isso? Eu disse: ‘Eu disse isso, mas eles mudaram as palavras para fazer com que parecesse muito ruim’. Ela estava falando e eu disse: ‘Francie, posso impedi-la? De onde eu venho, se dois homens brigam, eles vão para a rua e resolvem o problema. Eles não fazem a porra da esposa ligar para ele e arrancar sua orelha.
A lista de pessoas com quem Clarkson, 64, entrou em conflito ao longo dos anos não tem fim. No seu nível mais extremo, socos foram dados ao editor do Daily Mirror Piers Morgan por publicar fotos de Clarkson beijando alguém que não fosse sua então esposa e o Equipamento superior produtor Oisin Tymon por não garantir que a estrela pudesse pedir um bife do lombo após um dia de filmagem. Depois, há as brigas de classe baixa com os coreanos, os mexicanos, os alemães, os poloneses, os malaios, os galeses, a duquesa de Sussex, os gays, os grevistas do setor público, os motoristas de caminhão e os membros do conselho distrital de West Oxfordshire depois que eles se candidataram o caminho de seus planos para a Diddly Squat Farm que ele comprou em 2008.
O último objecto da ira de Clarkson foi o governo de Keir Starmer – e, tangencialmente, o seu antigo empregador, a BBC. Participando de um protesto de agricultores esta semana sobre mudanças nas regras do imposto sobre herança para terras agrícolas, Clarkson foi confrontado por Victoria Derbyshire do Newsnight. Ele estava lá com a equipe de seu programa de sucesso, Clarkson’s Farm, para “apoiar os agricultores”, disse ele. “Então não se trata da sua fazenda e do fato de você ter comprado uma fazenda para evitar o imposto sobre herança?” Derbyshire respondeu. “Clássico BBC”, disse ele. “Você disse ao Sunday Times em 2021 que foi por isso que o comprou”, disse ela.
Clarkson respondeu: “Vocês… BBC. OK, vamos começar do início. Eu queria atirar, ok? Pior ainda, para a BBC, eu queria filmar. O que traz a vantagem de não ter que pagar imposto sobre herança. Agora eu faço. Mas pessoas como eu simplesmente depositam isso em um fundo fiduciário e, enquanto eu viver sete anos, tudo bem. E como disse minha filha, você viverá sete anos. Você pode estar congelado no final, mas viverá sete anos. Mas é incrivelmente demorado fazer isso, e por que todas essas pessoas deveriam fazer isso?”
Especialistas em impostos sugerem que, mesmo com tal confiança, os beneficiários de Clarkson enfrentariam impostos de muitas centenas de milhares de libras sobre seu patrimônio substancial, pois haveria uma taxa de 3% a pagar a cada 10 anos sobre ativos acima de 1 milhão de libras. O apresentador não respondeu a um pedido de comentário.
Em um palco na Parliament Square, Clarkson, que recentemente foi submetido a uma operação cardíaca de emergênciapassou a fazer um discurso improvisado, desafiando as ordens dos médicos. O orçamento foi uma “joelhada nas nozes” e “uma leve martelada na nuca”, disse ele. Foi um eco da sua afirmação anterior de que o Partido Trabalhista tinha um “plano sinistro” para “limpar etnicamente” as comunidades agrícolas. Entre os atraídos por tal linguagem estava Nick Griffin, ex-líder do Partido Nacional Britânico, que postou uma foto sua no programa da emissora Oxfordshire pub. “Jeremy Clarkson acerta em cheio”, escreveu Griffin. Isso fez alguns comentaristas políticos pensarem. James Kanagasooriam, o especialista em sondagens que cunhou o termo “Muralha Vermelha”, sugeriu que se Clarkson entrasse na política, a Grã-Bretanha poderia ter o seu próprio momento Donald Trump. A ideia foi aplaudida nas páginas do Daily Telegraph. É tão fantasioso?
A mãe de Clarkson, Shirley, cujo negócio de fabricar ursinhos de pelúcia Paddington era a principal fonte de riqueza da família, lembrou a um biógrafo que seu filho recalcitrante desistiu de trabalhar em seu internato, Repton (onde as mensalidades hoje chegam a £ 45.000 por ano). “Ele nos disse que não achava que a física ou a matemática seriam úteis para ele, porque ele seria Alan Whicker, um astronauta ou um rei – nessa ordem”, lembrou ela. O resultado foi que ele foi convidado a deixar a escola antes de concluir o A-level e acabou trabalhando para a empresa da família como vendedor ambulante de brinquedos fofinhos. Houve então um breve período como repórter filhote no Rotherham Advertiser, mas ele também saiu depois de ser forçado a cobrir um programa de “pôneis e produtos”. Foi quando ele criou sua própria Motoring Press Agency, açoitando colunas sindicalizadas sobre carros, que ele teve um golpe de sorte depois de sentar-se ao lado de um produtor do Top Gear no lançamento de um carro. Ele foi convidado a fazer um teste de tela e nasceu uma carreira de 40 anos na radiodifusão. Seu primeiro casamento com Alexandra Hall em 1989 terminou em divórcio, quando ela teve um caso com seu melhor amigo. Clarkson posteriormente proibiu a mídia de relatar “atos ou relações sexuais ou outros atos íntimos” com sua ex-esposa depois que surgiram alegações de que o casal havia continuado seu relacionamento no início de seu segundo casamento com Frances, apenas para ele suspender as restrições quando os detalhes surgiram online. O segundo casamento foi, no entanto, mais duradouro e financeiramente altamente produtivo. Frances, ex-conselheira de demissões, tornou-se sua gerente e era, segundo todos os relatos, uma operadora experiente. Ela foi vista como a peça-chave para persuadir a BBC em 2007 a entregar 50% de uma joint venture projetada para explorar comercialmente o Top Gear para a Bedder 6, uma produtora criada por Clarkson com Andy Wilman, seu antigo amigo de escola e produtor executivo. . Clarkson continuou com dificuldades financeiras depois que o casal se divorciou em 2014, após 21 anos de casamento. Ao deixar a BBC, a Amazon supostamente pagou £ 160 milhões por um contrato de três temporadas com a equipe de Clarkson, Richard Hammond e James May para o show automobilístico Grand Tour. Hoje, Clarkson é dono de uma fazenda, uma cervejaria e um pub, escreve três colunas em jornais e apresenta o gameshow da ITV Quem Quer Ser Milionário.
Com níveis tão fabulosos de riqueza em mãos, a ideia de uma carreira política para Clarkson surgiu naturalmente no passado, apesar de vários encontros com a morte na carreira (talvez mais seriamente quando surgiu um vídeo dele recitando o início da canção infantil “eeny, meeny, miny, moe” antes de aparentemente murmurar o resto da rima, incluindo a palavra com N). Durante a liderança de William Hague, o presidente do partido conservador, Francis Maude, sugeriu que uma colaboração com Clarkson poderia ser necessária. Ele respondeu com total fúria então. “Não me lembro de ter ficado tão bravo”, disse ele na época. Não sou um fantoche conservador… não estou nem um pouco interessado em política partidária”.
E Clarkson hoje não é um homem saudável. No mês passado, ele revelou que foi submetido a uma cirurgia cardíaca “extremamente urgente” após uma rápida deterioração do seu estado de saúde. Harry Borden, um fotógrafo, publicou recentemente um vídeo no YouTube em que comparava o “doce e até vulnerável” Clarkson que fotografou há duas décadas no seu apartamento em Bayswater, tomando um copo de vinho, com o mau humor de hoje. “Ele passou de um grande pássaro a um velho camelo lutando para andar”, disse Borden sobre uma filmagem recente de Clarkson para a revista Guardian Saturday. “A persona Clarkson não é uma atuação. Ele foi mesquinho do começo ao fim”.
Berry disse que havia, sem dúvida, um grande número de pessoas que achavam que a abordagem sensata de Clarkson as afetava, mas que ele achava que uma reinvenção como político parecia improvável. “Há um argumento de que não existe uma emissora mais bem-sucedida no mundo de língua inglesa do que Jeremy Clarkson”, disse Berry. “Ele entrou no Top Gear da BBC em meados dos anos 80. Ele está em nossas telas agora. Ele nunca esteve de folga e fez com que cada coisa que fez se transformasse em ouro. Ele tem um grande eleitorado formado por Collins, Dereks, Ians e Clydes… (Mas) não acho que ele gostaria de ser um político. É muito chato – e não há dinheiro nisso”.
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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